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'Vai deixar de existir'

Bolsonaro vai acabar picaretagem de repassar valor de multas ambientais para ONGs

ONGs recebem 40% do valor das multas de órgãos ambientais que controlam

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Presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva na sede do governo de transição.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (1º) que o futuro ministro terá de ser afinado com o Ministério da Agricultura e estar disposto a enfrentar o que voltou a chamar de “indústria da multa” . “Quero preservar, mas não dessa forma que vêm fazendo nos últimos anos. Dessas multas no campo, 40% vai para ONG. Isso vai deixar de existir”.

Quando são brasileiras, as ONGs ambientais em geral foram criadas ou são dirigidas por pessoas que ocuparam cargos em órgãos ambiental do governo, tipo Ibama, e têm grande influência sobre eles, inclusive na indicação de novos dirigentes. Na prática, as ONGs controlam os órgãos ambientais e viraram “sócias” do valor da multa que muitas vezes inspiram, levando 40% do total.

Bolsonaro criticou parte da comunidade de ambientalistas, acusando-a de achar que é dona do meio ambiente. Ele também afirmou que a decisão sobre quem será o futuro ministro do Meio Ambiente ainda não foi tomada e há “meia dúzia” de nomes sendo avaliados.

As declarações foram concedidas em Resende (RJ) em um food truck de cachorro quente que Bolsonaro costuma visitar sempre que está na cidade.

Ele viajou ao município fluminense para acompanhar a formatura de aspirantes a oficial na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), cerimônia que acontece neste sábado, 1º. Bolsonaro se formou nesta instituição em 1977, há 41 anos.

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