17 dias de buscas

buscas

São 352 militares em 35 equipes em campo desde as 8h deste domingo
10/02/2019

Equipes ainda buscam 160 desaparecidos da tragédia da Vale, em Brumadinho

17 dias de buscas

Equipes ainda buscam 160 desaparecidos da tragédia da Vale, em Brumadinho

São 352 militares em 35 equipes em campo desde as 8h deste domingo

Os trabalhos de buscas por 160 vítimas que ainda estão desaparecidas por causa do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), entraram no 17° dia neste domingo (10). Mais uma vez os trabalhos se concentram na usina ITM, no setor administrativo – refeitório, casa e estacionamento – e nas áreas da ferrovia e de acúmulo de rejeito. No total, 35 equipes estão em campo desde as 8h. São 352 militares: 150 de Minas Gerais, 129 de outros estados, 64 da Força Nacional e nove voluntários. Onze aeronaves, 35 máquinas e 19 cães farejadores também estão sendo utilizados hoje. Segundo o último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgado no início da tarde de hoje, nove corpos ainda não foram identificados , duas pessoas seguem hospitalizadas e 138 estão desabrigadas. Inspeção Também neste domingo a Barragem Sul Superior da Vale, em Barão de Cocais, na região central de Minas, passa por inspeção técnica para avaliar a segurança da estrutura. Por causa do risco do rompimento, moradores do entorno da barragem tiveram que sair de casa às pressas na madrugada da última sexta-feira (8). A vistoria, segundo a Vale, vai avaliar novamente as condições de segurança, para a Agência Nacional de Mineração (ANM) verificar se muda ou não o alerta de rompimento da barragem. Não há prazo para que o novo parecer seja emitido. Ainda segundo a mineradora, até a emissão desse novo laudo o nível de alerta permanecerá como “nível 2”. (Agência Brasil)
03/02/2019

Força Nacional se une às buscas por vítimas em Brumadinho

Décimo dia de buscas

Força Nacional se une às buscas por vítimas em Brumadinho

O governador de Minas pediu o apoio ao Ministério da Justiça

Um grupo de 60 homens da Força Nacional começa hoje (3) a atuar nas operações de resgate em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. Duas aeronaves e 60 militares saíram de Brasília com destino à cidade. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pediu o apoio da Força Nacional em conversa com o ministro da Justiça, Sergio Moro. O envio dos homens e aeronaves foi na madrugada de ontem (2), saindo de Brasília rumo a Brumadinho. No local, estão cerca de 300 homens do Corpo de Bombeiros, além de 950 policiais militares e agentes da Polícia Civil e Defesa Civil de Minas Gerais. Há ainda o reforço de homens e mulheres do Corpo de Bombeiros de São Paulo e Santa Catarina, assim como policiais civis e militares de outras regiões no país. Dez dias depois da tragédia causada pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, as buscas prosseguem em meio às dificuldades provocadas pelo mar de lama. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais iniciou uma nova etapa dos trabalhos de buscas por vítimas desaparecidas. Os homens começaram as escavações e a estabilidade do terreno. Segundo porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, não há prazo para concluir os trabalhos. Ele lembrou que, em Mariana, em 2015, foram quatro meses de trabalho. (ABr)
30/01/2019

Corpo de Bombeiros de Minas alerta que notícias falsas estão atrapalhando buscas

Brumadinho

Corpo de Bombeiros de Minas alerta que notícias falsas estão atrapalhando buscas

Segundo o tenente Pedro Aihara, os trabalhos estão tendo que ser interrompidos em algumas oportunidades para verificar as informações falsas

Em entrevista coletiva sobre a atualização das buscas e atividades em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais alertou para os problemas decorrentes da disseminação de notícias falsas, conhecidas também como fake news, sobre a tragédia e a atuação das autoridades na região. Mensagens vêm sendo divulgadas em redes sociais apontando um conjunto de fatos e problemas que não condizem com a realidade, segundo o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara. “O serviço das forças de segurança tem sido bastante prejudicado com fake news, notícias falsas”, disse. Toda a veiculação desse tipo de notícia, quando é falsa, ela prejudica, e muito, e atrasa o importante trabalho que a gente está fazendo em relação à recuperação desses corpos”, destacou o porta-voz em entrevistas a jornalistas. O tenente do CBMG citou como exemplo conteúdos indicando a existência de sobreviventes que estariam em algum lugar da região. Quando são acionados por questionamentos ou pistas desse tipo, continuou, os bombeiros têm de ir atrás e conferir se no determinado local sugerido haveria ou não alguma pessoa que resistiu à tragédia. Outro caso foi a divulgação de notícias segundos as quais os militares nas buscas estariam “intoxicados com a lama”. Aihara registrou que o Corpo de Bombeiros se baseia em laudos atestando o caráter não tóxico da lama, mas que ainda assim há procedimentos para evitar eventuais doenças nos oficiais. “Como nossos militares ficam durante longos períodos expostos a essa água, a gente ministra um antibiótico, principalmente para prevenir o contágio de leptospirose, mas específico para a atuação de bombeiro. A população em geral não precisa se preocupar com isso. Esse antibiótico só deve ser administrado na população em geral se ela apresentar sintomas”, explicou. Além disso, o porta-voz informou que estão sendo coletadas amostras de lama em diversos pontos da região para análises próprias, de modo a confirmar se há ou não riscos a quem está trabalhando na área. (ABr)
18/09/2018

Tufão Mangkhut matou pelo menos 74 pessoas nas Filipinas

Mais forte dos últimos tempos

Tufão Mangkhut matou pelo menos 74 pessoas nas Filipinas

Número, no entanto, pode ser maior pois as equipes de resgate fazem trabalhos de busca por dezenas de pessoas soterradas em uma mina abandonada

O número de mortos nas Filipinas pela passagem do tufão Mangkhut aumentou para 74. Esse número, no entanto, pode ser maior pois as equipes de resgate fazem trabalhos de busca por dezenas de pessoas soterradas em uma mina abandonada devido aos deslizamentos de terra. Há ainda 55 desaparecidos e 74 feridos vítimas do maior tufão da temporada que arrasou o norte da ilha de Luzon, segundo os últimos dados oficiais da Polícia Nacional. A maioria das vítimas foi registrada na cidade de Itogon, província de Benguet, onde as fortes inundações e os deslizamentos de terra deixaram soterrados uma mina de ouro e quatro abrigos onde alguns mineiros e suas famílias viviam ilegalmente. Com o progresso do trabalho de resgate, 39 mortes foram confirmadas, enquanto o prefeito de Itogon, Vitorio Palangdan, disse aos jornalistas locais que há ainda cerca de 65 pessoas desaparecidas, soterradas a aproximadamente 300 metros de profundidade. De acordo com o prefeito, as autoridades tentaram retirar essas famílias antes da chegada do tufão, mas elas se recusaram a sair, achando que estavam seguras no local. Medidas emergenciais Essa mina de ouro estava fechada desde 2009 após um acidente, embora os mineiros que ficaram sem trabalho a explorassem irregularmente em pequena escala. Em decorrência da tragédia, o Departamento de Meio Ambiente anunciou a proibição das atividades de mineração ilegal em pequena escala em toda a região administrativa de Cordillera, onde Itogon está localizada. O presidente filipino, Rodrigo Duterte, visitou ontem (17) os familiares das vítimas de Itogon e entregou a cada um deles um cheque de 45 mil pesos filipinos (cerca de US$ 830) e artigos de necessidade básica e ajuda para sepultar seus entes queridos no valor de 25 mil (cerca de US$ 461). Três dias depois da passagem do devastador Mangkhut – que nas Filipinas é chamado de Ompong -, mais de 20 mil pessoas ainda estão fora de suas casas, enquanto aquelas diretamente afetadas pelo tufão somam 590 mil. (ABr)