Tragédia minimizada

Afundamento em Maceió

Governador disse que não permitirá, em Alagoas, a tragédia de Mariana e Brumadinho
14/05/2019

Renan Filho defende a Braskem prometendo mais do que a ciência pode garantir

Tragédia minimizada

Renan Filho defende a Braskem prometendo mais do que a ciência pode garantir

Governador disse que não permitirá, em Alagoas, a tragédia de Mariana e Brumadinho

Menos de uma semana depois de o laudo técnico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontar a mineradora Braskem como responsável por afundar pelo menos 40 centímetros do solo e colocar em risco a vida de cerca de 30 mil habitantes de três bairros de Maceió (AL), o governador de Alagoas Renan Filho (MDB) resolveu ontem (13) dar garantias de que teria uma capacidade sobre-humana de impedir uma tragédia comparável às ocorridas em Mariana e Brumadinho, no Estado de Minas Gerais. O problema é que nem mesmo a ciência pode assegurar tais garantias e ainda busca soluções, além da evacuação das áreas de maior risco, para proteger os alagoanos. “Vou prioritariamente defender vidas. Não vou permitir aquilo que ocorreu em Mariana e Brumadinho e a partir daí criar as condições econômicas para a Braskem continuar sua exploração, desde que não seja em área pública. Pelo que fui informado previamente, há espaço para a Braskem exercer a mineração em áreas não urbanas, que é o ideal”, disse Renan Filho, ao defender a extração de sal-gema que reativou uma falha geológica e condena os bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Na última quarta-feira (8), o coordenador dos estudos da CPRM, geólogo Thales Queiroz Sampaio, disse não poder garantir a integridade dos imóveis e moradores da região atingida, ao pedir um voto de confiança para a busca de soluções para o problema, com a continuidade dos estudos científicos, não contaminados pela politicagem e interesses econômicos. Ele também afirmou que não se pode descartar a possibilidade de uma subsidência abrupta, ou seja, um afundamento repentino do solo, na região afetada. Mesmo assim, o cientista disse que não há motivo de pânico, nem evacuação imediata. E prometeu apresentar um novo mapa de risco que embase a atualização do plano de contingência, até o final desta semana. “Não podemos assegurar a integridade dos imóveis nem das vidas dos moradores dos três bairros”, é a conclusão da ciência, após estudos expostos em audiência pública no auditório do Fórum da Justiça Federal em Alagoas, após quase um ano de iniciados. “Este trabalho foi muito duro e, certamente, o mais importante que nós já fizemos em nossas vidas ao longo dos últimos anos”, afirmou o cientista, no evento do qual o governador não participou. “A solução, hoje, é conhecer o mapa de risco e aquelas pessoas que estão em alto risco terão que sair de suas casas, com a ajuda do aluguel social liberado pelo Governo Federal”, completou o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas Alves, ao responder sobre a possibilidade de soluções de engenharia. Conforme dados da Justiça Eleitoral, quando foi eleito para seu primeiro mandato de governador de Alagoas, nas eleições de 2014, Renan Filho recebeu R$ 320 mil de doação de campanha da Braskem e R$ 829 mil da Odebrecht, controladora da mineradora. Impactos na economia O ponto central da fala de ontem de Renan Filho foi reafirmar sua defesa da manutenção das atividades da mineradora em Alagoas “em áreas não habitadas e que não tragam risco para os alagoanos”. De olho no impacto da tragédia para a economia do Estado, ainda não calculado, o governador fala em construir condições para a Braskem continuar funcionando, dizendo “priorizar a preservação de vidas”. “Eu defendo a continuação das atividades [da Braskem] desde que não prejudique o meio ambiente e as pessoas. Existem áreas não habitadas no estado que permitem a atividade de mineração da empresa. A Braskem vai descontinuar a atividade de cloro-soda, que é o que diretamente depende da sal-gema. Vamos discutir com a mineradora, a manutenção do funcionamento das entorses para garantir a geração de emprego”, declarou. Mas o governador não quis comentar as críticas do Ministério Público Federal (MPF) sobre a fiscalização e concessão de licenças à empresa por parte do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). “Não queria comentar crítica do MPF”, esquivou-se o governador, após a pergunta do site Gazetaweb. Carta branca já foi dada Renan Filho ainda confia na mineradora, menos de uma semana depois de o IMA autuar em R$ 29 milhões a Braskem, por ter apresentado dados errados sobre suas atividades, ao “contribuir” com os estudos sobre as causas do fenômeno geológico que fez a terra tremer em 2018 e ampliou as rachaduras no solo e em imóveis da região. Em fevereiro, o IMA admitiu que, no governo de Renan Filho, concedeu e renovou licenças de poços de extração de sal-gema, sem ter geólogo em seus quadros de servidores, nem capacidade técnica de produzir contraprova dos dados informados pela Braskem. Espera-se que a carta-branca concedida à mineradora não seja renovada, como prêmio pela tragédia provocada. Por isso, o MPF em Alagoas ajuizou ação civil pública com pedido de liminar contra a Braskem, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o IMA de Alagoas, com o intuito de que sejam adotadas as medidas cabíveis ao procedimento de paralisação das atividades de exploração de sal-gema no Estado de Alagoas, considerando que intervenções inadequadas podem agravar a situação. A própria empresa mineradora anunciou, na última quinta-feira (09), a paralisação de suas atividades, adiantando que contestará os estudos da CPRM. Entre os dados técnicos apresentados, impressiona as revelações de que aumento de 71%, na cavidade (ou caverna) da mina 07 e redução de 92% na mina 19D, por exemplo. “Estas cavidades, que deveriam estar estáveis (com manutenção de volume), estão desestabilizadas, ora aumentando de volume, ora quase desaparecendo (desmoronamentos?). E uma caverna aberta pela mina 7 para subiu 200 metros acima da camada onde fica localizada a jazida de sal-gema, ao longo de 30 anos. A CPRM conseguiu avaliar as condições de apenas oito das 35 minas da Braskem (3 ativas e 5 inativas). Veja parte do estudo que mostra o que houve com as minas. As deformidades pintadas de vermelho nas minas mostram a evolução do tamanho da mina, em azul, o tamanho original:   Veja aqui a posição da Braskem sobre o afundamento dos bairros. E veja como a mineradora anunciou o início da suspensão de suas atividades.
13/05/2019

Braskem é alvo de ação do MPF para cessar mineração em Alagoas, de forma responsável

Após afundar bairros

Braskem é alvo de ação do MPF para cessar mineração em Alagoas, de forma responsável

ANM e o IMA de Alagoas também são alvos da ação civil pública

Enquanto o governador Renan Filho (MDB) segue pregando a permanência da mineração que ameaça a vida de cerca de 30 mil alagoanos, o Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas ajuizou ação civil pública com pedido de liminar contra a Braskem, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Instituto de Meio Ambiente (IMA) de Alagoas com o intuito de que sejam adotadas as medidas cabíveis ao procedimento de paralisação das atividades de exploração de sal-gema no Estado de Alagoas, considerando que intervenções inadequadas podem agravar a situação. Tendo em vista que a própria empresa mineradora anunciou, na última quinta-feira (09), a paralisação de suas atividades, o Grupo de Trabalho do MPF para o Caso Pinheiro entende que, para paralisar devidamente suas operações, a Braskem deve apresentar, no prazo de 15 dias, o plano de fechamento dos nove poços onde já foram realizados os estudos de sonares. A ação requer a pena de multa diária em valor a ser estipulado pela Justiça Federal em caso de descumprimento da ordem judicial. E pede que a Justiça determine que a Braskem realize os estudos de sonar dos demais poços, no prazo de 30 dias, ou outro método tecnologicamente adequado, caso não seja viável a realização do sonar – neste caso, qualquer outro método empregado será às custas da mineradora. E, a medida que os estudos forem sendo realizados, a Braskem deve apresentar o plano de fechamento de cada uma das minas, com o respectivo descomissionamento (desativação) do poço ativo ou paralisado e demais etapas. Na ação, o Grupo de Trabalho do MPF requer ainda que a execução do Plano de Fechamento das Minas, após a análise e respectiva aprovação pela ANM, seja realizada por outra empresa, às custas da Braskem. A mineradora deve ainda paralisar imediatamente as obras de perfuração dos novos poços 36 e 37, e sequer iniciar as perfurações do poço 38, já licenciados pelo IMA/AL (Licença de Operação nº 157/2016 – IMA/GELIC), e do poço 39. Em razão de toda a comoção social que estudos e intervenções nos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange causa à população, a ação pede ainda a condenação solidária das demandadas a publicar a futura sentença definitiva nos jornais de maior circulação de âmbito estadual, em três dias alternados, sendo um deles domingo. O processo tramita sob o número 0803662-52.2019.4.05.8000, na 4a. Vara Federal em Alagoas. Licenças e fiscalização Já a ANM deve monitorar a realização dos estudos de sonar e analisar o plano de fechamento dos poços a ser apresentado pela Braskem, bem como monitorar efetivamente a realização deste plano. Juntamente com o IMA, a ANM deve verificar in loco se as razões apresentadas pela mineradora para a não realização dos estudos de sonar solicitados anteriormente pela ANM correspondem à realidade. O IMA deve cancelar imediatamente a Licença Ambiental de Operação nº 157/2016 – IMA/GELIC referente aos poços 17, 16, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37 e 38, bem como deixar de licenciar quaisquer demais poços eventualmente solicitados pela mineradora, inclusive o 39. Para as procuradoras da República Cinara Bueno, Niedja Kaspary, Raquel Teixeira e Roberta Bomfim, que compõem o Grupo de Trabalho Caso Pinheiro, as providências são essenciais para minorar a insegurança social e ambiental apontada pelos estudos da CPRM apresentados ao MPF em reunião de trabalho ocorrida na manhã e tarde da última quinta-feira (09). Busca-se, assim, a proteção da saúde pública e bem-estar da população. A Ação Civil Pública resultou da apuração do Inquérito Civil nº 1.11.000.000027/2019-81, por meio do qual o MPF são investigadas as causas do tremor e dos danos ocorridos ao meio ambiente e ao imóveis dos cidadãos dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Sonar Há dúvidas sobre a estabilidade das cavidades, seja porque as informações da CPRM apontam neste sentido, seja porque a própria Braskem ainda não conseguiu realizar todos os sonares, uma vez que encontrou dificuldades nas tentativas. A realização dos sonares é necessária para verificar a real situação dos poços e cavidades. Estas informações são imprescindíveis para entender toda extensão do fenômeno e elencar soluções eventualmente existentes, possíveis e viáveis para estancá-lo ou amenizá-lo. Assim como, o planejamento do fechamento das minas e sua respectiva execução são fundamentais para resguardar a segurança, a vida e a integridade física da comunidade atingida, bem como o equilíbrio socioambiental da área alcançada. Descomissionamento A legislação que regulamenta o fechamento das minas prevê quatro etapas, são elas: a) Descomissionamento: Conjunto de operações necessárias para a perfeita garantia da desativação da mina, visando devolver o local para outros usos pela comunidade; b) Reabilitação: são reparados os impactos da mineração sobre o meio ambiente; c) Monitoramento e Manutenção: acompanhamento dos efeitos posteriores sobre o ambiente, após o encerramento da mina, mesmo tendo havida a reabilitação da área; d) Pós-Fechamento: liberação da área para outros fins. Veja aqui a posição da Braskem sobre o afundamento dos bairros. E veja como a mineradora anunciou o início da suspensão de suas atividades. E a nota da Braskem a respeito da ação proposta pelo MPF: Nota à Imprensa A Braskem esclarece que deu início na quinta-feira, dia 9 de maio, à paralisação da atividade de extração de sal e da consequente paralisação das fábricas de cloro-soda e dicloretano localizadas em Maceió, em Alagoas, em função dos desdobramentos decorrentes da divulgação do laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Todo esse procedimento segue todas as normas aplicáveis, visando a segurança das pessoas e do meio ambiente. A empresa não suspendeu suas obrigações e vem conversando com clientes e fornecedores para buscar alternativas a fim de minimizar os impactos dessa paralisação no mercado. A Braskem está trabalhando com geólogos e especialistas na análise do laudo emitido pela CPRM. Desde o início dos eventos no bairro do Pinheiro, em Maceió, a empresa vem colaborando junto às autoridades competentes na identificação das causas dos problemas, tendo compartilhado com a CPRM previamente todas as informações relevantes e estudos gerados de forma verdadeira e fidedigna. A empresa segue à disposição das autoridades no esclarecimento de informações necessárias para a compreensão completa dos eventos ocorridos. Com o compromisso de dar prosseguimento à implementação de medidas emergenciais na região, conforme acordo de cooperação já assinado com autoridades locais, a Braskem reforça os laços com a sociedade alagoana. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MPF em Alagoas)
12/05/2019

Prefeitura de Maceió segue cadastrando vítimas de afundamento para sacar FTGS

Vítimas da Braskem

Prefeitura de Maceió segue cadastrando vítimas de afundamento para sacar FTGS

Cronograma prossegue nesta segunda (13), para moradores de áreas de risco do Pinheiro

Na semana seguinte à conclusão oficial de que o afundamento de três bairros de Maceió (AL) foi causado pela mineradora Braskem, a Defesa Civil Municipal continua realizando o cadastro para habilitação ao saque do FGTS para os moradores das áreas vermelha, amarela e laranja do mapa de feições do bairro do Pinheiro. Nesta segunda-feira (13), segue o cronograma de atendimento na Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), localizada no bairro do Poço. O cronograma atende todos os moradores das áreas vermelha, amarela e laranja do mapa de feições e segue até dia 23 de maio. Já entre os dias 27 e 31 de maio será realizado o cadastro das pessoas que perderam o prazo anterior. A tragédia também atinge os bairros do Mutange e Bebedouro e um novo mapa de risco será divulgado até o final desta semana.  Podem fazer o cadastro todos os integrantes da unidade residencial localizada dentro do mapa de feições do Pinheiro e que têm saldo do FGTS. Após o cadastro, o trabalhador pode procurar uma agência da Caixa Econômica em oito dias úteis – prazo para que a documentação seja enviada e inserida no sistema da instituição financeira – e fazer a habilitação do saque. Segundo a Caixa, o saque disponível está limitado a R$ 6.220 por conta vinculada. As pessoas que se encaixam no perfil devem ficar atentas ao cronograma e se dirigir à Semas com a documentação necessária: RG, CPF, Comprovante de residência válido no nome do morador (de até 90 dias) e PIS. “Este cadastro está disponível apenas para moradores do bairro do Pinheiro cujas casas estão dentro do mapa de feições. E quem já passou pelo cadastro para a ajuda humanitária pode procurar uma agência da Caixa em Alagoas e habilitar o saque do FGTS”, explicou a coordenadora Social da Defesa Civil Municipal, Carla Moura. Unidades aptas ao cadastramento A partir desta segunda, podem procurar a Semas para fazer o cadastramento os moradores das seguintes unidades: Condomínio Tibério Rocha; Condomínio Vida Viva; Condomínio Marrakech; Condomínio Pôr do Sol; Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira: casas número 0506 A, 923, 645, 681, 779, 681-1, 488, 506, 513, 524, 652, 654, 662 A, 662B, 662C, 662D, 666, 667, 670, 678, 700, 731, S/N; Alameda Dr Moacyr Tavares Lopes: casas 415, 446, 642, 76, 397, 398, 434, 508, 515, 526, 538, 543, 549, 550, 555, 562, 572, 574, 576, 580, 588, 603, 627, 63,; 643, 646, 650, 653, 654, 655, 66, 666, 675; Alameda Fernando Maia Gomes: casas número 21, 52, 68, 80. Alameda Joaquim Gouveia de Albuquerque: casas número 430, 22 A, 22, 29, 158, 160, 166, 191, 203, 206, 215, 262, 274, 280, 286, 287, 298, 307, 310, 368, 378, 390, 566. Alameda Pedro Suruagy: casas número 330, 330 A, 501, 630, 725, 737, 725 A, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 7, 8A, 9, 215,427, 446, 457, 458, 467, 467 A, 472, 477, 486, 504, 516, 578, 587, 588,589, 598, 610, 612, 613, 625, 763, 764, 775, 776, 812, 836, 848, 796, S/N. Alameda Portugal: casas número 0, 098 B, 14,15, 16, 17, 17, 17, 18, 19, 2, 2, 28, 3, 32, 334, 364, 380, 4, 497, 498, 5, 5, 512, 523, 528, 535, 543, 547, 556, 566, 588, 620, 638, 644, 668, 683, 686, 69, 7, 718, 726, 83, 86, 88, 98. Alameda São Benedito: casas número 60 – 001, 60 – 002, 60 – 003, 285, 293, 301, 309, 317, 325, 333, 398, 398 A, 410, 410 A, 453, 463, 465, 467, 557, 559, 571, 581, 632 A, 652, 702, 712, 722, 604. Avenida Comendador Francisco de Amorim Leão: casas número 549, 598, 429, 447, 491, 521, 526, 535, 575, 609, 665, 667, 675, 725, 729, 753, 765, 777, 784, 789, 806, 812, 826. Avenida Francisco Freire Ribeiro: casas número 12, 219, 221, 221, 0. Rua Antônio Procópio: casa número 204. Rua Basileu Meira Barbosa: casas número 361, 361 A, 134, 181, 193, 204, 315, 55, 118, 141, 176, 185, 191, 193, 201, 205, 211, 214, 220, 229, 238, 246, 249, 269, 269, 277, 283, 295, 332, 352, 559, 193 A, 360, 361, 361 A, 394, 131, 361, 363, 394, 434, 435, 446, 463, 464, 482, 724. Rua Br. José Miguel: casa número 240. RUA C: casas número 5, 15, 25, 35, 45, 55. Rua Cart. João Firmino: casas número 100, 106, 114, 118. Rua Cel. Lima Rocha: casas número 1160, 1170, 1171. Rua Cícero Virgínio de Torres: casas número 323, 335, 349. Rua da Lira: casas número 40, 53, 54. Rua Doutor Juvino Lyra: casas número 376, 429, 429 A, 355, 358, 397, 405, 408, 411, 416, 417, 420, 431, 440, 630, 695, S/N. Rua Doutor Bruno Martins: casas número 63, 98, 148, 446, 468. Rua Dr. Passos de Miranda: casas número 628, 636, 646, 652. Rua Ernest Gilman: casas número 182, S/N, 21, 182 A, 0, 0, 0, 18 A, 18 B, 186, 185, 184, 183, 182, 52, 185, 190, 190 A, 195, 200, 12 A, 7, 6, 5, 3, 3 A, 300, 199, 199 A, 10, 8, 4. Rua Euclides José Leite: casas número 90, 90 A, 0. Rua Ivan Wolff: casas número 53, 9, 38, 67, 70, 77, 82, 100, 114, 0, 0, 0, 0. Rua João Duda Calado: casas número 18 – 117, 641, 8, 9, 9 -1, 9-2, 9-3, 10, 13, 18, 18, 18-4, 18-6, 18-7, 19, 64, 70, 89, 91, 100, 400, 404, 474, 504, 629, 677, 18-1, 18-10, 18-2, 18-3, 18-5, 18-8, 18-9, 9-4. Rua Jornalista Augusto Vaz Filho: casas número 462 A, 541, 686, 791, 888, 888 A, 905, 915, 915 A, 0, 385, 415, 423, 427, 433, 440, 450, 461, 462, 468, 474, 479, 481, 481, 499, 511, 520, 527, 536, 540, 549, 550, 553, 561, 565, 570, 577, 589 A, 589, 617, 641, 653, 678, 686, 713, 722, 734, 746, 749, 755, 756, 759, 763, 800, 813, 823, 831, 839, 855, 861, 867, 876, 0, S/N, S/N, S/N, 530. Rua José Ferraz de Camargo: casas número 512 A, 20, 32, 46, 56, 70, 98, 290, 512, Rua Jose Luiz Soares Neto: casas número 6, 18, 28. Rua Luiz de Cerqueira Cotrim: casas número 9, 100, 12, 130. Rua Manoel Menezes: casas número 318, 390, 390 A, 123, 270. Rua Manoel Sampaio: casas número 31, 31, 37. Rua Miguel Palmeira: casas número 2, 406, 460, 470, 405, 1183, 1193, 193 A. Rua Pedro Beltrão: casas número 288, 292, 296, 300, 306. Rua Prf. Mario Marroquim: casas número 254, 254-1, 525, 533, 537, 545, 549, 608, 614, 624, 625, 479, 91, 417, 447, 449, 455, 457, 461, 487, O cadastro será de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), localizado na Avenida Comendador Leão, 1383, no bairro do Poço. (Secom Maceió)
09/05/2019

Prefeito apela a Bolsonaro e Renan Filho por união pelas vítimas de afundamento, em Maceió

Mineração da Braskem

Prefeito apela a Bolsonaro e Renan Filho por união pelas vítimas de afundamento, em Maceió

Rui Palmeira discute o destino 30 mil pessoas de três bairros afundados pela Braskem, em Maceió (AL)

O destino dos moradores das áreas de risco dos bairros afundados pela mineração da Braskem, em Maceió (AL), começa a ser definida em reunião marcada para esta sexta-feira (10) com o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e representantes da Defesa Civil Nacional e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Enquanto isso, o prefeito apela aos governos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador de Alagoas Renan Filho (MDB), para que trabalhem juntos com o município em busca de soluções para a tragédia que ameaça a vida de cerca de 30 mil maceioenses dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Rui Palmeira reforçou que acionará a Braskem na Justiça para que arque com os danos que provocou, recebendo benefícios fiscais, inclusive. E também informou que deve viajar para Brasília (DF) na próxima semana, em busca de apoio e recursos do governo federal, para construção de moradias e de soluções para estabilizar o terreno dos bairros atingidos pela atividade da Braskem de extração de sal-gema sobre uma falha geológica reativada após milhões de anos, segundo laudo divulgado ontem pela CPRM. “Ontem fiz contato com alguns ministérios e na próxima semana iremos nos reunir para buscar todo o apoio possível. Já foi apontada a responsabilidade para empresa Braskem e hoje a prefeitura já vai entrar com ações contra a Braskem. Vamos solicitar indenização aos moradores e também aos cofres públicos. Já que a prefeitura abriu mão da cobrança do IPTU e de outros tributos. A gente vai cobrar, obviamente, a partir de agora. Mas a prefeitura precisa de todo o apoio do Governo do Estado e do Governo Federal. A gente precisa trabalhar juntos para encontrar, a partir de agora, a solução”, disse o prefeito, em entrevista à TV Gazeta. Mais de três meses antes da divulgação do laudo oficial da CPRM que aponta a Braskem como causadora do problema, o presidente Jair Bolsonaro disse, em 25 de janeiro, saber que a atividade de mineração causava o afundamento dos bairros. No dia 12 do mesmo mês, o presidente havia determinado a seus ministros que agilizassem o diagnóstico e a solução para fenômeno que fez a terra tremer em 2018. Um dia depois da declaração de Bolsonaro acusando a Braskem, o governador Renan Filho anunciou, ainda em janeiro, a suspensão das licenças ambientais para três poços localizados no bairro do Pinheiro, como medida preventiva. Bolsonaro não falou sobre o assunto publicamente. Já Renan Filho declarou à TV Pajuçara que tomará medidas para punir os culpados. E reproduziu em seu Twitter uma nota oficial que informa que o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) atenderá ao pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública formalizado ontem, para interditar mais quatro poços da Braskem, identificados pelos números 32, 33, 34 e 35, ainda em atividade. “Por isso, lá atrás, suspendi as licenças, mesmo antes da emissão do laudo”, disse o governador, em referência a três poços que atuavam no bairro do Pinheiro até janeiro deste ano. “Essa decisão foi muito importante. A partir da divulgação do laudo, vamos verificar quais serão as novas orientações e tomar as medidas cabíveis para punir os responsáveis, ressarcir os atingidos e tentar impedir com todo nosso empenho para que não haja desastre”, completou Renan Filho, em entrevista à repórter Ana Karolina Lustosa. Quem fica e quem sai? O encontro de amanhã entre o prefeito, Defesa Civil Nacional e a CPRM tratará das próximas ações relacionadas aos problemas geológicos. Rui Palmeira destacou que precisa saber qual é o novo mapa de risco para saber quem pode permanecer e quem quem que deixar suas casas. E reforçou a necessidade de união entre Município, Estado e União, inclusive para ampliar o período do aluguel social para além do limite de um ano, enquanto se buscam soluções de engenharia para os bairros. “A gente precisa ampliar esse prazo, mas também dizer para as pessoas qual será o futuro delas. As pessoas perderam, alí, uma casa onde moraval há 40 ou 50 anos e a gente precisa ter uma coordenação junto do governo do Estado e do governo federal, para a gente saber: ‘E agora, essas pessoas vão para onde?’. O problema emocional é o mais grave para todos os envolvidos. Com esse novo mapa, a gente pode saber quem pode retornar, quem pode permanecer e quem tem mesmo que sair e quem não pode voltar. E apontar possibilidades, para quem não puder voltar, de moradias em outros pontos da cidade, com recursos e apoio do governo federal. É nisso que a gente tem que estar focado para dar as respostas”, disse Rui Palmeira. Um projeto de macrodrenagem para a região do Pinheiro já foi apresentado pelo prefeito ao governo federal, além de outros projetos que precisam do aval da União. “A empresa [Braskem] vai ser responsável solidária por todos os dados causados na região. A gente está fazendo trabalho paliativo, tamponando as fissuras para evitar que com a chuva elas aumentem. Mas já sabemos a quem cobrar. A Braskem vai ter que fazer um estudo e um investimento para que o solo pare de ceder. Temos agora a causa e o causador”, afirmou o prefeito, ao falar dos projetos. Rui Palmera disse que atual quadro requer atenção especial com o bairro do Mutange, além da atenção normalmente dada às habitações em áreas de encosta. “A Defesa Civil continua lá no Pinheiro, que é a área de maior atenção que devemos ter na cidade. A barreira do Mutange, que por si só já é uma área de risco, com esses problemas se torna ainda mais perigosa. Então vamos ficar atentos a essas questões”, antecipou, na entrevista à TV Gazeta. Veja aqui a posição da Braskem.