Candidato único

Cerco à corrupção

Alfredo Gaspar disputa pela segunda vez como candidato único e destaca avanços.
07/11/2018

Chefe do MP de Alagoas deve ser reconduzido e prevê avanço do cerco à corrupção

Candidato único

Chefe do MP de Alagoas deve ser reconduzido e prevê avanço do cerco à corrupção

Alfredo Gaspar disputa pela segunda vez como candidato único e destaca avanços.

Reconhecido nacionalmente pelo combate à violência e à criminalidade dentro e fora dos gabinetes, o procurador-geral de justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, deve ser reconduzido no próximo dia 30 como candidato único da eleição para chefiar o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) para o biênio 2019/2020. O candidato destacou a contribuição de sua gestão para o combate aos crimes de colarinho branco nos municípios, e disse que o combate à corrupção continuará sendo norte para seu trabalho, porque há muito a ser corrigido. Presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Gaecos de todos os MPs do Brasil, Alfredo Gaspar destaca como mérito de seu trabalho a criação dos núcleos de combate ao crime, da perícia e da educação, além de criar uma casa de acolhimento de menores desvalidos e de mais de dez frentes de combate ao crime organizado em Alagoas, além do Gaesf, contra a sonegação fiscal, e do núcleo de patrimônio. Tudo isso com o apoio do Colégio de Procuradores de Justiça. “Todos os promotores e procuradores estão atuando nessas frentes todas. E não podemos registrar nesse momento que o Ministério Público está muito atento ao combate à corrupção. Essa tem sido a frente principal e continuará sendo o nosso norte, porque muita coisa ainda precisa ser corrigida”, declarou Alfredo Gaspar, ao Diário do Poder. O candidato à reeleição que está afastado do cargo desde 29 de outubro aponta ainda o sucesso das frentes que garantiram o encerramento de 100% dos lixões de Alagoas e o esforço para a criação e funcionamento efetivo dos portais de transparência dos legislativos e dos conselhos municipais de segurança. No final do prazo de inscrições, somente Alfredo Gaspar formalizou inscrições para o pleito. O ex-procurador geral de Justiça Coaracy Fonseca tentou sem sucesso questionar o prazo de inscrições, mas perdeu em todas instâncias e não conseguiu ingressar na disputa, após divulgação da resolução sobre a eleição no Diário Oficial e no site do MP. “Em nenhum momento isso me afasta de querer uma disputa com quem quer que seja. O que desejo é que seja sempre uma disputa que não exponha o Ministério Público de forma leviana para a sociedade, já que a instituição está sujeita diariamente a ataques externos”, disse Alfredo Gaspar, sobre o assunto. Êxito atraiu a política Até o primeiro semestre, Alfredo Gaspar cogitou abandonar a carreira no Ministério Público de Alagoas, após convites para ser candidato a senador, como uma das maiores ameaças ao projeto de reeleição de Renan Calheiros (MDB-AL). Mas se manteve na instituição, onde terá mais dez anos de atuação, até sua aposentadoria. Sob a gestão de Alfredo Gaspar desde 2017, o MP de Alagoas intensificou operações contra gestores públicos, processando e condenando e até prendendo prefeitos em flagrante, em operações que contaram com a presença do procurador-geral de Justiça em Alagoas. Um dos grandes feitos do MP de Alagoas foi convencer o Judiciário a destinar a hospitais públicos cerca de 5 mil tipos de medicamentos apreendidos na deflagração da Operação Placebo, contra a sonegação de R$ 197 milhões em impostos na comercialização de remédios e insumos hospitalares para Alagoas. O volume de 24 carretas de medicamentos começou a ser distribuído sob fiscalização do chefe do MP. Antes de assumir a chefia do Ministério Público de Alagoas, Alfredo Gaspar foi secretário de segurança pública de Alagoas, no primeiro ano e três meses do governo de Renan Filho (MDB), quando conseguiu uma redução histórica da violência em Alagoas. Mas disse publicamente não aceitar ser adjetivado como ‘cria’ e ‘traidor’ do clã Calheiros, já que afirma ter trabalhado com lealdade àquela gestão e ao povo alagoano. Em 30 de novembro, promotores e procuradores de justiça alagoanos votarão e, na sequência, ao final do dia, a Comissão Eleitoral anunciará o resultado, que depois será enviado ao governador do estado para a devida nomeação. Todo o pleito está sendo presidido e organizado por uma comissão nomeada pelo Colégio de Procuradores do Ministério Público de Alagoas.
12/01/2018

Novo chefe da PF em Alagoas não diferencia corruptos de traficantes

Novo chefe da PF

Novo chefe da PF em Alagoas não diferencia corruptos de traficantes

'Político mata mais que bandido', diz novo chefe da PF-Alagoas

Após um intenso trabalho no combate à corrupção e à criminalidade no Estado, o delegado Bernardo Gonçalves de Torres foi exonerado do cargo de Superintendente Regional da Polícia Federal em Alagoas. A notícia foi confirmada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12). Mas seu substituto, delegado Rolando Alexandre de Souza, também tem experiência e histórico no combate à corrupção no País, conforme portarias datadas do dia 8 de janeiro. O novo superintendente da PF em Alagoas chefiou o Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal (SRDP), em sua sede, em Brasília. E em palestra recente no 3º Encontro Nacional sobre Cooperação para Prevenção e Combate à Corrupção, realizado pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, demonstrou o perfil que deve imprimir contra os crimes de colarinho branco, em Alagoas. “A corrupção mata. Achar que o traficante da esquina é mais perigoso que o político corrupto é uma falácia. Político mata muito mais que bandido”, declarou o delegado Rolando Alexandre de Souza, em maio de 2017. Com postura rigorosa comparável à de seu sucessor, o recifense Bernardo Gonçalves Torres comandou por dois anos e meio a PF em Alagoas. Sob seu comando, policiais e delegados federais deflagraram operações como a Sururugate, contra desvios de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas; e Sucupira e Correlatos, contra desvios de R$ 180 milhões na Secretaria da Saúde de Alagoas, no governo de Renan Filho (PMDB).  A mudança já eram esperadas e tambpem afetam as superintendências da PF em Santa Catarina, no Acre e na sede de PF, em Brasília. Todas decorrentes dos ajustes coordenados por Fernando Segóvia, que assumiu a direção-geral da PF, em novembro de 2017.