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Provocação sem resposta

Bombardeiros russos na Venezuela foram acinte ao Brasil, que não reagiu

Bombardeiros TU-160 na Venezuela silenciaram militares e o Itamaraty

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Os bombardeiros russos TU-160 foram enviados à Venezuela para provocar os EUA, mas atingiram o Brasil.

O movimento tático do residente russo Vladimir Putin, enviando bombardeiros TU-160 à Venezuela para explicitar apoio militar concreto ao regime de Caracas, é um acinte aos Estados Unidos das Américas, mas é um acinte ainda maior ao Brasil, seu parceiro econômico e comercial no Brics e país fronteiriço da terra arrasada, mas bem armada, do ditador Nicolas Maduro. A análise é do diplomata Miguel Gustavo de Paiva Torres, articulista do Diário do Poder, para quem o Brasil foi tratado nesse episódio como “o vira-latas da esquina”.

Apesar da gravidade do gesto do governo russo, não houve movimento tático de resposta das Forças Armadas brasileiras, tampouco o governo Michel Temer fez qualquer movimento político e diplomático do Brasil. “Se houve, foi secreto e desconhecido”, escreve o analista de política externa em seu novo artigo. Até porque o governo atual está fechando gavetas e o novo chanceler “está mais preocupado com a guerra dos cruzados e as muralhas de Jerusalém”. O problema é se o blefe de Putin passar a ser uma ameaça real. Leia a análise de Miguel Gustavo de Paiva Torres.