Nissan

Carlos Ghosn

Executivo é alvo de três acusações, por abuso de confiança e outras infrações financeiras
17/01/2019

Justiça de Tóquio rejeita recurso e Ghosn continua preso pelo menos até março

Nissan

Justiça de Tóquio rejeita recurso e Ghosn continua preso pelo menos até março

Executivo é alvo de três acusações, por abuso de confiança e outras infrações financeiras

O Tribunal de Tóquio rejeitou nesta quinta (17) um recurso dos advogados de Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho de administração da Nissan, que tentava reverter uma decisão que negou conceder liberdade sob fiança ao executivo. Com isso, Ghosn, que ainda é presidente da Renault, deve ficar em prisão provisória pelo menos até 10 de março. Os advogados do executivo confirmaram a decisão desta quinta e disseram que planejam submeter um recurso especial até esta sexta (18). Desde que foi preso em 19 de novembro, Ghosn está aguardando um julgamento que ainda pode demorar seis meses para começar. O executivo é alvo de três acusações, por abuso de confiança e outras infrações financeiras, como por supostamente transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos para a Nissan e por ocultar parte sua renda durante três anos. Ele nega todas as acusações. O principal advogado do empresário de 64 anos, Motonari Otsuru, disse anteriormente que rejeita o motivo pelo qual a Justiça havia decidido manter Ghosn preso. A alegação foi de risco de fuga, assim como de ocultação ou destruição de provas. Com acusações mais leves, o então braço direito de Ghosn, Greg Kelly, também detido, teve seu pedido de liberdade sob fiança aceito em 25 de dezembro. Nesta quarta (16), o governo francês, primeiro acionista da Renault, pediu a convocação de um conselho de administração para designar um sucessor para Carlos Ghosn, cuja imagem se viu muito deteriorada nos últimos meses. Ele perderia, assim, seu último título. Nissan e Mitsubishi já o destituíram do posto de presidente de seus conselhos administrativos no final de novembro, pouco depois de sua detenção. (FolhaPress)
11/01/2019

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

Nissan Motors

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

O ex-presidente da Nissan é acusado de transferir fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa da Arábia Saudita

O empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, voltou a ser indiciado pelos promotores de Tóquio, no Japão, desta vez sob acusação de violação de confiança agravada pela suspeita de transgressão da legislação financeira. O ex-presidente da Nissan Motors está preso, desde novembro do ano passado, por denúncia de fraude. Os promotores alegam que Ghosn transferiu fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa de negócios da Arábia Saudita. Há, ainda, a denúncia que ele sonegou cerca de US$ 40 milhões por três anos. O então assessor direto dele Greg Kelly e a empresa também foram indiciados por essa acusação. Ghosn, Greg Kelly e a Nissan foram indiciados por subestimar a renda do franco-brasileiro. No início desta semana, Ghosn negou qualquer irregularidade. Os advogados devem encaminhar pedido de pagamento de fiança para libertar o empresário. Na última audiência na Justiça, o juiz afirmou que ele não poderia ficar em liberdade sob risco de fuga e destruição de provas. (ABr)
31/12/2018

Justiça do Japão aumenta detenção de Carlos Ghosn até 11 de janeiro

Novas denúncias

Justiça do Japão aumenta detenção de Carlos Ghosn até 11 de janeiro

O ex-presidente da Nissan Motors recebeu um novo mandado de prisão

O Tribunal Distrital de Tóquio aprovou hoje (31) o pedido dos procuradores para ampliar por mais 10 dias a detenção do executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, ex-presidente da Nissan Motors. Ele ficará sob custódia até 11 de janeiro. No último dia 21, Ghosn recebeu um novo mandado de prisão por denúncias de violação agravada de confiança e falsificação de relatórios financeiros. Os promotores de Tóquio suspeitam que Ghosn mantinha uma subsidiária da Nissan pagando cerca de US$ 15 milhões à firma de um conhecido saudita que o ajudou a obter uma garantia de crédito para lidar com perdas em investimentos pessoais. A defesa de Ghosn nega as acusações e diz que ele não causou nenhum dano à montadora.(ABr)
25/12/2018

Fiança do empresário Carlos Ghosn foi fixada em mais de R$ 2 milhões

Preso desde novembro

Fiança do empresário Carlos Ghosn foi fixada em mais de R$ 2 milhões

Principal investigação envolve a transferência de mais de US$ 16 milhões em perdas de investimentos relacionadas à Nissan Motors

O executivo Greg Kelly, principal assessor do empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, na Nissan Motors, teve seu pedido de fiança aceito pela Justiça do Japão. Kelly foi preso junto com Ghosn por denúncias de fraudes e desvios de recursos. O valor da fiança é de US$ 635 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, segundo a imprensa internacional. Os promotores apelam da decisão. O processo é conduzido pela Divisão Especial de Investigação do Ministério Público Distrital de Tóquio (Tokyo Chiken Tokusōbu). Kelly é acusado de colaborar com Ghosn nas fraudes e desvios. Ghosn e Kelly estão presos desde novembro. Porém, o franco-brasileiro deverá ficar detido por mais tempo, pois os promotores obtiveram autorização para prorrogar seu período de prisão. Ambos negam qualquer irregularidade. A principal investigação envolve a transferência de mais de US$ 16 milhões em perdas de investimentos relacionadas à Nissan Motors. A Justiça do Japão decidiu que a detenção de Ghosn pode ser prorrogada pelo menos até 1º de janeiro. (ABr)