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Investigação de autoridades

Sindicato de auditores fiscais dribla o TCU, mas cai nas garras do STF

Saiu pela culatra a liminar que impediu a Receita de informar quem investigou autoridades

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Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. Foto: TCU
Ministro Bruno Dantas recebeu pedido de auditores por medida cautelar para suspender licitação de compra do sistema israelense Pegasus. Foto: TCU

Saiu pela culatra a liminar obtida pelo Sindifisco no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a Refeita Federal de informar ao Tribunal de Contas da União (TCU) auditores que investigaram ilegalmente dados fiscais de autoridades. É que, ao driblar o TCU, o sindicato de auditores caiu nas garras do STF: o ministro Alexandre de Moraes, que deu a liminar, conduz inquérito sobre crimes e ameaças a ministros do STF. Gilmar Mendes teve a vida fiscal devassada por auditores fiscais. Um deles foi preso no Rio acusado de achacar alvos da Lava Jato.

O Sindifisco jogou o peso institucional da Receita para proteger cerca de 20 auditores fiscais, e incluiu mais de mil deles no inquérito do STF.

No TCU, a maior medida seria punir os chefes por desvio de finalidade, com ordem para corrigir distorções. No STF, a consequência é criminal.

O ministro Bruno Datas, do TCU, notificou a Receita Federal a informar os auditores. Ele próprio alega ter sido vítima de investigação ilegal.

Apesar de solicitado a fazê-lo quase três horas antes do fechamento da edição, o Sindifisco não se pronunciou sobre o assunto.

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