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Poder nos bastidores

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro indicou 7 funcionários na Alerj

Segundo jornal, Queiroz mostrava poder na escolha de cargos para o gabinete do ex-deputado estadual

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O então deputado e hoje senador Flávio Bolsonaro na companhia de Queiroz, seu ex-assessor.

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz foi o responsável pela nomeação de pelo menos sete funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o na Assembleia Legislativa do Rio. Eleito senador, o filho do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual do Rio de Janeiro.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 28, a influência de Queiroz beneficiou a própria família e ajudou a estabelecer ligações com o entorno do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega — seu amigo dos tempos de 18º BPM.

Adriano é apontado pelo MP como líder do grupo paramilitar que controla a comunidade de Rio das Pedras e principal articulador do Escritório do Crime, que reúne matadores de aluguel. Ele foi um dos alvos da Operação Os Intocáveis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e pela Polícia Civil, e encontra-se foragido. Há suspeitas de que ele tenha envolvimento com a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

Segundo o jornal, a primeira nomeação na conta do ex-assessor, que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro, foi a de Márcio da Silva Gerbatim, em maio de 2007 — menos de dois meses depois da chegada de Queiroz à equipe de Flávio. Márcio é ex-marido da atual mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, também indicada por ele para o gabinete.

Em setembro de 2007, Queiroz emplacou mais dois nomes na Alerj. No dia 6, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, mulher do miliciano Adriano, passou a trabalhar no gabinete de Flávio. Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, também ocupou cargos ligados a Flávio entre março de 2015 e novembro do ano passado. Antes de ir para o gabinete do senador eleito, Raimunda esteve lotada na liderança do PP — partido do senador eleito naquele momento.

Em 20 de setembro de 2007, foi a vez de Nathália Melo de Queiroz, filha do ex-assessor, que ocupou inicialmente um posto na liderança do PP. Ela passou por vários cargos até deixar a Alerj em dezembro de 2016 — abandonando uma função no gabinete de Flávio para assumir um lugar na equipe de Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados. Em seu lugar, Queiroz indicou sua outra filha, Evelyn Melo de Queiroz, para o mesmo cargo.

Ainda segundo a reportagem de O Globo, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro ainda conseguiu espaço para a enteada, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, nomeada em agosto de 2017. Ela permanece no cargo até hoje.

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