Divulgou áudio

Servidora da Justiça de Alagoas é presa e exonerada, por vazar dados de operação

Ação policial prendeu suspeita de impedir prisões e um dos beneficiados pelo vazamento, em Arapiraca

Servidora da Justiça de Alagoas é presa e exonerada, por vazar dados de operação

Sede do Tribunal de Justiça de Alagoas (Foto: Dicom TJAL)

A servidora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Rita de Cássia da Silva, foi presa nesta segunda-feira (6) e exonerada do cargo em comissão que ocupava na 8ª Vara Criminal de Arapiraca (AL). Ela é suspeita de repassar informações sobre uma operação policial deflagrada há duas semanas, no Agreste de Alagoas.

A divulgação da demissão ocorreu por meio de nota do TJAL, horas depois de a servidora ser alvo do cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil.

A nota assinada pela Presidência e a Corregedoria do TJAL assegura que o Judiciário continuará tomando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para apurar as possíveis infrações cometidas, observando-se o devido processo legal.

O Tribunal de Justiça ainda reforça que mantém a postura de não tolerar qualquer ato que vise prejudicar o trabalho das autoridades policiais e judiciais.

Resgate da imagem da Justiça

De acordo com o delegado Thiago Prado, coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), a 17ª Vara Criminal expediu mandados de prisão, busca e apreensão e as equipes saíram às ruas, ainda durante a madrugada, para dar cumprimento à decisão judicial.

“O principal objetivo desta operação é resgatar a imagem do Poder Judiciário. A servidora repassou informações sobre a operação e algumas pessoas deixaram de ser presas, gerando uma perda para as instituições. Por isso, instauramos o inquérito e pedimos a intervenção da Justiça”, informou o delegado, em entrevista à TV Gazeta.

Além da servidora, também foi preso Rafael Rodrigo Gomes da Silva, suspeito de ter se beneficiado com o vazamento das informações. Após ser detida, a servidora foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), para o exame de corpo de delito, de onde deverá ser conduzida para o Presídio Santa Luzia, situado em Maceió.

Leia a nota oficial do TJAL:

Tendo em vista os recentes fatos que culminaram com a decretação da prisão da servidora da 8ª Vara Criminal de Arapiraca, o Tribunal de Justiça de Alagoas vem a público esclarecer que o Judiciário, por meio da Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça, tomou e continuará tomando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para apurar as possíveis infrações cometidas, observando-se o devido processo legal. Cumpre informar que, a pedido do Juiz daquela unidade judiciária, a Presidência desta Corte já determinou a exoneração da servidora em questão do cargo em comissão que ela ocupava.

O Tribunal de Justiça reitera sua postura de não tolerar qualquer ato que vise prejudicar o trabalho das autoridades policiais e judiciais.

(Com informações da Gazetaweb)

Redação
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