Christchurch

atentado

Ações suicidas deixaram mais de 300 mortos em igrejas cristãs e hotéis de luxo no fim de semana
23/04/2019

Sri Lanka afirma que atentados foram retaliações a ataques na Nova Zelândia

Christchurch

Sri Lanka afirma que atentados foram retaliações a ataques na Nova Zelândia

Ações suicidas deixaram mais de 300 mortos em igrejas cristãs e hotéis de luxo no fim de semana

As autoridades do Sri Lanka afirmaram nesta terça (23) que os atentados suicidas, que deixaram cerca de 300 mortos em igrejas cristãs e hotéis de luxo no fim de semana, foram uma espécie de retaliação, por parte de radicais muçulmanos, ao massacre em mesquitas ocorrido em março na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia. “As investigações preliminares revelaram que o que ocorreu no Sri Lanka foi uma retaliação ao ataque contra muçulmanos em Christchurch”, disse o vice-ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, ao Parlamento cingalês, em referência ao massacre que deixou 50 mortos na cidade neozelandesa. “Esse grupo National Thowfeek Jamaath (NTJ), que realizou os ataques, tinha ligações estreitas com a JMI, conforme foi revelado agora”, disse Wijewardene, numa referência à organização Jamaat-ul-Mujahideen India. O Sri Lanka está sob estado de emergência, que confere poderes especiais às forças de segurança, incluindo o direito de buscar a prender indivíduos. O presidente Maithripala Sirisena concedeu aos militares um amplo raio de ação para deter e prender suspeitos – poderes que foram usados durante os 26 anos de guerra civil, mas retirados quando ela terminou em 2009. A polícia local prendeu ao menos 40 suspeitos. As autoridades elevaram para pelo menos 310 o número de mortos, enquanto mais de 500 pessoas seguem hospitalizadas. O presidente cingalês declarou hoje Dia de Luto Nacional. Durante os funerais de cidadãos cingaleses mortos nos ataque de domingo foram observados três minutos de silêncio. Também foram erguidas bandeiras pretas e brancas na maioria das cidades do país. Os atentados de domingo reviveram o estado caótico instalado no Sri Lanka nos 26 anos de guerra civil, de 1983 a 2009, entre as forças governamentais e a organização separatista conhecida como “Tigres de Tâmil”. Os ataques contra minorias religiosas no Sri Lanka vêm se repetindo desde 2018, quando o governo teve que declarar estado de emergência depois de confrontos entre muçulmanos e budistas. No Sri Lanka, a população cristã representa 7%, enquanto os budistas são cerca de 70%, os hinduístas 15%, e os muçulmanos 11%. (ABr)
21/03/2019

Após atentado, Nova Zelândia vai proibir venda de armas de estilo militar

50 mortos

Após atentado, Nova Zelândia vai proibir venda de armas de estilo militar

Segundo a primeira-ministra, lei vai entrar em vigor em 11 de abril

Após o duplo ataque a mesquitas na Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou que armas semi-automáticas e automáticas de estilo militar não serão mais vendidas no país. O ataque provocou 50 mortos e muitos feridos. Segundo Ardern, a lei deve entrar em vigor em 11 de abril. O governo estuda propostas para incentivar donos de armas deste tipo a entregá-las às autoridades. “Toda arma semi-automática usada no ataque terrorista na sexta-feira será proibida”, disse ela. No último dia 15, pela manhã, fiéis muçulmanos estavam reunidos em mesquitas quando atiradores entraram, utilizando armas semi-automáticas e automáticas de estilo militar. Quatro homens foram presos e um deles é considerado o principal responsável pela violência. A proibição será aplicada a todos os semi-automáticos estilo militar (MSSA) e rifles de assalto, juntamente com peças usadas para converter armas em MSSAs e todas as revistas de alta capacidade. (ABr)
19/03/2019

Neozelandeses entregam voluntariamente suas armas após atentado no país

Mesquitas de Christchurch

Neozelandeses entregam voluntariamente suas armas após atentado no país

Cinquenta pessoas foram mortas após ataques em mesquitas da cidade de Christchurch

Muitos donos de armas na Nova Zelândia estão entregando seus armamentos após o ataque a tiros de sexta-feira (15) em Christchurch. Cinquenta pessoas foram mortas quando Brenton Tarrant, nascido na Austrália, abriu fogo indiscriminadamente contra duas mesquitas na cidade neozelandesa. Tarrant foi preso e acusado de homicídio. Durante o ataque, ele portava cinco armas legalmente registradas. O governo da Nova Zelândia iniciou um processo para alterar a lei de controle de armas do país em meio aos crescentes pedidos da população por um controle mais rigoroso. Muitos neozelandeses, chocados com o massacre, estão entregando voluntariamente suas armas à polícia. Desde ontem, a polícia tem pedido que a população entre em contato com a delegacia mais próxima e se informe sobre como transportar suas armas com segurança. Estima-se que existam 1,1 milhão de armas de fogo no país, uma proporção de uma arma para cada quatro habitantes, incluindo armamentos para caça. (ABr)
19/03/2019

Polícia apreende suspeito de planejar massacre terrorista em Suzano

Na Grande SP

Polícia apreende suspeito de planejar massacre terrorista em Suzano

'Dimenor' de 17 anos é acusado de atuar no planejamento do massacre

A polícia apreendeu nesta terça (20) um menor suspeito de ter participado da organização do atentado terrorista que levou ao massacre de seis estudantes e dois funcionários da Escola Estadual Raul Brasil, na última quarta-feira (13), na cidade de Suzano, em São Paulo. Como se trata de um menor de idade, portanto inimputável, ele ficará à disposição da Justiça e, se considerado culpado, pamanecerá apenas três anos em “medida sócio-educativa” numa instituição para “menores em conflito com a lei”. Após esse período sairá – certamente pior que entrou – com ficha limpa. O pedido de apreensão foi formulado pela polícia. Num primeiro momento, o Ministério Público foi contra, mas a polícia insistiu e agora obteve com a Justiça a tutela do Estado.