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Agressão contra subsecretário

PSB pede ao Conselho de Ética da Câmara a cassação do mandato de Laerte Bessa

Deputado federal é acusado de agredir verbal e fisicamente um subsecretário da Casa Civil do DF

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) — sigla do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg — pediu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a cassação do mandato do deputado federal Laerte Bessa (PR-DF) por quebra de decoro.

De acordo com o documento, Bessa agrediu o subsecretário de Articulação Federal da Casa Civil do DF, Edvaldo Dias da Silva, na Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a medida provisória que trata da criação do Ministério da Segurança. A MP trata ainda da divisão de verbas do Fundo Constitucional do DF entre segurança, saúde e educação.

O documento enviado ao Conselho de Ética da Câmara inclui a transcrição do boletim de ocorrência com as ameças supostamente proferidas pelo parlamentar. “Não mete o bico nas minhas coisas! Você está sempre se metendo nas minhas coisas […] vagabundo, cachorro, pilantra, mentiroso, filho de uma égua.”

À época, o GDF divulgou uma nota, repudiando a ação de Laerte Bessa. “De forma intempestiva, o deputado federal agrediu com um soco o subscretário do GDF. O Governo de Brasília não aceita esse tipo de atuação covarde, que não é digna de alguém que recebeu um mandato parlamentar da população, e que agindo dessa maneira envergonha a representação política”.

Os impasses entre o PSB e Bessa não é novidade. Em 2016, o partido protocolou uma outra representação contra o parlamentar, dessa vez envolvendo ofensas proferidas ao governador Rodrigo Rollemberg. Na ocasião, o deputado se referiu ao governador do DF como “vagabundo”, “bandido”, “maconheiro”, “cagão” e “frouxo”, além de chamá-lo de “preguiçoso” e “insolente”.

A representação foi arquivada pelo Conselho de Ética arquivou por 11 votos a 0, e duas abstenções. O então relator da representação, o deputado e atual ministro Carlos Marun (PMDB-MS), justificou o arquivamento afirmando que deputados e senadores são “invioláveis” quanto a falas, opiniões e votos. Já na Justiça do Distrito Federal, Bessa foi condenado em primeira e segunda instância a indenizar Rollemberg em R$ 30 mil.

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