Corrupção no Rio

Alexandre Pinto

Alexandre Pinto recebeu mais de R$ 1 milhão em propina por duas obras necessárias para a realização das Olimpíadas no Rio
11/01/2019

Ex-secretário de Obras de Eduardo Paes é condenado a mais de 22 anos de prisão

Corrupção no Rio

Ex-secretário de Obras de Eduardo Paes é condenado a mais de 22 anos de prisão

Alexandre Pinto recebeu mais de R$ 1 milhão em propina por duas obras necessárias para a realização das Olimpíadas no Rio

O ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, que atuou durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, foi condenado a mais 22 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa. O ex-secretário atualmente cumpre outra sentença, de 23 anos e cinco meses, por lavagem de dinheiro. A pena foi proferida nesta quinta (10) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Rio 40 Graus, que investigou pagamento de propinas por empreiteiras, deflagrada em 2017. Em sua sentença, Bretas ressaltou que entre os agravantes estão o nível intelectual, profissional e sua posição no governo à época. “Entendo ser elevada a sua culpabilidade, diante do nível de formação intelectual e profissional do réu, tendo ocupado o importante cargo público de Secretário Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo agido contra a moralidade e o patrimônio públicos, motivado por mera ganância e ambição desmedidas… As circunstâncias em que se deram as práticas corruptas, além das altas cifras envolvidas, revelam desprezo pelas instituições públicas”, escreveu o magistrado. Segundo o juiz, Alexandre Pinto teria recebido da empreiteira Carioca Engenharia R$ 750 mil, em propinas, durante a construção do corredor expresso Transcarioca, e mais R$ 500 mil pelas obras de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá, ambas obras necessárias para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Foi Bretas quem também condenou Alexandre Pinto pelo crime de lavagem de dinnheiro, em sentença decretada em outubro de 2018. (ABr)
04/10/2018

Ex-secretário de Obras diz que propina era tratada no gabinete de Eduardo Paes

Corrupção no Rio

Ex-secretário de Obras diz que propina era tratada no gabinete de Eduardo Paes

Ex-prefeito agora é candidato a governador do Rio de Janeiro

O ex-secretário municipal de Obras do Rio de Janeiro, Alexandre Pinto, afirmou que houve tratativas de propinas dentro do gabinete do ex-prefeito Eduardo Paes. Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, nesta quinta-feira (4), Pinto disse que houve acerto de 1,75% de propina, por parte da Odebrecht, na obra da Transoeste, que teria custado R$ 600 milhões em sua construção. Pinto disse a Bretas que estaria com medo, por estar revelando esses esquemas. “Eu tenho medo. A gente mexe com certas coisas”, disse ele a Bretas, frisando que o pagamento de propinas não era exclusividade da Secretaria de Obras, mas era coordenado por um grupo de governo, incluindo Paes e outras pessoas com foro privilegiado, o que inclui deputados. Pinto também disse que o Tribunal de Contas do Município (TCM) ficava com 1% das propinas das obras. Segundo ele, licitações eram direcionadas para privilegiar determinadas empresas. Representante do ministério público presente ao depoimento disse que o MPF vai avaliar se há indícios suficientes para a abertura de investigação contra Eduardo Paes. O ex-secretário depôs no âmbito da Operação Mãos à Obra, um desdobramento da Lava Jato. A assessoria de Paes, que é candidato ao governo do estado, foi procurada para se manifestar sobre as acusações, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se posicionado. (ABr)
23/01/2018

Ex-secretário de Paes usou a mãe e filhos para ocultar propina, diz MPF

Operação Mãos à Obra

Ex-secretário de Paes usou a mãe e filhos para ocultar propina, diz MPF

Alexandre Pinto foi preso pela segunda nesta terça na Lava Jato

O ex-secreta?rio de Obras do prefeito Eduardo Paes (MDB), Alexandre Pinto, preso pela segunda nesta terça, 23, pela Polícia Federal, na Operação Mãos à Obra, é acusado de usar a mãe e os filhos para ocultar propinas recebidas em empreendimentos do município. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 23, na nova denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no Rio (MPF) contra o ex-secretário. Ele é acusado de vários crimes de lavagem de dinheiro. O MPF identificou repasses feitos por empreiteiras contratadas para executar as obras da Transcarioca e da recuperação ambiental da Bacia de Jacarepagua?. De acordo com a denúncia, uma das formas usadas por Pinto para ocultar a origem dos recursos era receber depósitos, em dinheiro, na conta poupança de sua ma?e, de R$ 305 mil, mas que era movimentada exclusivamente por ele. Alexandre Pinto tambe?m teria adquirido imo?veis e realizado investimentos com valores obtidos com os crimes de corrupção em nome de seus filhos para ocultar a propriedade dos bens e a origem dos recursos, segundo o MPF. Em 2016, ele teria transferido imo?veis para a empresa Atlas Administrac?a?o de Imo?veis Pro?prios, constituída em nome de seus filhos, de acordo com a denúncia, “exclusivamente com a finalidade de administrar o patrimônio imobiliário do ex-secretário de Obras”. Segundo a denúncia, os filhos do ex-secretário, jovens de 20 e 21 anos a? época dos fatos, afirmam apenas ter assinado os papéis a pedido do pai. “Alexandre Pinto da Silva ocultou sua condic?a?o de real proprieta?rio dos imo?veis, tendo por objetivo blindar o patrimo?nio adquirido como proveito dos crimes antecedentes de corrupc?a?o passiva e distanciar ainda mais os imo?veis adquiridos da origem criminosa dos valores utilizados para sua aquisic?a?o”, afirmam os procuradores da Repu?blica. A propina combinada por Alexandre Pinto, que foi preso pela segunda vez nesta terça-feira, 23, correspondia a cerca de 1% um do valor total de cada uma das obras. O MPF identificou o pagamento ao ex-secreta?rio de Obras de ao menos R$ 750 mil da Carioca Engenharia e R$ 750 mil da OAS para garantir o direcionamento do processo licitato?rio das obras da Transcarioca ao Conso?rcio Transcarioca Rio. Nas obras de recuperac?a?o da Bacia de Jacarepagua?, foram pagos pelo menos R$ 500 mil reais pela Carioca Engenharia. A reportagem está tentando contato com a defesa do ex-secretário Alexandre Pinto. O espaço está aberto para manifestação. (AE)