Conversa com o presidente

Bolsonaro diz que pegou a máquina inchada, com ‘centenas de fantasmas’

Ministro da CGU foi ao Chile conhecer o sistema de combate ao lobby

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O porta-voz Rêgo Barros, ministro Augusto Geleno (GSI), deputado Hélio Negrão (PSL-RJ) e o ministro Wagner Rosário (CGU) durante a "live" do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou durante live no Facebook, nesta quinta-feira (21), que seu governo pegou “centenas de fantasmas, gente que não sabia onde tava” ocupando cargos do serviço público. “É tanta gente que não dá para mover um processo contra eles.”
Bolsonaro levou em sua comitiva a Santiago o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário, para conhecer o sistema chileno que obriga as autoridades a registrar todos os encontros e reuniões que mantêm, indicando nomes e os interesses representados pelos interlocutores, com o objetivo de combater o lobby e o tráfico de influência. Como revelou o jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder, Bolsonaro vai adotar sistema semelhante no Brasil. Rosário permanecerá no Chile, após o término da visita do presidente.
Bolsonaro também lembrou sobre a medida que extinguiu 21 mil cargos comissionados. Do total de vagas cortadas, 65% estavam nas universidades públicas.
“É um negócio absurdo como esses cargos eram preenchidos em Brasília, quer seja por parte do governo Federal, algumas estatais. É complicado o negócio”.
Em um segundo momento, ao falar sobre a dívida interna do país. o presidente voltou a mencionar os servidores públicos. “Temos um problema de inchaço dos servidores, e eu não posso falar apenas do governo federal, tem muitos estados que têm problema, muitos municípios que tem problema. E aí está a reforma da Previdência”, afirmou.
O ministro Rosário comentou o decreto que que torna mais rígidas as regras de contratação para cargos de confiança. Em suas transmissões semanais, o presidente tem levado ministros para falar sobre suas ações. O ministro disse ser importante deixar claro “que o presidente modificou o decreto em seguida, que gerou essa obrigatoriedade do cumprimento desse requisito inclusive para nomeados a partir da entrada do presidente, dia 1º de janeiro”.
O presidente voltou atrás da proposta inicial após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticar a data que começaria a valer as novas regras -15 de maio, na proposta original.
“Valer só daqui para a frente parece que os de trás não precisam ter qualificação”, disse Maia no último dia 19. A revisão do decreto foi assinada por Bolsonaro já no dia seguinte.
Atualmente, o governo tem cerca de 24 mil cargos desse tipo. Mais de 20 mil já foram preenchidos -restam outras 3,7 mil
Pelos critérios gerais, o indicado à vaga precisará ter reputação ilibada e perfil profissional ou acadêmico compatível com o cargo, além de comprovar que não é inelegível, de acordo com critérios da Lei da Ficha Limpa.
A pessoa ainda terá de atender a pelo menos mais uma exigência. Entre elas, possuir experiência profissional de dois anos em área relacionada à do cargo, ter ocupado posto semelhante por no mínimo um ano ou possuir título de especialista, mestre ou doutor.

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