Mais Lidas

Quem é o mandante?

Série de atos fazem homenagem a Marielle e Anderson, mortos há um ano

Familiares pedem esclarecimento sobre mandante do crime

acessibilidade:

Nesta quinta-feira, 14, completa um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Pedro Gomes. Eles foram executados a tiros na noite de 14 de março de 2018 quando retornavam de ato político, no centro do Rio. O carro em que estavam foi atingido por 13 tiros.

Em homenagem aos dos, desde ontem, 13, à noite e ainda nesta quinta serão feitos atos no Rio de Janeiro e várias cidades do país e também no exterior.

O conjunto de protestos denominado “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorrerá em mais de 20 pontos do Rio e deve contar com atos em outros estados e em cidades da América do Sul, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

No Rio, a maior parte das manifestações está programada para hoje de manhã, reunindo panfletagens e encontros de manifestantes em bairros da zona sul, oeste e norte da cidade, além do centro.

A Cinelândia, região em que fica a Câmara Municipal, onde Marielle atuava, é palco de atividades desde as 8h desta quinta-feira e haverá ainda um ato político e cultural às 16h. Marielle e Anderson também serão lembrados em uma missa na Candelária, às 10h.

Há atos previstos em Barra Mansa, Macaé, Cabo Frio, Teresópolis, Petrópolis, Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Mandante

Na terça-feira, 12, uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos do assassinato: Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar, e Elcio Vieira, ex-policial que foi expulso da corporação.

A irmã da vereadora, Anielle Franco, considerou que as prisões desta semana são um grande passo, e o pai dela, Antônio Francisco da Silva, disse que sua angústia diminui um pouco.

A viúva de Anderson Gomes, Ághata Reis, ponderou que as prisões são só um começo. “O que aconteceu foi muito maior do que a gente poderia imaginar. É realmente um divisor de águas. A prisão desses dois é só um começo, um pontapé. Tem muita coisa ainda para ser descoberta, para que a gente ponha um ponto final no nosso sofrimento. Queremos descobrir o mais rápido se houve um mandante”

A viúva de Marielle, Mônica Benício, afirmou que a solução completa do caso é um dever do Estado com a sociedade, a democracia e os familiares das vítimas. “A gente tem que pensar que mais importante que prender mercenários é responder à questão mais urgente e necessária de todas, que é quem mandou matar a Marielle e qual foi a motivação para o crime. Espero não ter que aguardar mais um ano para ter essa resposta”, disse Mônica.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com quem Marielle trabalhou, destacou que ainda é preciso revelar a motivação do crime.

“Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual o objetivo político e qual a motivação”, disse Freixo. (Com informações da Agência Brasil)

Reportar Erro