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Privatização

Apenas Petrobras, Caixa e BB deverão permanecer como estatais

União tem hoje 138 estatais sob sua gestão; meta é privatizar ou extinguir todas as estatais federais e levantar entre US$ 700 e US$ 800 bilhões

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Brasileiros pagam truques que multiplicam salários dos 52 mil funcionários até R$107 mil mensais, sem contar os penduricalhos. Foto: Tânia Rêgo/ABr

O secretário de Desestatização e Desinvestimentos do Governo Federal, Salim Mattar, afirmou nesta terça-feira, 29, que apenas a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal deverão ser preservadas como empresas estatais, e com tamanho reduzido.

“Somente estas três deverão permanecer, e bem magrinhas”, declarou Mattar durante evento do banco Credit Suisse em São Paulo, acrescentando que esta é a vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes. “O objetivo é vender todas as estatais, e não competir com o mercado”, completou.

A União tem hoje 138 estatais sob sua gestão. A meta do atual governo é privatizar ou extinguir todas elas, com exceção das citadas, e levantar entre US$ 700 e US$ 800 bilhões para os cofres públicos.

O secretário afirmou que as 36 subsidiárias da Petrobras, assim como as que estão abaixo da Caixa e BB, são mais fáceis de privatizar. Ele acrescentou que empresas como os Correios, com problemas de gestão, são vistas como “desafios” maiores na meta do governo.

O secretário ainda falou sobre a necessidade de privatizar os Correios. “Os Correios são uma empresa complexa que se transformou neste gigante difícil de ser privatizado”, afirmou.

“Se vendêssemos [as estatais], poderíamos reduzir nossa dívida a R$ 3 trilhões e poderíamos investir mais em obras de infraestrutura e benefícios para população em saúde, educação e segurança”, afirmou.

Mattar ainda disse que gostaria de ver mais empresários no governo. “Seria bom se tivessem outros empresários. Faz diferença, porque nós entendemos o que é o mercado”, disse.

O secretário ainda criticou a existência de empresas de participações do governo e afirmou que, em conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ele afirmou que era desnecessário a existência dessas companhias sob o comando do governo.

Brumadinho

O secretário também comentou a tragédia do rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho (MG), da mineradora Vale. Para Mattar, pessoas responsáveis devem ser punidas, e não a empresa.

“A sociedade está investigando a empresa, enquanto deveriam ser investigadas as pessoas que tomaram as atitudes”, disse.

Segundo Mattar, o erro foi cometido por seres humanos e estes devem pagar pelo desastre. “A companhia não fez mal a ninguém, o CNPJ não fez mal a ninguém”, disse.

O secretário declarou ainda ser a favor do capital, que segundo ele é o grande gerador de empregos. “Temos que preservar nossas empresas”.

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