Operação Pinheiro

Afundamento do Pinheiro

Defesa Civil prepara três mil moradores para eventual incidente geológico
16/02/2019

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Operação Pinheiro

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Defesa Civil prepara três mil moradores para eventual incidente geológico

Cerca de três mil moradores do bairro de Maceió (AL) ameaçado por rachaduras e tremores de terra participam nesta sábado (16) do simulado de evacuação coordenado pelos órgãos de Defesa Civil. A população do bairro do Pinheiro foi convidada para a mobilização que prepara a comunidade para um eventual incidente na região atingida pelo fenômeno geológico, ainda de origem desconhecida por especialistas, mas com suspeitas de ter sido causada pela mineração de sal-gema pela Braskem, irregularidades em sistemas de saneamento ou causas naturais. “É importante que a população tome conhecimento de que, no dia 16, das 15h às 16h, nós teremos o maior treinamento de evacuação já realizado no Estado de Alagoas, envolvendo todos os órgãos estaduais, municipais e federais e, principalmente, a população do bairro do Pinheiro”, lembra Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil do Estado de Alagoas. Na simulação exigida por lei em casos de situação de emergência desta natureza, serão utilizados quatro pontos de encontro, para os quais a população deverá se dirigir: o terminal rodoviário do bairro do Sanatório, na rua Belo Horizonte; a Casa Vieira, na rua Tereza de Azevedo; a área das concessionárias Volkswagen e Hyundai, na avenida Fernandes Lima; e o Cepa, também na Fernandes Lima. “As viaturas da Polícia Militar, do Exército, Defesa Civil e vários órgãos civis e militares estarão conduzindo a população aos pontos de encontro, onde serão recepcionados pelos agentes municipais. Também haverá a varredura no bairro, para casos de algum retardatário querer se deslocar. Teremos entre 16 e 20 equipes distribuídas em quatro comboios circulando em todo o bairro do Pinheiro, fazendo a varredura do centro para as extremidades. Mas o mais importante é que a população saia de casa e possa se deslocar até os pontos de encontro”, ressalta Melo. Os moradores do bairro do Pinheiro que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade – como os acamados, cadeirantes, os que estão em tratamento de home care, entre outros – e/ou que precisam de ajuda especializada para saírem de suas residências não precisarão participar do treinamento. O simulado deste sábado (16) visa orientar as pessoas que conseguem se deslocar até os pontos de encontro. As pessoas que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade devem entrar em contato com a Defesa Civil Municipal (0800 030 6205), que irá cadastrá-las e repassar a localização exata delas para os órgãos que farão o auxílio de evacuação nos momentos de eventual necessidade. Clique aqui e veja o mapa de evacuação criado com o Google Maps. Órgãos e atribuições Os órgãos envolvidos no simulado são Defesa Civil Estadual e Municipal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo, Polícia militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sesau, Algás, Casal, Prefeitura de Maceió, SMTT, Anatel, Eletrobras, Cruz Vermelha e empresa Vida a Vida. A concentração para o simulado acontece a partir das 14h. O exercício começa às 15h, com previsão de chegada das equipes nos pontos de encontro trinta minutos depois. Às 16h, será iniciado o trabalho de avaliação das atividades. A Prefeitura de Maceió ficará responsável pela montagem dos pontos de encontro e apoio aos moradores com equipes de assistentes sociais, psicólogos, cadastradores, médicos, dando acesso ainda às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Além da estrutura onde funciona o comando da chamada Operação Pinheiro, o Exército Brasileiro disponibilizou para o simulado quatro viaturas Marruá, uma caminhonete e aproximadamente 80 homens. A Defesa Civil Municipal deverá atuar com cerca de 30 agentes, que vão se somar aos 100 agentes da Defesa Civil Estadual. A Polícia Militar deverá atuar no simulado de desocupação com quatro guarnições do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), quatro guarnições do 4º Batalhão, quatro guarnições do Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) e duas guarnições do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), além de trios de motocicletas espalhados pelo bairro. O Samu participa composição das equipes de evacuação, atendimento de emergência e atendimento nos pontos de encontro. E vai disponibilizar quatro unidades para o simulado de desocupação e o Corpo de Bombeiros deverá utilizar 15 homens e duas viaturas em um exercício de resgate em residência, que acontece paralelamente às atividades de evacuação, mobilizando também equipes do Samu e do Grupamento Aéreo da PM. A Marinha vai ceder duas viaturas de transporte para pontos de encontro e uma viatura de reboque. A Força Aérea Brasileira enviará duas viaturas, um médico e um enfermeiro para participar do simulado, bem como já garantiu o espaço aéreo para o trabalho das aeronaves que deverão sobrevoar o bairro do Pinheiro durante o exercício. A Cruz Vermelha confirmou o envio de 100 voluntários para o simulado e disponibilizou suas instalações e uma cozinha industrial para atendimento a desabrigados em uma situação real de emergência. Entre as atribuições de cada órgão, a Defesa Civil ficará responsável por compor as equipes de evacuação, registro de imagens e articulação com os demais órgãos; o Exército Brasileiro vai atuar como posto de comando, ponto de concentração e partida das viaturas, local de pouso de aeronaves, na composição das equipes de evacuação e na figuração nos treinamentos de resgate; a Polícia Militar será responsável pela sinalização e bloqueio das vias onde o simulado vai acontecer, bem como pelo isolamento das áreas de apoio, locais de simulação de atendimento médico e acompanhamento da saída dos comboios. A Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) vai atuar no recebimento e atendimento das vítimas encaminhadas ao Hospital Geral do Estado (HGE). A SMTT também ficará responsável pelo bloqueio de vias de acesso ao bairro do Pinheiro e a Casal deverá suspender o fornecimento de água na região. Algás e Eletrobras deverão simular a suspensão do fornecimento de gás e energia elétrica. A Cruz Vermelha atuará na assistência aos moradores e a empresa Vida a Vida vai compor as equipes de evacuação e atuar no atendimento de emergência. (Com informações da Agência Alagoas)
10/02/2019

Deputado quer CPI para investigar causas de fissuras e tremores em Maceió

Bairro ameaçado

Deputado quer CPI para investigar causas de fissuras e tremores em Maceió

Diagnóstico da Braskem, suspeita de causar problema, não inspira confiança

O deputado Francisco Tenório (PMN-AL) demostrou estar disposto a instalar na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas da situação de risco de maceioenses, agravada há um ano por tremores de terra que ampliaram fissuras no solo e em imóveis do bairro do Pinheiro, na capital alagoana. Além de questões naturais e de saneamento e abastecimento de água no bairro, a mineração de sal-gema explorada na região pela Braskem é listada por especialistas como uma das possíveis causas do problema. Durante a sessão da última quinta-feira (8), o parlamentar que é delegado aposentado disse que o termômetro para a decisão de abrir ou não uma CPI será no dia próximo dia 22, quando haverá uma sessão especial na ALE, que tratará do fenômeno estudado por técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Ainda não há um diagnóstico, após quase um ano desde o primeiro tremor que ampliou o problema. E o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) chegou a atribuir o problema à mineração realizada pela Braskem há décadas, com poços de extração no bairro e em seu entorno. “Diante do que for colocado, se sentir necessidade, não tenham dúvidas de que irei propor uma CPI. Desde esse período até agora não temos um diagnóstico, mas ainda assim existem áreas consideradas de risco, tanto que aparece como área vermelha e outras de médio e baixo risco. Qual o critério para isso? Então existem indícios de que há algo sério que ainda não foi revelado”, disse Francisco Tenório ao jornalista Marcos Rodrigues da Gazeta de Alagoas. O deputado disse não acreditar ser recomendável que se utilize um diagnóstico feito por técnicos da Braskem, que nega ser responsável pelo problema e contribui com estudos para identificar as causas das fissuras e possíveis soluções para o bairro do Pinheiro. Para Francisco Tenório, a presença de uma comissão especial de parlamentares acompanhando o caso e uma futura investigação podem contribuir. E também sugere que a Petrobras tenha técnicos convocados a estudar o solo do Pinheiro, por avaliar que a experiência em localizar petróleo a altas profundidades marinhas indica que tenham tecnologia capaz de ajudar no diagnóstico. Evacuação iminente Na última semana, pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil iniciaram uma nova etapa de trabalho para investigar se há cavernas e identificar falhas no subsolo no bairro. Os métodos geofísicos utilizados são a gravimetria e audiomagnetotelúrico. E houve a orientação de que os moradores das áreas de risco deixassem seus imóveis em caso de chuvas torrenciais. “Esses dois métodos vão investigar até 1.500m de profundidade. Através desses métodos, vamos saber se há cavernas e, inclusive, identificar estruturas geológicas e falhas”, explicou Thales Sampaio que coordena os estudos pelo Serviço Geológico do Brasil. (Com informações da Gazeta de Alagoas)
17/01/2019

Marx Beltrão quer políticos e Defesa Civil Nacional contra ‘afundamento’ em Maceió

Fissuras no Pinheiro

Marx Beltrão quer políticos e Defesa Civil Nacional contra ‘afundamento’ em Maceió

Deputado se manifesta após o 'afundamento' do Pinheiro repercutir no Jornal Nacional

Quase dez meses depois de a terra tremer em Maceió (AL) e um dia após o Jornal Nacional citar relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre riscos para a população com imóveis atingidos por rachaduras no bairro do Pinheiro, o deputado federal Marx Beltrão (PSD-AL) pediu ontem (16) à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) a apresentação das ações e estratégias para garantir a segurança dos maceioenses atingidos pelo fenômeno. Hoje (17), cobrou à classe política alagoana que atue para o ‘afundamento’ do bairro não se tornar uma tragédia. Em ofício enviado ontem ao órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, o ex-ministro do Turismo colocou seu gabinete parlamentar à disposição para ajudar e pediu informações detalhadas da linha de atuação da Defesa Civil Nacional, o conjunto de ações a serem implantadas de maneira mais urgente e dados sobre as próximas medidas trabalhadas. No Instagram, na manhã de hoje, Marx Beltrão alertou que a falta de clareza das informações não anula os riscos para a população, ao argumentar a busca oficial por ação rápida e efetiva. “Toda a classe política de Alagoas precisa agir para que esse “afundamento” no Pinheiro não se transforme numa tragédia. As informações ainda são pouco claras, mas há risco à população. Por isso, busquei meios oficiais para garantir ação rápida e efetiva. Propus um plano emergencial entre os órgãos de proteção, com medidas prioritárias para garantir a segurança e apoio aos moradores. A população do Pinheiro pode contar com meu apoio total nesta luta! Esta gente está aflita, apreensiva, e merece respostas e atitudes… Com clareza, dignidade e respeito!”, escreveu o deputado federal reeleito. O ofício encaminhado ao secretário nacional da Defesa Civil Alexandre Lucas Alves foi protocolado no mesmo dia em que autoridades se reuniram com moradores para detalhar ações e os dados preliminares dos estudos iniciados. Marx Beltrão disse que gostaria de que fossem compartilhadas pela Defesa Civil Nacional as orientações e condutas a serem amplamente repassadas aos moradores. E ainda pediu que sejam informados os fatores e causas que levaram o bairro a chegar à situação atual. Também ontem, o deputado estadual, Cabo Bebeto (PSL-AL) defende celeridade na conclusão do laudo que pode diagnosticar as possíveis causas para o fenômeno. O parlamentar disse que enviou ofício ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, colocando-se à disposição para ajudar no que for necessário. Até a semana passada, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) atuava praticamente sozinho na busca por respostas para os moradores do Pinheiro. Diante dos apelos do prefeito tucano, o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) reuniu parte de seus ministros no último dia 11 e determinou um esforço federal e atenção especial para diagnosticar e solucionar o caso. As rachaduras no solo e em imóveis são relatadas há cerca de uma década por moradores do bairro do Pinheiro. Mas foram agravadas após dois tremores de terra registrados entre fevereiro e março de 2018, após chuvas torrenciais.