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Presidente da FIEA

Sesi de Alagoas diz que preso na Operação Fantoche conduz gestão honrada e ética

José Carlos Lyra de Andrade teve caráter integro elogiado pela Diretoria da FIEA

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Jose Carlos Lyra presidente da FIEA. Foto: Assessoria do Sesi Alagoas

Em comunicado publicado nesta quinta-feira (21) aos industriais e à sociedade alagoana, a diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) reafirmou que seu presidente, José Carlos Lyra de Andrade, preso pela Polícia Federal na Operação Fantoche na última terça-feira (19), prestou todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades policiais e pelo Poder Judiciário. A nota distribuída à imprensa diz que o alvo da prisão temporária que durou algumas horas conduz uma gestão honrada no Sesi de Alagoas, com caráter íntegro e direcionamento ético e moral.

Alvo de suspeitas sobre a movimentação de R$ 400 milhões de recursos federais pagos pelo Ministério do Turismo ao Sistema S, o Sesi de Alagoas afirmou que atendeu a todas as determinações da Justiça, liberando documentos e informações solicitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal, além de deixar seus técnicos à disposição para esclarecimentos adicionais.

“Sustentada na gestão honrada de nosso presidente, reafirmamos o caráter íntegro e o direcionamento ético e moral com que José Carlos Lyra de Andrade conduz a administração das entidades do Sistema FIEA. Outrossim, afirmamos que continuaremos trabalhando pelo desenvolvimento socioeconômico de Alagoas e por sua industrialização, com a transparência e dignidade que marcam a trajetória de seu presidente”, diz a nota assinada pela Diretoria da FIEA.

Além de José Carlos Lyra, a PF cumpriu mandados de prisão temporária contra o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade, bem como os presidentes das federações das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), Francisco de Assis Benevides Gadelha, o Buega Gadelha; e de Pernambuco (FIEPE), Ricardo Essinger; além de empresários pernambucanos investigados. Todos já libertados.

A PF e o TCU apontam superfaturamento e/ou inexecução parcial dos projetos, com recursos decorrentes deles desviados em favor do núcleo empresarial, voltado à prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

O evento foco das investigações, que batizou a operação, é o festival Sesi Bonecos do Mundo, com várias edições realizadas pelo Brasil pela empresa Aliança Comunicação e Cultura, de Recife (PE). Por isso, também foram presos os donos da empresa envolvida em contratos firmados desde 2002 com o Sistema S.

A Aliança publicou nota exaltando que seus projetos alcançaram público 10 milhões de brasileiros com cultura da melhor qualidade e disse haver auditorias internas e externas atestando a qualidade e a entrega dos itens contratados.