Fura-olho

Antonio Palocci

Segundo Palocci, havia 'ruptura' e havia dois grupos distintos dentro do PT
18/01/2019

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Fura-olho

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Segundo Palocci, havia 'ruptura' e havia dois grupos distintos dentro do PT

O ex-ministro Antonio Palocci, delator da Operação Lava Jato, relatou que a ex-presidente Dilma Rousseff “deu corda para o aprofundamento das investigações” da operação Lava Jato para implicar o ex-presidente Lula. Segundo Palocci, havia uma “ruptura” entre Lula e Dilma e dois grupos distintos tinham sido formados dentro do PT. Ele diz que a “briga” entre os dois começou com a indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras. A nomeação de Graça, segue Palocci, representava “meios de Dilma inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência”. O ex-ministro relatou que, naquele momento, Dilma tentava se afastar do controle de Lula. ​”Deve ser relembrado que [o ex-presidente da estatal Sérgio] Gabrielli era íntimo de Lula, ao passo que Graça era íntima de Dilma. Não havia qualquer intimidade entre Lula a Graça e a relação entre Dilma e Gabrielli comportava permanentes atritos.” Palocci afirma que, com o avanço da Lava Jato, a única preocupação de Lula era preservar a própria imagem. Lula “relembrava que Dilma era a presidente do conselho de administração da estatal na época de grande parte dos fatos apurados”. O ex-ministro diz que chegou a perguntar ao ex-presidente: “Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?”. E que Lula teria respondido que um apartamento na praia não caberia em sua biografia. As informações estão em um dos termos de colaboração da delação fechada por Palocci com a Polícia Federal de Curitiba. O depoimento foi anexado ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte.(Folhapress)
18/01/2019

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Em caixa de uísque

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Ex-ministro e homem de confiança de Lula fez acordo de delação premiada

O ex-ministro Antonio Palocci declarou, em colaboração premiada firmada com a Polícia Federal, que o ex-presidente Lula recebeu propina da Odebrecht, em espécie, no ano de 2010, por diversas vezes. Os valores variavam de R$ 30 mil a R$ 80 mil, segundo o delator. Palocci afirmou também que ele próprio chegou a entregar a Lula o dinheiro da propina da Odebrecht em caixas de uísque e de celular. O ex-ministro disse ainda que o ex-presidente pedia a ele para não comentar nada com ninguém sobre os pagamentos da empreiteira e que a verba seria para custear despesas do ex-presidente. A colaboração premiada diz respeito a um inquérito da PF que investiga irregularidades na construção da Usina de Belo Monte e foi a primeira a ser fechada por Palocci. O depoimento foi prestado em 13 de abril de 2018, e a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em junho do ano passado. Nesta quinta-feira, 17, o depoimento foi anexado ao inquérito da PF, que tramita em sigilo. O episódio da caixa de celular aconteceu no Terminal da Aeronáutica em Brasília (DF), durante a campanha de 2010.Segundo Palocci, foram entregues R$ 50 mil ao ex-presidente. Um ex-motorista de Palocci chamado Claudio Souza Gouveia, ouvido pela PF em agosto do ano passado no inquérito sobre a Usina de Belo Monte, diz ter testemunhado o encontro. Também foram R$ 50 mil em propina dentro da caixa de uísque. “Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”, diz trecho do inquérito. De acordo com Palocci, essa cobrança do ex-presidente a caminho do aeroporto foi presenciada por outro motorista, chamado Carlos Pocente, que inclusive brincou perguntando se toda aquela cobrança de Lula era apenas pela garrafa de uísque. Pocente também foi ouvido pela PF no inquérito. Palocci também declarou que levou pacotes de dinheiro vivo correspondentes a R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 80 mil recebidos da Odebrecht e retirados por Branislav Kontic, assessor do ex-ministro. A defesa de Lula ainda não se manifestou sobre as denúncias. Em outras ocasiões, os advogados afirmaram que Palocci mentiu para sair da prisão.
11/01/2019

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Transporte de propina

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas

As delações do ex-ministro Antonio Palocci têm como provas dados dos rastreadores dos carros do petista, segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Isso porque os veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas. Palocci assinou na quarta-feira, 9, o seu terceiro acordo de colaboração premiada, desta vez com a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal de Brasília, que investiga esquema de fraude em fundos de pensão. Ele entregou os dados dos rastreadores para os procuradores. Com as informações, os investigadores podem cruzar datas de movimentações financeiras com os trajetos feitos nos dias específicos. As informações também foram usadas por policiais federais de Curitiba e de Brasília, nos outros dois acordos celebrados por Palocci.
09/01/2019

Palocci assina primeiro acordo de delação premiada com o Ministério Público

Fundos de pensão

Palocci assina primeiro acordo de delação premiada com o Ministério Público

Ex-ministro contou detalhes da atuação de Lula em negociações envolvendo fundos de pensão

O ex-ministro dos governos do PT Antonio Palocci assinou nesta quarta-feira, 9, o primeiro acordo de delação premiada com os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga fraudes praticadas em fundos de pensão ligados a empresas e bancos estatais. No total, é o terceiro acordo celebrado por ele. Os outros dois acordos assinados pelo ex-ministro, o primeiro em abril e o segundo em outubro, foram negociados com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília, respectivamente, no âmbito da Operação Lava Jato. Em três dias de depoimentos, Palocci contou aos procuradores detalhes da atuação do ex-presidente Lula (PT) em negociações envolvendo fundos de pensão. Entre eles, o acordo feito para que Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras) entrassem como acionistas da Norte Energia, proprietária da usina hidrelétrica de Belo Monte. No relato, Palocci lista uma série de pressões feitas por Lula junto a presidentes dos fundos para que eles aportassem recursos em empresas sem analisar o retorno financeiro que teriam. A defesa do ex-presidente ainda não se pronunciou sobre o novo acordo de delação que tem Lula como o principal alvo. Já o PT disse, em nota, que os fatos abordados pelo ex-ministro são “mais uma mentira vendida por criminosos à Lava Jato para sair da cadeia e recuperar o dinheiro que desviaram”.