Cenipa

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Queda matou sete pessoas em 2016; avião também não podia usar Campo de Marte
14/05/2019

Avião que caiu e matou ex-presidente da Vale não tinha autorização para voo privado

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Avião que caiu e matou ex-presidente da Vale não tinha autorização para voo privado

Queda matou sete pessoas em 2016; avião também não podia usar Campo de Marte

O avião que caiu e matou as sete pessoas a bordo em março de 2016 em São Paulo não poderia ter usado o aeroporto Campo de Marte nem fazer transporte privado de passageiros. É o que diz o relatório final do Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável por investigar acidentes aéreos. Entre as vítimas estava o ex-presidente da Vale Roger Agnelli. Também morreram a mulher dele, Andrea, os dois filhos, Anna Carolina e João, a namorada do filho, Carolina Marques, e o genro do empresário, Parris Bittencourt, além do piloto da aeronave, Paulo Roberto Baú. O executivo presidiu a empresa entre 2001 e 2011 e era considerado responsável pela sua ascensão ao posto de uma das maiores mineradoras do mundo. Dez segundos após decolar do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, rumo ao Santos Dumont, no Rio, o piloto perdeu o controle da aeronave, que bateu em uma casa a 370 metros do aeroporto e pegou fogo. O avião não chegou nem mesmo a declarar emergência ao controle de tráfego aéreo antes do acidente. Segundo o relatório, divulgado em 8 de abril, não foi possível apontar nenhum fator específico que tenha causado o acidente. Mas, para os investigadores, a combinação de peso próximo ao máximo, com o forte calor daquele dia (31ºC) e a altitude da pista do aeroporto podem ter afetado a segurança do voo e dificultado a aeronave a ganhar altura na decolagem. “Levantou-se a hipótese de que a aeronave não tenha sido capaz de ganhar altura e superar os obstáculos existentes na reta de decolagem e que, sem um controle adequado do avião, o piloto não tenha sido capaz de evitar o acidente”, diz o relatório. A investigação, no entanto, ficou comprometida porque a aeronave, uma turbo-hélice modelo Compair CA-9 pertencente a Agnelli, era experimental, categoria que dispensa homologação junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) ou certificação aeronáutica. Uma das regras é que os donos voem por conta e risco. Em 2016, o Cenipa decidiu levar adiante a apuração da queda do avião, mesmo que o órgão não seja obrigado a investigar acidentes com aeronaves experimentais. Quando entende que não há benefício na apuração, como evitar que outros acidentes do tipo aconteçam, o órgão deixa o caso apenas com a Polícia Civil. A diferença é que, normalmente, a investigação de acidentes aeronáuticos compara os destroços com os requisitos de certificação, que definem parâmetros mínimos aceitáveis de voo para uma aeronave. No caso dos experimentais, não há requisitos mínimos, uma vez que aviões desse tipo não são submetidos a certificação. As aeronaves também não têm obrigação, por exemplo, de ter caixa-preta (gravadores de dados de voo ou de voz). Mas avaliações dos destroços do motor revelaram que este funcionava normalmente no momento do acidente. Também não havia problemas com o combustível. Por isso, o texto aponta que a falta de manuais, sistema de apoio e a informalidade da operação experimental podem ter levado a uma tentativa de decolagem sob condições inseguras e a uma preparação de voo inadequada. O relatório constatou ainda que o avião era usado para transporte privado de passageiros em desacordo com a regulação de aviação civil, que prevê a concessão de certificados de autorização de voo experimental para aeronaves construídas por pessoas, unicamente para sua própria educação ou recreação. Tanto o pouso —o avião havia saído de Jundiaí— quanto a tentativa malsucedida de decolagem no Campo de Marte não tinham “autorização especial de autoridade competente”. Segundo o Cenipa, outra violação de requisitos estabelecidos no regulamento brasileiro para aeronaves civis. Aviões experimentais precisam de uma autorização específica para voar sobre áreas povoadas, como São Paulo. Agnelli poderia pedir a autorização para trafegar sobre a cidade, mas não o fez. Para o órgão, é uma falha que haja “fragilidade da legislação e dos mecanismos de controle oficiais, que possibilitavam a utilização dessas aeronaves para o transporte de várias pessoas, em operações conduzidas a partir de aeródromos localizados em grandes centros urbanos, embora elas não passassem por um processo de certificação adequado”. A partir da investigação, o Cenipa recomenda que a Anac e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) aprimorem os mecanismos de fiscalização para evitar que aeronaves experimentais sobrevoem áreas densamente povoadas; e que a agência limite as aeronaves de construção amadora, “no intuito de reduzir o número de terceiros expostos aos riscos do voo em aeronaves não certificadas pela autoridade da aviação civil brasileira”. Hoje, há 5.665 aeronaves experimentais no país. O número corresponde a 25% do total de aeronaves, 22.219, segundo dados da Anac. (FolhaPress)
04/11/2018

Três crianças e dois adultos morrem em queda de avião em Patos de Minas

Aeronave experimental

Três crianças e dois adultos morrem em queda de avião em Patos de Minas

Avião decolou de Brasília e caiu Patos de Minas

Cinco passageiros de um avião experimental de pequeno porte, entre eles três crianças, morreram devido à queda da aeronave, no interior de Minas Gerais. O avião partiu de Brasília e, segundo testemunhas, tentou pousar no aeroporto regional de Patos de Minas (MG) pouco antes de cair, a cerca de 1,5 mil metros da pista do aeródromo. O acidente ocorreu por volta das 10h30 de hoje (4). De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os corpos das cinco vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Patos de Minas. Os dois adultos foram identificados como Marcos Nogueira Chagas, 45 anos, e Carla Giannine Pereira Medina, 44 anos. As identidades das três crianças (duas meninas e um menino) ainda não foram confirmadas. No Registro Aeronáutico Brasileiro consta que Marcos Chagas era o proprietário da aeronave prefixo PRZ-MZ, modelo RV-10, construído em 2013. Ainda segundo o controle feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a validade do Certificado de Aeronavegabilidade estava normal. Em nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que o 3º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) já instauraram processo para apurar as possíveis causas da queda do avião. Investigadores do órgão visitarão o local para coletar partes da aeronave para futuras análises, fotografar o local da queda e ouvir os primeiros relatos de testemunhas. A investigação não tem prazo para ser concluída, mas o Cenipa afirma que dependerá da complexidade do acidente e que ela tem o objetivo de prevenir outros acidentes semelhantes. Em entrevista a órgãos de imprensa regionais, o piloto de aeronaves Edvar Marques da Costa, funcionário do aeroporto regional, informou ter visto o avião experimental cruzando o aeródromo em baixa velocidade e baixa altitude. “Para a gente que conhece um pouco, deu para perceber que tinha algo de anormal, atípico. Não dá para saber o quê, mas acho que o piloto fez de tudo para tentar retornar à pista, mas, com pouca sustentação, acabou não conseguindo”, disse Costa, afirmando ter notado a instabilidade da aeronave pouco antes da queda. (Agência Brasil)
20/01/2017

Cenipa encontra caixa de gravação de voz do avião onde estava o ministro Teori

Caiu em Paraty

Cenipa encontra caixa de gravação de voz do avião onde estava o ministro Teori

Agora o aparelho será analisado na sede da Aeronáutica em Brasília

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) encontrou, no início da tarde desta sexta-feira, 20, um aparelho de gravação de voz do avião que caiu ontem em Paraty e matou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, e outras quatro pessoas. Segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica que investiga a queda do avião, o aparelho será encaminhado para a sede do órgão, em Brasília, para ser analisado. O Comando da Aeronáutica enviou a Paraty (RJ) uma equipe de militares especializados em investigação de acidentes aeronáuticos. Os dois primeiros chegaram ao local às 20h30 de ontem (19). No total são sete militares da Aeronáutica responsáveis pela investigação. Esses profissionais vão atuar na chamada "fase de ação inicial", que consiste na coleta de dados no local do acidente. Para isso, a equipe analisa os destroços, busca indícios de falhas, levanta hipóteses sobre o desempenho da aeronave nos momentos finais do voo, fotografa detalhes e retira partes da aeronave para análise, se for o caso. A investigação prosseguirá com a fase de análise dos dados e levará em conta diversos fatores contribuintes, sejam materiais (sistemas da aeronave e projeto, por exemplo), humanos (aspectos médicos e psicológicos) ou operacionais (rota, meteorologia, etc). Ao longo dos trabalhos, outros profissionais (pilotos, engenheiros, médicos, psicólogos, mecânicos, etc.) poderão se integrar à comissão, conferindo o caráter de multidisciplinaridade à investigação. Não é possível estabelecer prazo para o término das investigações, que varia de acordo com a complexidade de cada ocorrência. A Aeronáutica, por meio do Cenipa, é o órgão responsável para conduzir as investigações de acidentes com aeronaves no País. O resultado da investigação é divulgado somente após a conclusão do Relatório Final, que é publicado pelo Cenipa. A investigação realizada pelo órgão tem como finalidade a prevenção de acidentes aeronáuticos. O relatório final irá identificar os fatores que contribuíram para o acidente e elaborar as recomendações de segurança. A Polícia Federal vai conduzir sua investigação paralelamente.(AE)
26/01/2015

Aeronáutica ainda não concluiu estudo sobre o acidente

Morte de Eduardo Campos

Aeronáutica ainda não concluiu estudo sobre o acidente

Cenipa explicou que coleta de dados sobre queda do avião de Campos terminou, mas investigações sobre causas do acidente continuam

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não concluiu as investigações sobre o acidente que tirou a vida do ex-candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, mas já afastou algumas hipóteses como colisão com veículos não tripulados ou pássaro e incêndio a bordo. De acordo com a Aeronáutica, a fase de coleta de dados foi concluída e o chefe do Cenipa, brigadeiro do Ar Dilton José Schuck, disse que não houve nenhuma “conclusão factível” por enquanto. Para o tenente-coronel Raul de Souza, responsável pelas investigações, há evidências indicando que o avião não caiu de cabeça para baixo e o trem de pouso estava recolhido. Outra informação importante divulgada pelo Cenipa é que piloto e co-piloto não tinham habilitação para pilotar o Cessna 560 XL+ e que fizeram um percurso diferente do previsto nas cartas de aproximação para o aeroporto. Souza confirmou, no entanto, que não é possível confirmar que o piloto tenha “pegado um atalho”. Apesar de revelar a falta de habilitação do piloto e co-piloto e de afirmar que as turbinas da aeronave estavam funcionando perfeitamente, Souza ressaltou que ainda não se pode afirmar, tampouco descartar, que houve falha humanda no acidente que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas morreram no dia 13 de agosto de 2014.