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Sufrágio Ostentação

Justiça mantém assessor do ministro do Turismo preso na Polícia Federal

Polícia investiga o uso de candidatas laranjas para desviar dinheiro do fundo eleitoral do PSL em Minas

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Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio e assessor preso em operação da PF. Foto: Reprodução

O juiz da 26ª Zona Eleitoral em Belo Horizonte, Renan Carreira Machado, negou a revogação da prisão temporária dos alvos de mandato da Operação Sufrágio Ostentação, deflagrada na última quinta (27). A operação investiga supostas candidaturas de laranja pelo PSL em Minas Gerais.

Entre os presos está Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). Também foram alvos da operação um coordenador da campanha do ministro à Câmara dos Deputados em 2018 e um ex-assessor do ministro na Câmara.

De acordo com as investigações, o partido — o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro — teria repassado recursos de financiamento de campanha de forma irregular a candidatas. As quatro candidatas investigadas teriam sido usadas para desviar dinheiro do fundo eleitoral.

As supostas irregularidades são investigadas pela Justiça de Minas Gerais desde fevereiro deste ano. Chamou atenção o fato de que as candidatas receberam dinheiro da sigla, mas não tiveram votação expressiva.

A empresa do assessor especial do ministro aparece na prestação de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal que estariam sob a mira dos investigadores. A suspeita é de que elas não fizeram campanha e devolveram os recursos ao partido.

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