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‘Liberdade de fala’

Janaina Paschoal afirma que não vai concorrer à prefeitura de São Paulo

‘Quero ter liberdade de fala’, alega deputada estadual pelo PSL

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A deputada estadual Janaiana Paschoal (PSL-SP). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) disse nesta segunda-feira, 5, que não vai concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2020, para não perder “liberdade de fala”.

A autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que o que ela deseja, neste momento, é continuar tendo uma liberdade lhe permita criticar tanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como outras instituições, como no caso do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu acho que nesse momento histórico, eu ter um local de fala, ter essa liberdade de fala é essencial, e a prefeitura me tolheria nesse aspecto, deixa pra quem quer”, declarou a deputada, em entrevista à Jovem Pan, logo depois de explicar que, para ela, o importante é que as autoridades entendam que “ninguém está acima da lei”.

À Jovem Pan, a deputada também comentou sobre as recentes falas polêmicas do presidente, e se posicionou de maneira crítica em relação à exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, na última sexta-feira, 2. Para ela, Bolsonaro até pode divergir dos números de um instituto ou órgão, mas precisa de embasamento técnico para isso, além de menos agressividade.

“Nada impede que o presidente, tecnicamente, discorde de um órgão. Ele poderia divergir dos números, mas qual a melhor maneira para isso? Solicitar um estudo, uma avaliação de algum outro especialista, se socorrer de alguma substância. Eu li, por exemplo, um texto de um professor da USP dando razão ao presidente. Se ele recorresse a uma discussão técnica, menos apaixonada e com menos agressividade, causaria menos problemas.

Segundo ela, outro problema é ele estar cercado de outras autoridades poucos críticas em relação a ele. “Ele está cercado de assessores que o aplaudem em tudo, então corre risco de ser afundado. O problema não é divergir, é a maneira de divergir”, avaliou.

Eduardo Bolsonaro

Sobre o fato do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ser indicado para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, a deputada voltou a dizer que acredita que o ato é ilegal e sem relevância para o governo. “Quando ele indica dizendo que está fazendo a indicação justamente porque Eduardo é filho, fica muito explícito que o fato de ser filho é que é o diferencial”, ressalta.

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