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Jorge Barbosa Pontes

Onyx nomeia delegado que apontou ‘criminalidade institucionalizada’ no governo do PT

Jorge Barbosa Pontes será diretor de Ensino e Estatística da Secretaria Nacional de Segurança Pública, braço do Ministério da Justiça

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A Diretoria de Ensino e Estatística da Secretaria Nacional de Segurança Pública, recém criada, terá a missão de 'pensar e repensar' a formação e o treinamento das polícias

O ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni nomeou o delegado federal aposentado Jorge Barbosa Pontes para o cargo de diretor de Ensino e Estatística da Secretaria Nacional de Segurança Pública, braço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Diretoria de Ensino e Estatística da Secretaria Nacional de Segurança Pública, recém-criada, terá a missão de ‘pensar e repensar’ a formação e o treinamento das polícias.

Em 2016, Pontes apontou o que classificou de ‘criminalidade institucionalizada no governo do PT’.

Em novembro de 2017, Pontes alertou para delegados ‘abduzidos’ pelo poder político. Ele afirmou que o País quer ‘ouvir o barulho de uma porta de ferro da cadeia trancando senadores, governadores e deputados’. E disse que ‘a Lava Jato nunca correu tanto risco’. Afirmou, ainda que “assessorar alguns políticos é mais comprometedor do que se associar à boca de fumo.”

Pontes coordenou a Interpol no Brasil, foi adido da Polícia Federal em Paris e é formado pela Academia Nacional do FBI em Virgínia.

Nos 30 anos de carreira na PF, o delegado descobriu a farsa do célebre ‘Dossiê Cayman’, um punhado de papéis montados por estelionatários que pretendiam vender a opositores informações forjadas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995/2002).

O carioca é autor da proposta que originou a criação da unidade especializada da Polícia Federal que combate à delinquência ambiental no país.

Ele também é autor da tese que aponta a existência de um novo fenômeno da criminologia, o crime institucionalizado, ‘um flagelo a ser enfrentado, mais problemático e localizado ainda acima do crime organizado convencional’.

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