Operação Ross

Aécio Neves

O advogado Alberto Toron disse que a busca teria sido motivada por uma “denúncia anônima” por ocultação de provas
20/12/2018

Defesa se diz surpresa e indignada com busca na casa da mãe de Aécio

Operação Ross

Defesa se diz surpresa e indignada com busca na casa da mãe de Aécio

O advogado Alberto Toron disse que a busca teria sido motivada por uma “denúncia anônima” por ocultação de provas

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta quinta-feira (20) que recebeu com “surpresa e indignação” a notícia de busca na residência da mãe do senador, Inês Maria Neves Cunha, “seja pela completa desnecessidade e descabimento da medida, seja pela total desvinculação de sua mãe com os fatos apurados”. Em nota à imprensa, o advogado Alberto Toron disse que a busca teria sido motivada por uma “denúncia anônima” de que o imóvel teria recebido caixas com documentos no dia da Operação Ross e que esse relato é mentiroso. “É lamentável que a intimidade de uma senhora seja afrontada dessa forma, sem que haja nada que justifique”, protestou Toron. Toron ressaltou que Aécio Neves sempre esteve à disposição de todas as autoridades e que o senador é o maior interessado na elucidação dos fatos. Disse ainda que o político aguarda a finalização célere das investigações para que fiquem provadas que as acusações são falsas. Operação Ross Hoje (20), a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do senador tucano. Além das casas da mãe de Aécio, e de seu primo Frederico Pacheco, também foram feitas buscas em uma empresa de comunicação, que seria de Pacheco em sociedade com a jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio. Esta é segunda fase da Operação Ross, que investiga suposta propina do Grupo J&F a Aécio entre 2007 e 2014. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da Polícia Federal. A primeira fase da operação, deflagrada no dia 11 de dezembro, fez buscas em endereços ligados ao senador, à Andréa Neves e ao deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). (ABr)
20/12/2018

Polícia Federal faz buscas na casa da mãe do senador Aécio Neves

Autorizada pelo STF

Polícia Federal faz buscas na casa da mãe do senador Aécio Neves

Operação investiga lavagem de dinheiro e corrupção passiva

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (20) três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os agentes estão na casa da mãe do parlamentar; na casa de Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves; e em uma empresa de comunicação que seria de Pacheco e da irmã do senador, Andrea Neves. De acordo com a Polícia Federal, a operação busca elementos que indiquem lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Ainda não se sabe se a operação desta quinta tem relação com a ação da última terça (11), quando imóveis do senador e deputado eleito Aécio Neves (PSDB) e da irmã Andréa Neves, tanto no Rio de Janeiro quanto em Minas Gerais, foram alvos de mandado de busca e apreensão. Na ocasião, também foram alvos de busca o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e a deputada federal Cristiane Brasil (PTB). Ambos teriam emitido notas frias para Aécio Neves. Os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN), além do deputado federal Benito da Gama (PTB-BA), também estão envolvidos na operação. De acordo com as delações do executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, o senador tucano teria recebido quase R$ 110 milhões em propina. Ainda segundo as investigações, Aécio comprou o apoio político do Solidariedade por R$ 15 milhões; empresários paulistas teriam contribuído com doações de campanha e caixa 2, por meio da emissão de notas frias. A operação da última terça tinha ligação com a operação Patmos, deflagrada em maio de 2017, baseada em um áudio entregue à PGR por Joesley Batista no qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato. A entrega do dinheiro foi gravada pela Polícia Federal. Nesta operação foram presos a irmã de Aécio, Andréa Neves; o primo do senador tucano Frederico Pacheco de Medeiros; o procurador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ângelo Goulart Villela; o assessor do senador Zeze Perrela e uma irmã do doleiro Lucio Funaro.
11/12/2018

Ministro Marco Aurélio ordenou discrição à PF na operação contra Aécio

Operação Ross

Ministro Marco Aurélio ordenou discrição à PF na operação contra Aécio

Policiais usaram viaturas descaracterizadas e não vestiram uniformes

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou os mandados de busca e apreensão em endereços do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de outros políticos, na Operação Ross, negou no entanto a mesma medida em seus gabinetes e endereços funcionais, em Brasília, e ainda determinou que a Polícia Federal agisse de maneira discreta, utilizando-se de veículos descaracterizados e sem usar uniformes da corporação. Também são alvos  dessa operação, outra fase da Operação Patmos, os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN) e os deputados Benito Gama (BA), ex-presidente do PTB, e Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade, e Cristiane Brasil (PTB-RJ). Segundo a delação do controlador da J&F, Joesley Batista, e do lobista Ricardo Saud, essa empresa teria destinado R$110 milhões à campanha presidencial de Aécio, inclusive para a suposta compra de apoio de partidos como PTB, Solidariedade e DEM.
11/12/2018

Aécio Neves, Cristiane Brasil e Paulinho da Força são alvos de operação da PF

Operação Ross

Aécio Neves, Cristiane Brasil e Paulinho da Força são alvos de operação da PF

São R$110 milhões em doações da JBS para comprar apoio político

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta terça (11) para cumprir mandados de busca e apreensão em imóveis do senador e deputado eleito Aécio Neves (PSDB) e da irmã Andréa Neves, tanto no Rio de Janeiro quanto em Minas Gerais. Também são alvos de mandado de busca e apreensão o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e a deputada federal Cristiane Brasil (PTB). Ambos teriam emitido notas frias para Aécio Neves. Os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN), além do deputado federal Benito da Gama (PTB-BA), também estão envolvidos na operação. De acordo com as delações do executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, o senador tucano teria recebido quase R$ 110 milhões em propina. Ainda segundo as investigações, Aécio comprou o apoio político do Solidariedade por R$ 15 milhões; empresários paulistas teriam contribuído com doações de campanha e caixa 2, por meio da emissão de notas frias. Patmos A operação desta terça aprofunda as investigações da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017. À época, foram cumpridos 41 de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Nesta operação foram presos a irmã de Aécio, Andréa Neves; o primo do senador tucano Frederico Pacheco de Medeiros; o procurador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ângelo Goulart Villela; o assessor do senador Zeze Perrela e uma irmã do doleiro Lucio Funaro. A operação foi baseada em um áudio entregue à PGR por Joesley Batista no qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato. A entrega do dinheiro foi gravada pela Polícia Federal.