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Sinuca de bico

Armadilha virtual entregaria eventuais acessos de Toffoli aos dados de 600 mil

Ex-Coaf mandou uma senha de acesso ao STF que, se usada, deixaria rastros

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Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Carlos Moura.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, recuou da decisão de obter dados sigilosos de quase 600 mil pessoas após ser posto em “saia justa” pelo Banco Central. A Unidade de Inteligência Financeira (UIF), ex-Coaf, enviou a Toffoli ofício onde explica que o acesso a Relatórios de Inteligência Financeira é feito via usuário e senha. O problema é que o BC gravaria quais informações seriam acessadas, segundo especialistas em tecnologia da informação. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Com isso, Toffoli confirmou que os órgãos de fiscalização mantiveram controle dos acessos. Ele exigiu esse detalhamento da UIF.

Dias Toffoli levantou o sigilo das decisões liminares de sexta (15) e segunda-feira (18) “diante de vazamentos alhures”, segundo explicou.

O presidente do Supremo “não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios”, atesta o STF. E depois devolveu as informações.

Toffoli determinou a devolução de mídias e informações à Receita e BC “com as cautelas devidas” para que o sigilo fosse preservado.

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