'Presidente não precisa'

CBF

Mal-estar antes do sorteio da Copa do Nordeste de 2019: "Presidente da CBF não precisa"
05/10/2018

Coronel Nunes se nega a usar pulseira e é barrado em evento da CBF, em Maceió

'Presidente não precisa'

Coronel Nunes se nega a usar pulseira e é barrado em evento da CBF, em Maceió

Mal-estar antes do sorteio da Copa do Nordeste de 2019: "Presidente da CBF não precisa"

O presidente da CBF, Antonio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, 81, causou mal-estar antes do sorteio dos grupos para a Copa do Nordeste de 2019, realizado ontem (4), em Maceió (AL). Ele chegou no evento 15 minutos antes do início e se recusou a colocar pulseira que dava acesso ao local. Todos os outros convidados puseram o adereço no pulso. “Eu sou o presidente da CBF. O presidente da CBF não precisa de pulseira”, disse, sem dar atenção à explicação de que era praxe da cerimônia. Em seguida caminhou em direção à porta de entrada, mas foi barrado por um segurança. “Sem pulseira, o senhor não entra”, afirmou o funcionário. O impasse durou alguns minutos e o coronel Nunes permaneceu irredutível. Não colocaria nada. Chamados, os organizadores da Copa do Nordeste liberaram a entrada do dirigente. Sem pulseira. Caminhando com ajuda de bengala e com uma pessoa sempre o segurando pelo cotovelo para evitar que caísse, o presidente que fica no cargo até 2019, quando será substituído por Rogério Caboclo, não quis dar entrevistas. “O Walter [Feldman] vai falar”, se limitou a dizer, se referindo ao secretário da CBF. Revolta das Américas Durante a Copa do Mundo na Rússia neste ano, Nunes votou no Marrocos como sede para a Copa do Mundo de 2026. As confederações da América do Sul haviam concordado escolher, em bloco, a candidatura conjunta de Canadá, Estados Unidos e México, que acabou vencedora. Quando a Fifa divulgou os votos, a decisão unilateral do coronel causou revolta. Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), o chamou de traidor. Nunes disse ter se equivocado na hora de votar, mas a explicação não convenceu os demais dirigentes. Com as polêmicas envolvendo os times brasileiros na Libertadores, Feldman foi a público para dizer que a Conmebol (Confederação Sul-Americana) não estava se vingando dos clubes nacionais por causa do presidente da CBF. “A relação com a Conmebol é muito boa. A CBF defende os interesses dos seus afiliados”, afirmou o secretário. Cumprimentado por quase todos os dirigentes de clubes e federações que estavam no auditório em Maceió, Nunes ouviu muito mais do que falou. Não deu grande atenção à queixa das equipes de que era necessário haver mais dinheiro em jogo na Copa do Nordeste. Sentou-se na primeira fileira e foi saudado pelos cartolas que subiram ao palco. Assim que acabou o sorteio, saiu do local amparado por duas pessoas. Nem recolheu o seu boneco do Zé Cabrito, mascote da Copa do Nordeste, distribuído aos convidados. Com a mesma pouca vontade de falar que chegou, o coronel Nunes foi embora. E sem pulseira. (Folhapress)
15/08/2018

Marin pode ser condenado a, no mínimo, 10 anos de prisão no EUA

Zé das medalhas

Marin pode ser condenado a, no mínimo, 10 anos de prisão no EUA

Essa foi a pena pedida pela promotoria para o ex-presidente da CBF condenado por corrupção

O ex-presidente da CBF José Maria Marin pode ser condenado a cumpri pena de, no mínimo, dez anos de prisão depois de ser condenado por corrupção no ano passado. O pedido da pena foi apresentado pelo procurador Richard Donoghue e será julgado pela juíza Pamela Chan na próxima quarta (22). Marin foi condenado em seis ações envolvendo fraude financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro na organização de competições internacionais. As penas somadas seriam de 24 anos, mas devido à idade avançada (86), o procurador reduziu o pedido.
17/06/2018

Em busca do hexa, Brasil estreia hoje na Copa contra a Suíça

Copa do Mundo

Em busca do hexa, Brasil estreia hoje na Copa contra a Suíça

As duas equipes vêm de vitórias em amistosos preparatórios para o Mundial

A Seleção Brasileira estreia neste domingo (17) na Copa do Mundo da Rússia contra a Suíça, às 15h horário de Brasília.  As duas equipes vêm de vitórias em amistosos preparatórios para o Mundial. O Brasil  venceu as equipes da Rússia  por 3 x 0, da Alemanha 1 x 0, Croácia 2 x 0 e Áustria 3 x 0. Já a Suíça não perde há seis jogos. Tite confirmou que o time será o mesmo que iniciou o jogo contra a Aústria, sendo assim, devem ir a campo os jogadores Alisson, Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo, Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho, Willian, Neymar e Gabriel Jesus. Ontem o técnico ressaltou que o Camisa 10, Neymar Jr. não está 100%. “Não está em sua plenitude ainda. Já está em um processo bem evoluído do que imaginávamos e suficientemente bom para fazer um grande jogo”. A equipe do técnico Vladimir Petkcovic deve explorar a roubada de bola para puxar contra-ataques. Os destaques do time da Suíça são o o volante Xhaka (Arsenal – ING), os laterais Lichtsteiner (Arsenal – ING) e Ricardo Rodríguez (Milan – ITA), além de Shaquiri (Stoke City – ING) e Seferovic (Benfica – POR) – responsáveis pela parte ofensiva da equipe.(Com informações ABr)
27/04/2018

Fifa decide banir do futebol ex-presidente da CBF sob suspeita

Para sempre

Fifa decide banir do futebol ex-presidente da CBF sob suspeita

Del Nero foi considerado culpado por envolvimento em corrupção

A Câmara Adjudicatória do Comitê de Ética da Federação Internacional de Futebol (Fifa) baniu hoje (27) o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, de atividades relacionadas ao futebol. A punição o impede de continuar a exercer qualquer atividade tanto em nível nacional quanto internacional. Del Nero começou a ser investigado pelo comitê em novembro de 2015, por suspeita de envolvimento em esquemas de recebimento de propina para beneficiar empresas de mídia e de marketing em torneios de futebol, como as copas América, Libertadores e do Brasil. Segundo a Câmara Adjudicatória da Fifa, Del Nero foi considerado culpado por recebimento de propina e envolvimento em corrupção, por oferecer/aceitar presentes ou outros benefícios e por conflito de interesse, entre outros. Além disso, a Fifa impôs ao ex-presidente da CBF uma multa de 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 3,5 milhões). Del Nero foi diretor do Palmeiras Del Nero é formado em Direito pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, desde 1967, tendo se especializado na área de Direito Penal. Em 1971, foi nomeado diretor da Comissão de Sindicância do Palmeiras, onde foi diretor jurídico, diretor de futebol e secretário do Conselho de Orientação e Fiscalizador. Em 1985, passou a integrar o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, que foi presidido por ele de 1988 a 2002. Em 2003, foi eleito vice-presidente da federação e, em seguida, assumiu a presidência, tendo sido reeleito em 2010. Foi indicado pela Confederação Brasileira de Futebol para ser o chefe da delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, e, em 2014, foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), substituindo José Maria Marin, que se encontra preso em Nova York. Diante das investigações internacionais que recaíram sobre ele, e com medo de ser preso, a exemplo de seu antecessor, Del Nero não viaja para o exterior desde maio de 2015. Desde dezembro de 2017, Del Nero já havia sido banido do futebol pela Fifa, mas em caráter provisório. Inquérito no STF é desmembrado O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), desmembrou ontem (26) o inquérito sobre Del Nero que tramitava na Corte, enviando a parte referente ao dirigente para a primeira instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro. No mesmo inquérito estão implicados os ex-presidentes da CBF, José Maria Marin, já condenado nos Estados Unidos, e Ricardo Teixeira. Eles são suspeitos de participação em diversas irregularidades relativas à Copa do Mundo de 2014 e ao suposto financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Permanece no STF somente a parte do inquérito relativa ao deputado Marcus Antônio Vicente (PP-ES). Entre os crimes praticados estaria evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. O inquérito foi aberto com base no relatório alternativo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, de 2015, elaborado pelos senadores Romário (Podemos-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que indiciaram os dirigentes. O relatório oficial, de autoria de Romero Jucá (PMDB-RR) e aprovado pela comissão, não havia indiciado ninguém.(ABr)