Luto e oportunismo

Arthur Lira

Parlamentares foram das condolências às críticas à política armamentista e à exposição de vítimas
13/03/2019

Bancada federal alagoana lamenta e politiza tragédia em escola de Suzano

Luto e oportunismo

Bancada federal alagoana lamenta e politiza tragédia em escola de Suzano

Parlamentares foram das condolências às críticas à política armamentista e à exposição de vítimas

Dividida entre o oportunismo de politizar um massacre violento para defender discursos e criticar adversários, ou simplesmente lamentar a dolorida tragédia humana e propor soluções, a bancada federal alagoana usou as redes sociais nesta quarta-feira (13) e expôs seus posicionamentos sobre o ataque criminoso à escola pública de Suzano (SP), que vitimou cinco alunos, duas funcionárias e um dono de uma locadora de veículos, pelas armas de dois terroristas suicidas. O deputado federal Arthur Lira (Progressistas-AL) foi um dos primeiros parlamentares a divulgar sua consternação com o massacre: “Triste episódio ocorrido na manhã de hoje em Suzano (SP). Que Deus conforte as famílias dessa tragédia na escola estadual Raul Brasil que vitimou crianças, jovens e adultos e que as autoridades aprofundem nas investigações para evitar esse tipo fato”, escreveu o líder do PP na Câmara. O parlamentar petista Paulão acusou diretamente o presidente da República Jair Bolsonaro e seu vice de alimentar o ódio e adoecer a sociedade brasileira. “Estamos importando dos EEUU [Estados Unidos) esse culto às armas. E o discurso de intolerância, ódio do Capitão Bolsonaro e do General Mourao em achar que a solução da segurança pública é armar a população, contribui no adoecimento da sociedade brasileira”, escreveu o deputado federal do PT de Alagoas, antes de criticar em plenário a ideia do senador Major Olímpio (PSL-SP) de armar professores. Além de pedir orações pelos atingidos pelo ataque, o deputado João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL), fez um apelo para o não compartilhamento de qualquer material que mostre as vítimas. “A situação é, por si só, trágica o suficiente”, escreveu no início da tarde. E voltou a se manifestar no início da noite, criticando a politização instantânea da tragédia. “Sou um entusiasta dos meios digitais, mas precisamos nos educar: somos seres políticos, mas humanos antes disso. Parece não haver mais tempo para a dor, apenas instrumentalizar fatos em favor de uma agenda. Podemos ser melhores”, lamentou JHC. O deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também se posicionou, considerando lamentável o ocorrido em Suzano. “Meu profundo sentimento aos parentes das vítimas do atentado de hoje à escola Raul Brasil. Escolas devem ser um ambiente de aprendizado e harmonia e não de dor e sofrimento , como está sendo neste dia”, publicou o emedebista. O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) disse não aceitar o nível de insegurança demonstrado no atentado no interior da escola estadual paulista. “É inaceitável que nossas crianças e adolescentes não estejam seguros dentro das salas de aula. Lamento muitíssimo pelas famílias vitimadas por essa tragédia que entristece todo o Brasil”, afirmou o senador tucano. Depois de mais de um mês de inatividade em suas redes sociais, o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), aproveitou a tragédia para defender a necessidade de refletir se a solução de facilitar o acesso a armas de fogo é sensato e oportuno, além de prestar solidariedade às famílias e lamentar a irreparável perda de vidas – maioria jovens. “A cultura belicista estimula atos violentos e não é solução para nosso grave problema de segurança pública. Devemos sim, cultivar e trabalhar por uma cultura de paz”, defendeu Renan. O ex-presidente Fernando Collor (PROS-AL) publicou uma foto da fachada da escola e foi conciso em seu comentário: “Consternado, solidarizo-me com os familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida em Suzano”, escreveu, nas redes sociais. Os demais parlamentares da bancada alagoana não haviam se manifestado nas redes sociais, até a publicação desta matéria.
10/01/2019

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Eleição na Câmara

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Líder do PP aposta no apoio do PSB, PT e PDT em bloco de centro-esquerda

A decisão da maioria dos parlamentares do PSB de ingressar no bloco de oposição ao presidente da Câmara dos Deputados tomada nesta quinta-feira (10) é resultado das acomodações partidárias após a adesão do PSL ao projeto de reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas também é fruto da articulação liderada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que pretende construir um bloco com até 227 apoiadores, para equilibrar a disputa contra a reeleição de Maia. Arthur Lira acredita que, até segunda-feira (14), trará o PDT e o PT para apoiar o projeto alternativo ao apoiado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. Mas enquanto espera a definição de apoios desses e de partidos como o PTB, PSC, PCdoB e MDB para formar o bloco de centro-esquerda, Arthur Lira nega ter a intenção de que seu bloco, se eleito, mantenha uma relação de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). E cita como exemplo de dificuldade de compreensão de uma disputa interna no Legislativo a crise aberta pelo governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), que retalia deputados aliados por não conseguir apoio ao seu tio Olavo Calheiros (MDB-AL) para presidir a Assembleia. “O bloco é interno do Poder Legislativo. Às vezes as pessoas confundem – como o Renanzinho confundiu [em Alagoas] e se deu mal – o funcionamento interno do poder, que é uma coisa que precisa ser respeitada. Se o cara não vai indicar quem é ministro, nem mexer sobre quem dá parecer no Judiciário ou como sai uma decisão, vai querer interferir no processo Legislativo? Este é um processo de acomodação de forças políticas em blocos, para que definam suas posições de bancadas. Tem partidos no nosso bloco que serão da base do governo e tem partidos que serão da oposição, como tem lá [no bloco de Rodrigo Maia] da mesma forma. Menos agora, porque esses três devem sair do apoio ao Rodrigo”, argumentou Arthur Lira, em entrevista ao Diário do Poder. Sobre a expectativa de ter mais de 200 apoiadores, o deputado Arthur Lira afirma que, se os partidos que estão na previsão de aderir ao projeto que lidera vierem, haverá entre 219 e 227 votos, o que equilibra o jogo e causa problema para o lado de lá. A conclusão de Arthur Lira decorre do fato de que Rodrigo Maia previa ter um bloco superdimensionado, e já prometeu quase todos os espaços disponíveis aos pretensos aliados, a exemplo dos comandos de todas as comissões, vagas na Mesa Diretora e suplências. Agora, com outro bloco se consolidando, o candidato à reeleição vai ter que dividir. E muitos vão ficar sem atendimento e o líder do PP acredita que as novas acomodações vão gerar crise no grupo de Maia. “Liguei para mais de 20 deputados do PSB explicando as situações das vantagens da confecção de um bloco para o equilíbrio da Casa, para manter as possibilidades de um diálogo mais aflorado e de pautar algumas matérias que precisam tramitar no Brasil. Deu certo com o PSB, daqui para amanhã [sexta] é o PDT, daqui para sábado é o PT. E aí vamos. Daqui para o começo da semana a gente consegue, acho, formar esse novo bloco”, disse Lira ao Diário do Poder. ‘Não há líder de oposição’ A movimentação de Arthur Lira e do PSB nesta quinta afeta os anseios eleitorais de outro alagoano, o deputado João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL), que lançou na semana passada sua campanha nas redes sociais pela Presidência da Câmara dos Deputados. Questionado sobre a manifestação de apoio de deputados do PSB ao bloco de oposição liderado por Arthur Lira, JHC afirmou que não há liderança no bloco de oposição. “Pelo contrário: será estimulado o maior número de candidaturas possível, justamente para dar maior legitimidade ao processo”, afirmou JHC ao Diário do Poder, em referência à existência de seu nome, de Lira e dos deputados Fábio Ramalho (MDB-MG) e Alceu Moreira (MDB-RS) na disputa. Mas quando perguntado se algum integrante de seu partido o apoia, JHC citou apenas um parlamentar do PSB. “O deputado Rafael Carreras (PSB/PE) demonstrou seu apoio espontâneo de forma reiterada nas redes sociais. Outros deputados o fizeram de maneira particular e, tão logo tornem público, a imprensa ficará sabedora”, disse JHC.      
08/01/2019

Arthur Lira quer presidir a Câmara, atraindo oposição a Bolsonaro e antigo ‘blocão’

Alvo da Lava Jato

Arthur Lira quer presidir a Câmara, atraindo oposição a Bolsonaro e antigo ‘blocão’

Deputado quer reunir siglas de centro-esquerda para bloco alternativo

Alvo da Lava Jato, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) articula apoios para atrair a esquerda contra a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-AL). O deputado alagoano tambem busca reunir remanescentes do chamado “blocão” que ele liderou, quando havia 244 deputados de 11 partidos na base de apoio ao ex-presidente Michel Temer (MDB). Além dos votos da oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), cujo partido apoia a recondução de Rodrigo Maia. Arthur Lira esteve ontem (7) no Ceará, e constrói discretamente sua candidatura, que ainda não teve suas propostas expostas publicamente. Mas seu nome já dialoga com oposicionistas e partidos de esquerda que não admitiram a aliança de Rodrigo Maia com o PSL. Antes mesmo de Rodrigo Maia se tornar o candidato “governista” da Presidência da Câmara, o líder do PP que é um dos maiores rivais do senador Renan Calheiros (MDB-AL) em Alagoas já era apresentado como uma das opções para presidir a Mesa Diretora. O deputado não respondeu aos questionamentos do Diário do Poder sobre as articulações. Mas tem agenda intensa de visitas a aliados, em Brasília e pelo Brasil. Em entrevista ao Diário do Nordeste, Arthur Lira declarou que busca a “independência” da Casa e argumentou que a aproximação de Maia com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) “desvirtuou” os acordos que haviam sido feitos com os partidos. Ele conversou com André Figueiredo (PDT-CE) e José Guimarães (PT-CE), em Fortaleza, para tratar da confecção de um novo bloco de centro-esquerda para definir atuação dos partidos, do PDT, PSB, PCdoB, PT, MDB, PTB e mais alguns outros partidos. Para Lira, a mudança de rota da campanha de Rodrigo Maia na direção do PSL fez se perder a independência da Casa. “Estamos tratando para ver se a gente equilibra esse jogo dentro do Parlamento”, justificou.
08/10/2018

JHC bate recorde de votos e Alagoas renova 44% da bancada na Câmara

Eleitor rejeitou quatro

JHC bate recorde de votos e Alagoas renova 44% da bancada na Câmara

Alagoano reelegeu cinco e escolheu quatro novos deputados federais

O 3º Secretário da Câmara dos Deputados, João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL) foi reeleito deputado federal neste domingo (7) com um novo recorde de votos em Alagoas, onde foi votado por 178.645 eleitores e obteve 12,25% dos votos. A disputa pelas nove vagas da bancada alagoana resultou em uma renovação de 44%, com o ingresso de quatro novos deputados federais. As novidades de Alagoas na Câmara dos Deputados são: os deputados estaduais Sérgio Toledo (PR), 4º eleito com 98.201 votos; Isnaldo Bulhões (MDB), 6º colocado com 71.847 votos; Severino Pessôa (PRB), com a 7ª vaga, e a vereadora de Maceió (AL), Tereza Nelma (PSDB), que obteve a última vaga, com 44.207 votos. Além de JHC, que foi reeleito como mais votado da bancada alagoana da Câmara pela 2ª eleição consecutiva, o líder do blocão de  244 deputados de 11 partidos, Arthur Lira (PP-AL) foi reeleito com 143.858 votos e superou o recorde anterior que era da eleição do atual governador Renan Filho (MDB) para a Câmara, em 2010, com 140.180 votos. Também foram reeleitos deputados federais o ex-ministro do Turismo, Marx Beltrão (PSD), em 3º, com 139.458 votos; o deputado Paulão (PT), em 8º com 60.900; e o suplente Nivaldo Albuquerque (PTB), que conquistou a 5ª vaga e 84.956 votos. Entre os que não foram reeleitos está o atual coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que ficou com a 1ª suplência, com 55.474 votos. Além dele, não renovaram os mandatos Givaldo Carimbão (Avante), com 54.620 votos; Pedro Vilela (PSDB), com 37.207 votos, e o ex-ministro Maurício Quintella Lessa (PR), que foi derrotado na disputa por uma das duas vagas de senador, com 494.027 votos, na 3ª colocação. Veja a lista dos eleitos: 1º – JHC (PSB): 12,25% (178.645) 2º – Arthur Lira (PP): 9,86% (143.858) 3º – Marx Beltrão (PSD): 9,56% (139.458) 4º – Sérgio Toledo (PR): 6,73% (98.201) 5º – Nivaldo Albuquerque (PTB): 5,82% (84.956) 6º – Isnaldo Bulhões (MDB): 4,93% (71.847) 7º – Severino Pessôa (PRB):4,83% (70.413) 8º – Paulão (PT): 4,18% (60.900) 9ª – Tereza Nelma (PSDB): 3,03% (44.207)