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Carlos Wizard se cala na CPI da Pandemia após negar gabinete paralelo

Empresário é apontado como integrante de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia

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O empresário Carlos Wizard depõe à CPI da Pandemia. Foto: Reprodução/TV Senado

O empresário Carlos Wizard Martins, apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, decidiu permanecer em silêncio em seu depoimento à CPI da Pandemia. Ao se apresentar, o bilionário afirmou que iria exercer seu direito de permanecer calado e que não responderia perguntas dos senadores do colegiado.

Wizard está amparado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que assegura a ele o direito de ficar em silêncio e respondeu a todas as perguntas feitas pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), uma única frase: “Me reservo ao direito de permanecer em silêncio”.

Incomodado com a repetição, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), reagiu: “É melhor ele pegar um gravador, e botar aqui e não precisa nem abrir a boca”.

Já inserido na lista dos primeiros 14 investigados da CPI, o empresário está acompanhado do advogado Alberto Zacharias Toron, um dos maiores criminalistas do Brasil. Crítico ferrenho da Lava Jato, Toron representa alvos importantes da operação, como Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil. O advogado conseguiu a anulação da sentença do então juiz federal Sergio Moro contra Bendine ao defender que delatados se manifestem após delatores no processo.

Gabinete Paralelo

Em sua ala inicial, Wizard disse que “jamais” foi “convidado, abordado, para participar de qualquer gabinete paralelo”. “Se porventura esse gabinete paralelo existiu, jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito”, acrescentou. Wizard também afirmou que não tem “influência sobre o pensamento do presidente”.

“A minha disposição em servir ao país combatendo a pandemia e querendo salvar vida faz com que eu seja acusado de pertencer a um suposto gabinete paralelo. Eu afirmo aos senhores com toda veemência que desconheço qualquer governo paralelo. Se por ventura, gabinete paralelo existiu, eu jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito”, afirmou.

“Jamais participei de uma única sessão em privado, reunião em privado, com o presidente da República. Participei de eventos em que estava presente ele e centenas de outros convidados”, completou.

Wizard voltou ao Brasil na segunda-feira, 28, e entregou seu passaporte para a Polícia Federal (PF).

Ao chegar ao Senado, o empresário carregava uma placa com a inscrição “Isaías 41:10”, em referência ao versículo bíblico. O trecho do texto religioso mencionado diz: “Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”.

 

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