Tecnologia X Fator humano

bicicletas

Objetivo é mostrar como é possível compartilhar recursos, serviços e produtos em geral
08/11/2018

A economia compartilhada revela como ainda precisamos evoluir individualmente

Tecnologia X Fator humano

A economia compartilhada revela como ainda precisamos evoluir individualmente

Objetivo é mostrar como é possível compartilhar recursos, serviços e produtos em geral

Além das milhares de bicicletas já disponíveis para uso compartilhado na cidade de São Paulo, mais 100 mil bikes serão viabilizadas em cidades de todo o Brasil até 2020. É o que promete a Yellow, startup criada por Ariel Lambrecht e Renato Freitas, criadores da 99, e Eduardo Musa, ex-CEO da Caloi. O trio pegou carona na onda da Economia Compartilhada, que torna possível a partilha de recursos, serviços e produtos, e recebeu investimento de aproximadamente US$ 63 milhões em um aplicativo de compartilhamento de bicicletas  e, recentemente, de patinetes também. Como já é de conhecimento geral, seu funcionamento é simples: basta verificar, por meio do app, se há bikes disponíveis para uso nas imediações e, caso haja, ir a uma delas e destravá-la fotografando um QR Code. Além de acessível, ambos os veículos podem ser usados por menos de R$ 4, o diferencial do serviço é a praticidade: não é preciso retirar as bicicletas em uma estação determinada, muito menos devolvê-las em um ponto específico. Elas podem ser achadas e deixadas nos lugares delimitados pela empresa, indicados no aplicativo, contanto que sejam bloqueadas após o uso, também via app. No caso dos patinetes, como ainda não há regulamentação que permita que eles sejam deixados em qualquer lugar, é preciso devolvê-los em uma estação pré-estabelecida. A ideia é ousada, mas se mostrou totalmente possível em lugares como a China e os EUA, por exemplo, que vêm usando outros meios de transporte com esse conceito compartilhado – como é o caso dos patinetes. No entanto, apesar de servir para facilitar a vida das pessoas, a tendência tem trazido alguns problemas justamente no quesito a que se propõe a resolver: mobilidade. Em São Francisco, o Departamento de Obras Públicas da cidade apreendeu dezenas de scooters (patinetes motorizados) que estavam obstruindo a passagem de pedestres nas calçadas e bloqueando trechos das ruas, pois haviam sido “largados” pelas pessoas que os utilizaram. As empresas responsáveis pelos equipamentos estão sendo multadas e prometeram buscar soluções para resolver o problema, que anda incomodando boa parte dos cidadãos, principalmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida, que exigem regulamentação do serviço e medidas mais rígidas por parte da prefeitura para a implementação do mesmo. Fica evidente, nesse caso, que o principal impasse está no fator humano. As pessoas querem um meio de transporte ágil e barato, mas talvez ainda não estejam preparadas para fazer um bom uso dele. Em outras palavras, querem, sim, fazer uso de uma Economia Compartilhada, mas não se mostram dispostas a, de fato, dividir de maneira consciente e empática o espaço público com os demais agentes que formam a mobilidade urbana – que, nesse caso, deveria ser humana. Essa problemática traz à tona diferentes questões sobre os motivos e as consequências que envolvem o mind-set coletivo em relação ao “ir e vir”. E nesse contexto, é preciso que diferentes âmbitos – acadêmico, legislativo, judicial e até mesmo cultural – ajam em conjunto, com abordagens variadas, para que possamos evoluir e extrair o melhor que a evolução tecnológica pode proporcionar, coletiva e individualmente. Caso contrário, ela não será tão útil como se propõe a ser.
12/07/2016

Renovado por mais um ano o sistema de bicicletas compartilhadas

No Plano Piloto

Renovado por mais um ano o sistema de bicicletas compartilhadas

Bicicletas estão disponíveis todos os dias da semana

O contrato de bicicletas compartilhadas no Plano Piloto será renovado por mais um ano. O resultado do chamamento público para administrar o serviço divulgado nessa segunda-feira (11) pela Secretaria de Mobilidade do DF. A empresa que já operava o sistema foi a única a apresentar interesse e venceu a concorrência. A Samba Transportes Sustentáveis, do Grupo Serttel, manterá as características do serviço prestado no Plano Piloto: 40 pontos de atendimento, 400 bicicletas disponíveis e assinatura anual de R$ 10. A meta do governo de Brasília é estender o sistema para outras regiões do DF, de acordo com o subsecretário de Planejamento e Mobilidade, da Secretaria de Mobilidade do DF, Denis de Moura Soares. O Plano de Ampliação do Sistema de Bicicletas Compartilhadas no DF, elaborado pela Subsecretaria de Planejamento e Mobilidade, tem como objetivo aumentar o número de usuários não só para os deslocamentos dentro de uma mesma região, mas possibilitar a integração com o transporte coletivo. O estudo destaca que a ampliação do serviço deve dar prioridade a locais atendidos por sistemas de transporte de massa. Dessa forma, os novos pontos terão de ser instalados nos arredores das estações do metrô e do Expresso Sul. Além disso, há previsão de instalação de pontos próximos a hospitais, escolas, faculdades e centros comerciais, entre outros. A vigência do atual contrato do sistema de bicicletas compartilhadas tem validade até julho de 2017. Segundo Soares, nada impede que antes disso a Secretaria de Mobilidade publique outro chamamento público para interessados na expansão do sistema. O número das futuras instalações bem como o das bicicletas ainda não está decidido. As bicicletas estão disponíveis todos os dias da semana, das 6 horas às 23h59. É preciso se cadastrar pela internet ou pelo celular e pagar taxa anual de R$ 10. Para destravá-las, o ciclista deve acessar o aplicativo do Bike Brasília ou ligar para o telefone (61) 4003-9846. A rede de compartilhamento de bicicletas é uma iniciativa do Fórum da Política de Mobilidade por Bicicletas do Distrito Federal. O governo cede as áreas para a instalação das estações, que serão administradas por uma empresa, depois de consultados órgãos da administração pública, inclusive o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
03/06/2014

Mais de 8 mil pessoas se cadastraram no sistema de bikes compartilhadas

Aprovado pelo povo

Mais de 8 mil pessoas se cadastraram no sistema de bikes compartilhadas

Sistema de bikes tem feito sucesso em Brasília

Mais de 8 mil pessoas se cadastraram até agora no sistema de bicicletas compartilhadas de Brasília. O modelo começou a funcionar há cinco dias e, segundo informações do Governo do Distrito Federal, já garantiu 1,7 mil viagens entre os dias 28 de maio e 1º de junho. Até o momento, o ponto mais utilizado foi em frente ao Ministério do Trabalho (153 bikes) e o principal ponto de devolução foi a Rodoviária (175 unidades). O sistema conta com 100 bicicletas para compartilhamento e um aplicativo voltado às ciclovias da capital. A iniciativa, que também beneficiará turistas que vierem à cidade durante a Copa do Mundo, pretende estimular formas alternativas de transporte. As bicicletas estão à disposição dos usuários todos os dias da semana, das 6h à 0h. Para utilizá-las é necessário preencher um cadastro na internet e pagar uma taxa anual de R$ 10. Ao finalizar o cadastro, a pessoa poderá usar o veículo por uma hora. Após esse período, o usuário deverá esperar 15 minutos para utilizar novamente a bicicleta. Caso opte por não fazer a pausa, deverá pagar R$ 5 por hora excedente.
28/05/2014

Já se podem usar ‘bikes’ compartilhadas no DF

Sustentabilidade

Já se podem usar ‘bikes’ compartilhadas no DF

Dez estações de bicicletas foram inauguradas nesta quarta-feira

O Distrito Federal ganhou nesta quarta-feira (28) as já tão famosas bicicletas que viraram febre no Rio de Janeiro. A ideia é copiada de Paris, onde as pessoas podem pegar esse meio de transporte de forma compartilhada em estações espalhadas pela cidade. No DF, foram inauguradas 10 estações de Bicicletas Públicas: no Memorial JK, na Praça Buriti, no Centro Convenções, na rodoviária, na Torre TV, no Setor Hoteleiro Norte, na Catedral, no Ministério da Cultura, no Ministério da Defesa e no Ministério do Trabalho. O Governo do Distrito Federal também liberou um aplicativo com informações sobre as ciclovias de Brasília. Nomeado de “Bike Brasília”, o programa foi lançado para Windows Phone, iPhone e aparelhos Android. Desta forma, os brasilienses podem usufruir de um meio de transporte sustentável e não poluente para se deslocar pela área central da cidade. Ao todo, serão 40 estações e 400 bicicletas que poderão ser usadas pagando apenas R$ 10 por ano. O tempo de uso não é ilimitado, o intervalo deve ser de 15 minutos.