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Democracia Sem Fronteiras critica ativismo seletivo de Bachelet

Movimento reitera problemas no Brasil, mas deplora silêncio de alta comissária da ONU para violações de direitos humanos na China e Cuba

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O movimento Democracia Sem Fronteiras criticou duramente a seletividade das declarações da alta comissária dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, sobre o Brasil, na reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, esta semana.

O grupo disse entender a situação que passa o Brasil e repudia “toda e qualquer violência, perseguição política, religiosa, de imprensa e violações de direitos humanos” não apenas no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo, algo que parece ser relevado pela socialista chilena.

“Vale chamar atenção para a postura da alta comissária, no início do mês, após a sua visita à China. O discurso ameno de Bachelet sobre os casos que foram levantados de prisão e perseguição aos uigures e outras minorias muçulmanas na China, na verdade, maquiaram os problemas que ocorrem, no território chinês, no que diz respeito aos direitos humanos. Dessa forma, diversas instituições estão criticando o posicionamento da representante”, diz a nota.

O Democracia Sem Fronteiras lembrou também a “repressão de dezenas de manifestantes em Cuba” em julho do ano passado. “Durante os acontecimentos, a alta comissária não teve a mesma velocidade para condenar a violência do Estado Cubano”, destaca o documento.

Por fim, o grupo disse repudiar “veementemente, o viés político do uso de instituições, como a ONU, para atacar países com governos ideologicamente diferentes dos de quem ocupa cargos em grandes organizações mundiais” e que jamais vai, dependendo do alinhamento político-ideológico, aceitar violações de Direitos Humanos ou práticas violentas.

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