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Curitiba pela reforma

Curitibanos se manifestam em defesa da reforma da Previdência

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Em Curitiba (PR), ao menos três atos pró-governo iniciaram por volta das 14h deste domingo (26).
O mais importante ocorreu em frente ao prédio histórico da UFPR (Universidade Federal do Paraná), na Praça Santos Andrade. Por volta das 16h, o grupo seguiu em passeata pelas ruas do centro da cidade.
Do caminhão de som, os manifestantes gritam a favor do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e das reformas prometidas pelo político, principalmente a da previdência.
Entre os manifestantes, a maioria com roupas verde e amarela e bandeiras do Brasil, são vistos cartazes de apoio às reformas e à Lava Jato. Alguns clamam ainda pelo “lava togas”, investigação sobre corrupção no poder Judiciário.
A empresária Deyse Oppitz foi à rua com um vestido imitando a bandeira brasileira. “Temos que pressionar os congressistas pelas reformas, porque não adianta votar num presidente que faz diferente, sendo que a pratica dos outros continua a mesma”, afirmou, acompanhada do marido, o também empresário Leandro Oppitz.
O professor Humberto Costa afirmou estar participando do protestos em apoio a reforma de previdência, ao pacote anti-crime, do “lava togas”, da reforma administrativa e contra a corrupção.
“Estamos na rua porque faz total diferença. Ainda existem conchavos, querem fazer acertos”, diz sobre a dificuldade do presidente em fazer andar os projetos no Congresso Nacional.
Entre a maioria dos manifestantes que foram às ruas da capital paranaense, alguns se destacaram ao pedir intervenção sobre os poderes e até a volta da monarquia no Brasil.
Cesar, que não quis identificar sobrenome e profissão, carregava uma faixa com os dizeres “deixem ele governar ou artigo 142”, em referência ao artigo da constituição que trata de possibilidade de intervenção do Executivo nos outros poderes.
No cartaz ainda havia o desenho de Bolsonaro chutando os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli.
“Quem manda no Brasil é o Bolsonaro, não queremos essa bomba (intervenção), mas tem que deixar ele governar”, declarou.
Outro grupo carregava a bandeira que remete ao período monárquico brasileiro. “Estamos aqui porque somos patriotas, não podemos abandonar o país. Queremos a monarquia não pela glória de alguns, mas pelo bem geral do povo”, justificou Luiz Otávio, um dos monarquistas.