Agroserra

Ceará

Retirada de famílias teve inicio na noite deste sábado (16), em caráter preventivo
17/03/2019

ANA embarga barragem no Ceará e mais de 250 famílias são removidas

Agroserra

ANA embarga barragem no Ceará e mais de 250 famílias são removidas

Retirada de famílias teve inicio na noite deste sábado (16), em caráter preventivo

A Agência Nacional de Águas (ANA) fez o embargo provisório da barragem Granjeiro, em Ubajara (CE) na última quarta-feira (13). Em nota divulgada hoje (17), a agência informou que a penalidade visa a fazer com que a empresa Agroserra Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba adote medidas imediatas de segurança para minimizar os riscos de rompimento da estrutura. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, o trabalho preventivo de realojamento de famílias que moram ao longo do curso do Rio Jaburu, em Ubajara, começou na noite desse sábado (16) e removeu mais de 250 famílias. De acordo com a corporação, o realojamento das comunidades ribeirinhas é de caráter preventivo e temporário. Desde sexta-feira (15), moradores e funcionários da prefeitura colocam sacos de areia em parte da barragem para aumentar a segurança. “A noite transcorreu tranquila lá. A maior parte das famílias foi removida para casas de parentes. Apenas 70 tiveram que ser levadas para o Santuário da Mãe Rainha. É importante destacar a importância do apoio da população que ainda não foi removida para que essa etapa do trabalho possa ser concluída com brevidade”, disse, em nota, o coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, comandante do Corpo de Bombeiros. Segundo a ANA, medidas de contenção da erosão na barragem já foram concluídas e agora está em andamento escavação de canal ao lado da barragem para liberação controlada de água e redução do armazenamento. A agência reguladora informou que, enquanto houver o embargo provisório, a empresa não poderá operar a barragem Granjeiro, no leito do riacho Jaburu, até que seja garantida a segurança da estrutura e sejam atendidas todas as exigências cobradas pela ANA. (ABr)
06/03/2019

Parceiro de Youssef delata propina de R$ 500 mil para Renan enterrar CPI da Petrobras

Denúncia de propina

Parceiro de Youssef delata propina de R$ 500 mil para Renan enterrar CPI da Petrobras

Doleiro Ceará afirma que levou a Maceió propina para o senador

Um dos homens que trabalhavam para o doleiro Alberto Youssef de detalhes em delação premiada sobre a entrega de R$ 500 mil em propina ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). Carlos Alexandre Souza Rocha, conhecido como Ceará, afirmou que o pagamento foi feito em dezembro de 2013 em um hotel em Maceió e fazia parte de um acordo para evitar a instalação de uma CPI da Petrobras. As informações são do jornalista Pablo Fernandes, da Rádio Band News FM. De acordo com o delator, quem recebeu o dinheiro em nome do senador foi Milton Lyra, tido como operador do MDB, que está solto por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ceará afirma que as notas foram contadas em uma construtora que pertenceria ou seria vinculada a Renan Calheiros. Ao todo, o senador do MDB receberia R$ 2 milhões entre 2009 e 2014. Acusações são sempre negadas pelo ex-presidente do Senado. Ainda de acordo com a reportagem, Ivo Queiroz Costa Filho seria um amigo de Ceará, que ficou responsável por levar o dinheiro, obtido com o empresário Francisco Hermano Pereira Lemke, até o operador Milton Lyra. Desde que perdeu a eleição para presidente do Senado, Renan Calheiros se afastou dos holofotes e deixou de utilizar suas redes sociais. Reeleito em 2018 como segundo colocado, o alagoano do MDB é alvo de pelo menos 11 inquéritos no STF. (Com informações da Rádio Band News FM)
08/02/2019

Ministério da Justiça autoriza permanência da Força Nacional no Ceará

Mais 30 dias

Ministério da Justiça autoriza permanência da Força Nacional no Ceará

Decisão atende pedido do governador Camilo Santana; 420 agentes começariam a sair do estado nesta semana

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou nesta sexta (8) a prorrogação do tempo de permanência da Força Nacional de Segurança Pública no estado por 30 dias. A decisão atende a um pedido que o governador Camilo Santana apresentou à pasta após o secretário nacional de Segurança Pública, Guilherme Theophilo, anunciar que os 420 agentes que estão atuando no Ceará desde o início da série de ataques criminosos que atingiu o estado durante o mês de janeiro começariam a deixar o estado esta semana. No mesmo dia, o ministério também informou não ter planos de enviar para o estado mais agentes penitenciários além dos 70 que já estão atuando no Ceará desde o último dia 14. Segundo Theophilo, a desmobilização “progressiva” tinha sido decidida após o ministério concluir que a série de ataques a ônibus, veículos particulares, estações de abastecimento de energia elétrica e outras instalações tinha arrefecido e que as ocorrências que continuam sendo registradas não estão necessariamente associadas à ação de organizações criminosas, mas sim a “oportunistas que estão se aproveitando do clima de terror”. Nesta quarta (6), porém, o governador Camilo Santana defendeu a permanência do efetivo da Força Nacional no estado por, no mínimo, mais 30 dias. Além disso, a secretaria estadual da Administração Penitenciária confirmou que já havia solicitado ao ministério a cessão de mais 90 agentes penitenciários da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária. Resposta No ofício que enviou ao governador Camilo Santana, o ministro Sergio Moro ressaltou que a atuação da Força Nacional em conjunto com as forças de segurança estaduais “promoveu uma redução das ações causadas pelos grupos criminosos, restaurando a lei, a ordem e protegendo a população cearense”. Um plano de desmobilização gradativa do efetivo cedido será elaborado. Caso a situação da segurança pública volte a se agravar, as operações poderão ser retomadas. Além da Força Nacional, o Ceará também recebeu reforços da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional. (ABr)
05/02/2019

Agentes da Força Nacional começam a deixar o Ceará nesta semana

Crise de segurança

Agentes da Força Nacional começam a deixar o Ceará nesta semana

Convocada há um mês após série de ataques criminosos, Operação Terra da Luz foi considerada bem-sucedida

Os 420 agentes da Força Nacional de Segurança Pública que estão atuando no Ceará desde o início da série de ataques criminosos começarão a deixar o estado esta semana. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Guilherme Theophilo, a desmobilização será “progressiva” e poderá ser automaticamente suspensa e revertida caso necessário. A chamada Operação Terra da Luz, da Força Nacional, completou um mês nesta segunda (4). Segundo Theophilo, mesmo “sem grandes números de apreensão” para apresentar, a iniciativa foi bem-sucedida, tendo ajudado a reduzir o número de ocorrências. De acordo com o secretário, os ataques a ônibus, veículos particulares, estações de abastecimento de energia elétrica e outras instalações dos últimos dias não estão necessariamente associados à ação de organizações criminosas. “O que temos ainda hoje, uma ou outra queima de veículo, de ônibus, já não são mais ataques ‘terroristas’ [de faccões criminosas], mas sim de oportunistas que estão se aproveitando do clima de terror para manter um pouco desse clima”, afirmou o secretário. “[A desmobilização será] progressiva para evitar que sejamos surpreendidos com a possível recuperação dos ataques criminosos”, acrescentou. Ao mesmo tempo em que começará a retirar do estado os agentes da Força Nacional que, integrados às forças de segurança locais, reforçam o patrulhamento das principais vias de circulação e das garagens de ônibus, o Ministério da Justiça planeja auxiliar o estado com o envio de agentes penitenciários que se somarão aos já cedidos pela Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, subordinada ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça. “Eles vão ajudar na transferência de presos que estão em cadeias públicas para as penitenciárias de maior segurança”, acrescentou Theophilo. O envio de agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para o Ceará foi autorizado pelo ministro Sergio Moro no fim de janeiro. Formada por agentes cedidos pelos governos estaduais, a força-tarefa deve permanecer no estado por 45 dias, auxiliando no serviço de guarda, vigilância e custódia de presos, além de poder atuar em ações de inteligência de segurança pública que tenham relação com o sistema prisional. A autorização para o envio foi publicada no Diário Oficial da União do dia 28 de janeiro. De acordo com Theophilo, a Força Nacional deixará um “legado” no Ceará. “Doamos armamentos, munição, coletes [à prova de balas]. Participamos de operações de inteligência, levando para o estado tudo o que há de mais moderno em material de comunicações e rastreamento de chamadas telefônicas”, disse. Ele classificou o resultado do trabalho no estado de “excelente” – inclusive no interior dos presídios. “[Lá os detentos estão] disciplinados, obedecendo as ordens, sem celulares e cumprindo o que tem que fazer”, completou. “O governador [Camilo Santana] nos informou que as medidas tomadas – a convocação de militares da reserva, a suspensão temporária de férias e a autorização para horas-extra –, além do legado que estamos deixando no estado, permitirão ao estado manter a segurança com os próprios recursos”, disse o secretário, ao reforçar que, caso os ataques orquestrados voltem a ocorrer, os agentes da Força Nacional voltarão a ser mobilizados para atuar no Ceará, sem sequer a necessidade de o governo estadual ter de apresentar um novo pedido. (ABr)