Fraude e violações

Carlos Ghosn

Ghosn foi indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa
06/03/2019

Ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn deixa a prisão após pagar fiança de R$ 34 milhões

Fraude e violações

Ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn deixa a prisão após pagar fiança de R$ 34 milhões

Ghosn foi indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa

Após 108 dias preso em Tóquio (Japão), o executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, foi libertado nesta quarta (6) sob fiança de U$S 9 milhões (cerca de R$ 34 milhões) e uma série de exigências. O ex-presidente da Nissan Motor deixou a prisão usando uniforme, gorro azul e máscara. Ghosn foi indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa. A pena foi agravada pela quebra de confiança por transferir inadequadamente os fundos da Nissan. Em janeiro, o segundo pedido de liberdade, feito pela defesa de Ghosn, foi negado por um tribunal de Tóquio. Na ocasiã,o os advogados prometeram apelar. Nesta terça (5), o Tribunal Distrital de Tóquio rejeitou os recursos da Promotoria contra a libertação de Ghosn e o pagamento de fiança. Foi seu terceiro pedido, mas primeiro com uma nova equipe jurídica que ele contratou no mês passado. Pelos termos de fiança, Ghosn fica proibido de deixar o país e deve aderir às condições destinadas a impedi-lo de fugir ou destruir provas. Também precisa de aprovação do tribunal para participar de reuniões de diretoria na Nissan ou na Renault. Ele supervisionou a aliança entre as montadoras e a Mitsubishi Motors. A Nissan e Mitsubishi retiraram Ghosn da presidência. A Renault o manteve na direção. Mas ele finalmente renunciou em janeiro. (ABr)
05/03/2019

Justiça concede fiança ao franco-brasileiro Carlos Ghosn, preso há 107 dias

Ex-presidente da Nissan

Justiça concede fiança ao franco-brasileiro Carlos Ghosn, preso há 107 dias

A Promotoria de Tóquio vai recorrer da concessão de fiança ao ex-presidente da Nissan

A Promotoria de Tóquio vai recorrer ao Tribunal Distrital da capital japonesa na tentativa de impedir a concessão de fiança ao executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, ex-presidente da Nissan Motors. O pagamento da fiança e algumas exigências foram autorizados pela Justiça. Pelos termos de fiança, Ghosn fica proibido de deixar o país e deve aderir às condições destinadas a impedi-lo de fugir ou destruir provas. Preso há 107 dias, o tribunal fixou a fiança no valor de US$ 8,9 milhões. Ghosn foi preso em novembro do ano passado e indiciado por suspeita de fraudes e violação de instrumentos legais da empresa. A pena foi agravada pela quebra de confiança por transferir inadequadamente os fundos da Nissan. Em janeiro, o segundo pedido de liberdade, feito pela defesa de Ghosn, foi negado por um tribunal de Tóquio. Na ocasião os advogados prometeram apelar. Há cerca de dois meses, os comandos das empresas Nissan e Mitsubishi Motors estudam processar o ex-presidente. As montadoras acusam Ghosn de receber compensação indevida de joint venture. Segundo as empresas, o executivo recebeu cerca de US$ 9 milhões. De acordo com as montadoras, o dinheiro foi pago sob um contrato assinado por Ghosn com a joint venture, sem a aprovação do conselho de administração. (ABr)
24/01/2019

Após renúncia de Carlos Ghosn, Renault escolhe novos presidentes mundiais

Diário Motor

Após renúncia de Carlos Ghosn, Renault escolhe novos presidentes mundiais

Jean-Dominique Senard e Thierry Bolloré comandarão a empresa

Após a renúncia do então presidente do conselho e CEO mundial da Renault, o franco-brasileiro Carlos Ghosn — preso no Japão por quebra de confiança e omissão parcial de remuneração —, a empresa francesa nomeou novos nomes para comandar a marca. A partir de agora, os cargos serão geridos por executivos diferentes. O conselho de administração decidiu fornecer à Renault uma nova estrutura de governança e instituir uma separação das funções de presidente do conselho e diretor-presidente. Dessa forma, o executivo Jean-Dominique Senard foi escolhido como novo presidente da marca. Já o CEO será Thierry Bolloré. Em nota, o conselho de administração da Renault elogiou o histórico da Aliança, criada por Ghosn com Nissan e Mitsubishi, e que permitiu que ela se tornasse uma das principais fabricantes de automóveis do mundo. Ainda segundo a nota, o novo presidente terá que avaliar e, se necessário, mudar a governança da empresa, a fim de assegurar a transição para a nova estrutura. Além disso, devido à crise instaurada após as denúncias contra Carlos Ghosn, o conselho da Renault irá supervisionar ativamente o funcionamento da Aliança em nome do novo presidente. Com isso, Senard será a principal pessoa de contato com Nissan e Mitsubishi, mas ainda não escolheu quem irá comandar a Aliança.
24/01/2019

Ministro francês diz que Ghosn renunciou a cargos na Renault

Executivo franco-brasileiro

Ministro francês diz que Ghosn renunciou a cargos na Renault

Ghosn está detido em Tóquio desde novembro por quebra de confiança grave e omissão parcial de remuneração em demonstrações contábeis

O Ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, informou que o executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, renunciou aos cargos de presidente do conselho e CEO da montadora francesa Renault. Le Maire fez o anúncio hoje (24), antes da reunião do conselho de administração da empresa que irá nomear o sucessor de Ghosn, agendada para esta quinta-feira. O governo francês é o principal acionista da Renault. Ghosn está detido em Tóquio desde o dia 19 de novembro. Ele foi denunciado por quebra de confiança grave e omissão parcial de remuneração em demonstrações contábeis, no período em que foi presidente do conselho da montadora japonesa Nissan Motor. (ABr)