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Esquemas na Petros e Funcef

Justiça acolhe ação da Greenfield que cobra R$ 5 bi de réus por esquema com Joesley

Denúncia aponta que foram R$ 30 milhões em propinas para manobras na Petros e Funcef

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O Ministério Público Federal (MPF) divulgou hoje (12) que a Justiça Federal acolheu integralmente a denúncia feita pela Força-Tarefa Greenfield contra 14 acusados de fraudes bilionárias contra participantes dos fundos de pensão Funcef e Petros, envolvendo empresas de Joesley Batista.

Além das penas de prisão, o Ministério Público Federal (MPF) pede quase R$ 5,3 bilhões em multas e danos, resultantes de crimes de gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro no Fundo de Investimentos e Participações Florestal, com base em informações de delações de Joesley Batista e de outros colaboradores.

Ao receber a denúncia no último dia 04, o juiz da 10ª Vara de Justiça federal, Vallisney Oliveira, destacou que a peça acusatória “descreve de modo claro e objetivo os fatos imputados aos denunciados”. Também afirmou não vislumbrar “qualquer elemento probatório cabal capaz de infirmar a acusação, sem prejuízo da análise particularizada com a eventual contraprova, nos termos do art. 397 do Código Processual Penal”.

A denúncia apontou que, somente em propinas para financiar as manobras, foram pagos quase R$ 30 milhões, no esquema articulado entre 2009 e 2015, em meio a aportes de capital dos fundos de pensão no FIP Florestal – cujos principais participantes eram Joesley e Mario Celso Lopes, além das entidades previdenciárias.

Posteriormente, a ação penal narra que houve negociação para que a Florestal S/A fosse incorporada pela Eldorado S/A, também pertencente aos dois empresários citados. E as manobras foram autorizadas pelos gestores dos fundos, em flagrante benefício a Joesley e Mário Celso.

Os crimes proporcionaram a Joesley e a Mário Celso “o controle de uma nova grande empresa sem precisar ter realizado o investimento condizente com o valor de tal empresa. A partir de então, tiveram os investigados o porte necessário para obter, junto ao FGTS e Caixa (entre outros bancos), financiamentos e empréstimos que permitiram alavancar ainda mais o valor da Eldorado, gerando a empresa que hoje é uma das líderes do mercado de celulose no Brasil”.

Veja a relação dos réus:

– Humberto Pires Grault Vianna de Lima

– Demosthenes Marques

– Guilherme Narciso de Lacerda

– Luiz Philippe Peres Torelly

– Carlos Augusto Borges

– Carlos Alberto Caser

– Mario Celso Lopes

– Marcelo Andreetto Perillo

– Carlos Fernando Costa

– Newton Carneiro da Cunha

– Wagner Pinheiro de Oliveira

– Luis Carlos Fernandes Afonso

– Jose Galante de Oliveira Junior

– Joao Bosco Campos de Oliveira

Leia a íntegra da decisão. (Com informações da Ascom da Procuradoria da República no Distrito Federal)