Queima de arquivo

carro

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o caso aconteceu como queima de arquivo
18/03/2019

Suspeito de clonar carro usado em assassinato de Marielle foi executado

Queima de arquivo

Suspeito de clonar carro usado em assassinato de Marielle foi executado

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o caso aconteceu como queima de arquivo

Lucas do Prado Nascimento da Silva, conhecido como Todynho, suspeito de ter clonado o veículo usado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018, foi executado menos de um mês depois do assassinato, no dia 3 de abril. A Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro investiga se o caso é queima de arquivo. Segundo o inquérito da Polícia Civil, Todynho, teria sido executado no momento em que fazia a entrega de outro carro, também clonado, na Zona Oeste. Ao longo de um ano de investigação da morte de Marielle e Anderson, a polícia já identificou um rastro de mortes que podem ser ligadas ao crime. Cinco dias após do assassinato de Todynho, o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37 anos, foi morto com vários tiros, na Taquara, também na Zona Oeste. O corpo foi encontrado dentro de um carro por policiais. Carlos Alexandre era colaborador informal do vereador Marcelo Siciliano, mencionado no inquérito que apura a morte de Marielle. Agora, os policiais realizam buscas por Antônio Carlos Lima da Silva, o Nem Queimadinho, que teria ajudado Todynho no serviço de clonagem. Antônio Carlos tem contra ele um mandado de prisão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Magé, pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo. Ele é considerado foragido da Justiça. Na semana passada, foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. O primeiro teria disparado os tiros, do banco de trás do carro usado no crime; o segundo seria o motorista. De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses. A polícia também investiga se há um mandante do crime.
17/03/2019

Chuva coloca São Paulo em estado de atenção; carro cai em córrego

Pontos de alagamento

Chuva coloca São Paulo em estado de atenção; carro cai em córrego

Há quatro pontos de alagamento na cidade, sendo três intransitáveis

A chuva que atinge a capital paulista na tarde deste domingo (17) colocou toda a cidade em atenção para alagamentos, segundo classificação do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A subprefeitura do Campo Limpo, na zona sul paulistana, é a única região em estado de alerta por causa do transbordamento do Córrego Morro do S, na Avenida Carlos Caldeira Filho. Às 15h24, o Corpo de Bombeiros recebeu um chamado de queda de um carro em um córrego no Capão Redondo, informando que, pelo menos, duas pessoas estariam no veículo. Entretanto, de acordo com a corporação, que atua no local, o carro foi arrastado até o córrego, mas não havia ninguém dentro do veículo. Os bombeiros receberam 50 acionamentos para a Zona Sul por conta das chuvas. Por volta das 16h, a chuva atingia com mais intensidade a zona sul da capital. O temporal já se deslocava em direção ao ABC paulista. Essa região foi uma das mais atingidas com as chuvas na última semana, com registro de 14 pessoas mortas. Há quatro pontos de alagamento na cidade, sendo três intransitáveis. Um deles fica na Lapa, zona oeste, na Rua Turiassu. Os outros dois ficam na zona sul: na Cidade Ademar, na Avenida Interlagos; e em Santo Amaro, na Avenida Vitor Manzini. Previsão Para os próximos dias estão previstas pancadas de chuva nos finais de tarde e elevação gradual das temperaturas, segundo o CGE. Amanhã (18), a semana deve começar com tempo abafado e quente. A máxima deve alcançar 30ºC. O risco de chuva moderada pode provocar alagamentos, principalmente nas vias mais impermeabilizadas da cidade. Na terça-feira (19), a previsão é de temperatura em elevação e pancadas de chuva à tarde. A temperatura mínima ficará em torno de 21ºC e a máxima, 31ºC. (ABr)
14/03/2019

Polícia pede prisão de terceiro participante de massacre em escola

Crime em Suzano

Polícia pede prisão de terceiro participante de massacre em escola

Delegado diz que ataque em Suzano foi planejado desde novembro

A Polícia Civil está investigando a participação de uma terceira pessoa, de 17 anos, na organização do atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Este suspeito era colega de classe do atirador Guilherme Taucci Monteiro, também de 17 anos, e teria ajudado no planejamento do crime. Segundo a polícia, ele estava na cidade de Suzano no momento do ataque, mas não foi até a escola. O jovem já foi ouvido pela polícia civil, que pediu à Vara da Infância e da Juventude a apreensão do adolescente e espera autorização. Há um vídeo em que uma terceira pessoa aparece junto com os dois assassinos dias após eles terem alugado o carro usado no atentado. O aluguel do carro foi pago com cartão de crédito. Pessoas que conviviam com os atiradores disseram à polícia que já tinham ouvido deles referência ao caso de Columbine, nos Estados Unidos, que deixou 13 mortos e 24 feridos em 1999. “Quem ouviu eles falando sobre isso ou não levou a sério ou ficou com medo”, disse o delegado-geral de Polícia Ruy Ferraz Pontes. O delegado disse também que, até o momento, é uma “presunção” que um dos assassinos tenha atirado no outro e depois se suicidado. A conclusão sobre a morte dos assassinos depende ainda de informações que serão trazidas pela perícia. De acordo com Pontes, a polícia diz que não há elementos suficientes até o momento que indiquem que o uso da deep web tenha sido determinante para o atentado. O delegado-geral informou que não está claro ainda se a morte de Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme, foi motivada por vingança, já que ele chegou a contratar o sobrinho para trabalhar em sua empresa, mas teve que demiti-lo por causa de pequenos furtos. O delegado-geral apontou Guilherme como o líder do grupo que premeditou o atentado. Ele disse que a polícia tem, por enquanto, indícios de que o massacre vinha sendo arquitetado desde novembro passado. Estacionamento Horas antes, em depoimento à polícia de Suzano, Éder Alves, dono do estacionamento onde os atiradores guardavam o carro usado no crime, disse que, por vezes, os dois chegavam ao local juntamente com outro jovem.  Segundo Alves, Guilherme e Luiz Henrique iam ao local acompanhados desse rapaz e pediam para deixarem o carro estacionado na vaga mais ao fundo, distante da visão da guarita do estacionamento e da rua. “Eles me pediram para deixar o carro parado lá. Eu conhecia o Guilherme, porque ele já tinha ido várias vezes ao estacionamento quando trabalhava na locadora do tio, o Jorge. Eles deixavam carros estacionados com a gente às vezes”, disse Eder, ao sair de depoimento na delegacia de Suzano. Segundo o proprietário do estacionamento, os garotos chegaram pela primeira vez com o carro, um Ônix branco, no dia 21 de fevereiro. Até o dia 25, entraram e saíram algumas vezes com o veículo e acompanhados desse terceiro rapaz. “Eram sempre educados, e pagavam em dinheiro. O mais velho não sabia dirigir direito. Uma vez me ofereci para manobrar o carro e ajudar, mas não me deixaram”, diz Eder. O dono do estacionamento diz que nunca entrou no carro. A chave não ficava no local. Do dia 25 ao dia 7 deste mês, os adolescentes deixaram o carro estacionado ali. O estacionamento fica a duas quadras da escola Raul Brasil.
11/01/2019

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Transporte de propina

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas

As delações do ex-ministro Antonio Palocci têm como provas dados dos rastreadores dos carros do petista, segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Isso porque os veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas. Palocci assinou na quarta-feira, 9, o seu terceiro acordo de colaboração premiada, desta vez com a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal de Brasília, que investiga esquema de fraude em fundos de pensão. Ele entregou os dados dos rastreadores para os procuradores. Com as informações, os investigadores podem cruzar datas de movimentações financeiras com os trajetos feitos nos dias específicos. As informações também foram usadas por policiais federais de Curitiba e de Brasília, nos outros dois acordos celebrados por Palocci.