Grande vitória

Brasil continua no Conselho de Direitos Humanos da ONU com o apoio de 153 países

Foi inútil a campanha de ONGs: o Brasil permanece integrando o colegiado

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Brasil teve 181 votos e continua no mesmo patamar de há 12 anos, quando foi eleito para o Conselho de Segurança com 182 votos. Foto: Carolina Antunes/PR

O Brasil enfrentou nesta quinta-feira (17) uma prova de fogo na assembleia geral da Nações Unidas, em Nova York, na disputa por uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Era grande a tensão nos meios diplomáticos brasileiros, mas o Brasil venceu a disputa com 153 votos, maioria esmagadora dos países votantes. A Venezuela ficou com a segunda vaga. A eleição ocorreu na ONU durante a manhã.

O Brasil já fazia parte do conselho, que tem 47 integrantes, mas seu assento estava entre os dois cujos mandatos se encerraram. O Brasil era candidato à recondução e a Venezuela pleiteava a segunda vaga, mas a situação de risco se estabeleceu após a Costa Rica apresentar sua candidatura.

O Brasil enfrentou dura campanha de ONGs de direitos humanos e de ambientalistas, que perderam muito dinheiro e poder após a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República.

As ONGs poupam a ditadura venezuelana de quaisquer críticas, apesar da supressão de direitos, prisões arbitrárias, perseguições políticas etc.

Nesta quinta, data da eleição, numa clara tentativa de influenciar votos contra o Brasil, a ONG Human Rights Watch acusou Bolsonaro, em nota, de “atacar frontalmente os direitos humanos”.

A ONG chegou a proclamar mentiras, como a de que o Brasil “dá sinal verde” para policiais matarem e para desmatadores. Mas a campanha da ONG foi inútil e o Brasil acabou eleito.

Além do Brasil, serão membros do conselho: Armênia, Japão, Indonésia, Líbia, Alemanha, Ilhas Marshall, Mauritânia, Namíbia, Países Baixos, Polônia, República da Coréia e  Sudão. A segunda vaga em disputa no Conselho nesta quinta-feira ficou com a Venezuela.

 

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