Poder sem Pudor


06/02/2019

Babá rock and roll

Babá rock and roll

Na primeira sessão da legislatura do Congresso, o cabeludo deputado Babá (Psol-PA) foi à mesa pedir para falar. Esbarrou em ACM na presidência: “Qual é o seu nome?” Após o parlamentar se identificar, o desconfiado babalaô ainda confirmou sua identidade o secretário da mesa. Depois se voltou ao então deputado do Pará com a conhecida voz arrastada, quando queria caprichar no deboche: “Está certo, seu Babá…”
04/02/2019

Só rezando

Só rezando

Nomeado ministro da Fazenda de Itamar Franco, o pernambucano Gustavo Krause encontrou Miguel Arraes (PSB-PE) no dia da posse, no Planalto. Foi logo cochichando: “Vamos precisar de todo o apoio do partido…”. O agnóstico Arraes puxou uma baforada do seu cachimbo, olhou fixamente para o ex-prefeito do Recife, PFL histórico, e devolveu: “Gustavo, o que posso fazer é rezar por você…”
03/02/2019

Deputados noveleiros

Deputados noveleiros

O deputado Átila Lira (PSDB-PI) relatava o projeto que institui 2005 como “Ano Nacional Roberto Marinho” e resolveu buscar amparo nos colegas, durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara: “As novelas da Globo são importantes para o País. Eu conversava com a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma noveleira. Ela concorda comigo.” A deputada respondeu, arrancando gargalhadas: “Quero dizer três coisas: a primeira é que não sou noveleira, a segunda é que quase não assisto televisão e a terceira é que o senhor nunca falou comigo sobre esse assunto. Mesmo assim, voto favoravelmente ao seu relatório.”
02/02/2019

Questão de fé

Questão de fé

José Sarney presidia o Senado quando uma jornalista contou que o então presidente FHC afirmara no exterior que Deus havia sido bom com ele, por lhe dar mais um ano de mandato como presidente da República. Sarney reagiu com fina ironia, aludindo ao ateísmo militante de FHC: “De fato, Deus é generoso com quem acredita nele…”
01/02/2019

A praia de Jânio

A praia de Jânio

Jânio Quadros levou a mulher, Eloá, para um passeio no sul da Espanha, em 1989. Por sugestão do amigo Augusto Marzagão, que os acompanhava, foram passear na praia de Marbella, onde viram mulheres em topless: “Que falta de respeito!”, exclamou Jânio, “caminhamos para o apocalipse!” Voltaram para o hotel. Dona Eloá subiu para descansar no quarto. Quando Marzagão se preparava para pedir desculpas, Jânio se revelou: “Marzagão, Eloá tem sono pesado. Vamos dar um mergulho naquela praia e ver se pegamos uma boa onda…”
31/01/2019

O puxadinho de Lacerda

O puxadinho de Lacerda

A alegação do então ministro Waldir Pires (Controladoria Geral), que justificou a ocupação ilegal de um apartamento funcional da Câmara para “zelar” pelo imóvel, lembrou a desculpa do ex-governador do Rio, Carlos Lacerda, ao cineasta João Batista de Andrade, no documentário “Liberdade de Imprensa”. Acusado de ocupar irregularmente a cobertura de seu prédio, no Flamengo, Lacerda alegou: “Isto aqui era uma sujeira danada, montes de tijolos velhos, madeira podre com pregos, um perigo. Limpei tudo e construí o salão. Não ficou bonito?”
30/01/2019

Barbeiro cruel

Barbeiro cruel

Seis meses depois de assumir o cargo de ministro do Planejamento do governo FHC, Antônio Kandir percebeu que ganhara muitos cabelos brancos. Impressionado, foi ao barbeiro. Imaginou que após o corte os fios brancos diminuiriam. Ledo engano. No dia seguinte, o então secretário-executivo, seu amigo Martus Tavares, foi logo perguntando: “Como é que seu barbeiro faz para cortar só os fios pretos?”
29/01/2019

O ceguinho do Senado

O ceguinho do Senado

Como se não tivesse o que fazer, um grupo de senadores conversava certa vez sobre a notícia de que a cegueira pode ser um efeito colateral para cardiopatas. que misturam seus remédios com Viagra, a pílula azul que virou a alegria de homens com disfunções eréteis. O senador ACM (PFL-BA), que sabia fazer maldades e graça, brincou: – É por isso que já estou aprendendo braile…
28/01/2019

Severino venceu outra

Severino venceu outra

Informado que os nomes “Severino” e “Juvenal” eram finalistas na votação para batizar o jumento que se tornaria mascote de um programa da MTV, o então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, não perdeu a esportiva: Nem essa eleição eu perco.” Acertou: os internautas da MTV deram ao jegue o seu nome.
27/01/2019

Promoção instantânea

Promoção instantânea

Raposa política, José Maria Alkimin sempre se saía de situações de “saia justa”. Certa vez, solícito, recebeu um militar em audiência: “Tenha a bondade, major”, disse, mostrando uma cadeira ao visitante. “Não sou major, dr. Alckimin, sou apenas um capitão”, corrigiu o homem. O político mineiro não se fez de rogado: “Para mim, é major, na promoção de minha amizade…”
26/01/2019

Toró de bobagens

Toró de bobagens

Diplomatas ainda contam com deboche o diálogo entre Lula e Celso Amorim, no governo petista, testemunhado por várias pessoas. Ao final de um assunto complexo, o ministro propôs: “Na volta, nós reunimos o ministro Zé Dirceu e fazemos um brainstorm”. Lula não entendeu: “Brein o quê?” O megalonanico tentou explicar: “É uma conversa que provoca ‘chuva’ de idéias, sugestões, presidente.” Lula captou a mensagem: “Ah, na minha terra a gente chama isso de ‘toró de palpites’…” E caíram na gargalhada.
25/01/2019

Filósofo comunista

Filósofo comunista

Professor de Filosofia no Recife, Pessoa de Moraes foi chamado para depor no DOI-Codi logo após o golpe de 1964, para explicar sua posição algo esquerdista. A primeira pergunta foi sobre a sua visão da doutrina marxista. Morais falou durante quase uma hora. A segunda resposta levou trinta minutos. A terceira, sobre o que achava do “momento político”, ele atacou: – Como diria o filósofo alemão Kierkegärd… – Dr. Pessoa – interrompeu o oficial, exausto – o senhor está dispensado.

Mais Notícias

19/02/2019

Sem Refis, arrecadação federal cai 0,66% em janeiro

Renegociações

Sem Refis, arrecadação federal cai 0,66% em janeiro

Receitas teriam subido quase 4% sem fatores extraordinários

Sem o reforço de renegociações e financiamentos especiais, a arrecadação federal caiu em janeiro. No mês passado, o governo federal arrecadou R$ 155,619 bilhões, recuo de 0,66% em relação a janeiro do ano passado, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a Receita Federal, o principal motivo para a retração é que, em janeiro do ano passado, a União arrecadou R$ 8,238 bilhões referentes à consolidação do Parcelamento Especial de Regularização Tributária (Pert), em valores corrigidos pelo IPCA, receita que não se repetiu no mês passado. Em janeiro de 2019, as parcelas regulares do programa renderam apenas R$ 480 milhões. Outro fator que contribuiu para a queda real (descontada a inflação) na arrecadação foi a redução das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o óleo diesel, que entrou em vigor depois da greve dos caminhoneiros. Em janeiro deste ano, o governo arrecadou R$ 2,103 bilhões com os tributos sobre o diesel, contra R$ 3,046 bilhões no mesmo mês do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. De acordo com a Receita Federal, se não fossem esses fatores extraordinários, a arrecadação federal teria encerrado janeiro com alta de 3,83% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado. Somente a arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) subiu 7,71% além do IPCA em janeiro, motivada pela melhora nos lucros das empresas e na redução de compensações (descontos nos tributos) em relação aos anos anteriores. Outros tributos, no entanto, também continuaram a registrar queda em janeiro. A arrecadação da Previdência Social recuou 1,78% em janeiro (descontada a inflação), por causa do aumento de compensações de receitas de tributos por débitos de receita previdenciária. Nesse caso, empresas podem deixar de pagar tributos para compensar dívidas com a Previdência Social cobradas indevidamente pela União. As receitas não administradas pela Receita Federal somaram R$ 10,128 bilhões em janeiro, contra R$ 7,654 no mesmo mês de 2018, alta de 27,51% acima da inflação. O principal motivo para isso foi o crescimento de royalties de petróleo, impulsionados pelo aumento dos preços internacionais em relação a janeiro do ano passado.(ABr)
19/02/2019

Pesquisadores investem no estudo e na produção de materiais 100% biodegradáveis

MEIO AMBIENTE AGRADECE

Pesquisadores investem no estudo e na produção de materiais 100% biodegradáveis

Pesquisas já renderam quatro patentes registradas no INPI

Sem dúvida, os olhos do mundo estão voltados para os efeitos que a devastação do meio ambiente causa em florestas, rios, solos e ar. De olho na necessidade urgente de defender o que ainda resiste à intervenção humana, pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) investem no estudo e desenvolvimento de materiais e nanomateriais de fonte renovável, como a celulose e nanocelulose. O objetivo é a produção de materiais 100% biodegradáveis, que sofrem decomposição em até 90 dias e a respectiva aplicação em sistema sustentável de embalagens. O emprego da celulose e nanocelulose, inclusive produzidas a partir de resíduos da indústria de alimentos, tem como base a adoção de processos menos poluentes, resultando no uso de quantidades menores de efluentes de lavagem. A pesquisa também desenvolve embalagens biodegradáveis produzidas com 70% de amido de mandioca. “Trabalhamos muito com amido de mandioca porque o Paraná é grande produtor da matéria-prima, mais de 70% do amido de mandioca do Brasil sai do estado”, acrescenta a professora Suzana. Ainda segundo a professora, outra linha do projeto investe no uso de resíduos da indústria para a produção dos filmes. Entre os resíduos reaproveitados, segundo ela, estão o bagaço de laranja e malte, bagaço de malte, bagaço de cana-de-açúcar e casca de aveia, casca de soja, entre outros. Coordenadora do projeto, professora Suzana Mali de Oliveira (ao centro), do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, explica que além do amido de mandioca, também são usados resíduos da indústria na produção de filmes biodegradáveis Os filmes biodegradáveis são empregados na produção de embalagens para alimentos e tubetes para acondicionamento de sementes e pequenas mudas e demais aplicações. São responsáveis pela pesquisa, financiada pela Fundação Araucária, os professores da UEL, Maria Victória Eiras Grossmann, Fábio Yamashita, Suzana Mali de Oliveira (coordenadora) e André Luiz Martinez de Oliveira. Eles são do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e Centro de Ciências Exatas (CCE). O ponto forte das pesquisas reside na produção de materiais biodegradáveis, cuja principal propriedade é a rápida decomposição, conforme as condições ambientais – terra, luz e água, além do tempo de permanência depositado no ambiente. Portanto, o resultado prático é uma alternativa viável, limpa e de baixo custo, com diversas aplicações em muitos setores da indústria. Resultados – Os estudos desenvolvidos na UEL já renderam quatro patentes, registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), ligado ao Ministério de Desenvolvimento. “São materiais amigáveis para o ambiente, sem problemas para o descarte”, aponta a professora Suzana Mali de Oliveira, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia. “A adoção das embalagens biodegradáveis é uma forte tendência de mercado. Mas, por outro lado, são fundamentais mais incentivos e investimentos”, aponta a professora Suzana. Ela observa ainda que a ausência de legislação para regular o setor é outro entrave que barra o crescimento da produção de embalagens biodegradáveis, bem como o uso pelo mercado consumidor. “Só 2% das embalagens produzidas no país são biodegradáveis”, diz a professora. Bandeja biodegradável produzida com 70% de amido de mandioca Números – Além das patentes registradas, o projeto já rendeu o total de 30 dissertações de mestrado e 15 teses de doutorado defendidas na área de desenvolvimento de materiais biodegradáveis dentro dos Programas de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos da UEL. E mais 10 dissertações e duas teses de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. Outro dado que chama atenção são os mais de 100 artigos publicados pelo grupo ao longo dos quase 20 anos de trabalho. De acordo com o professor Fábio Yamashita, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, o grupo de pesquisa da UEL é pioneiro. “Nenhum grupo desta área no mundo produz o volume de pesquisas ligado ao material utilizado por nós. São trabalhos que conquistaram relevância mundial”, avalia. O professor reforça que os esforços são no sentido de reduzir o impacto causado pelas embalagens plásticas e de isopor depositadas na natureza. “O objetivo é incentivar a diminuição do consumo ou substituir em parte o uso de embalagens convencionais, portanto, não biodegradáveis”. Segundo ele, o material também é ‘compostável’, pois “além de ser biodegradável também pode ser usado na compostagem, a partir do uso como adubo”. (Matéria produzida pela COM/UEL, originalmente veiculada na Revista Paraná faz Ciência/2019). Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
19/02/2019

Deputados vão votar emendas ao cadastro positivo

Reunião de líderes

Deputados vão votar emendas ao cadastro positivo

Eles também votarão urgência ao projeto que suspende mudanças na LAI

Os líderes partidários da Câmara decidiram colocar em votação as emendas ao cadastro positivo e a urgência ao projeto que suspende o decreto presidencial que alterou a regulamentação da Lei de Acesso à Informação (LAI). Eles retiraram da pauta o requerimento de urgência para votação do Projeto de Decreto Legislativo que sustaria decreto assinado pelo então presidente Michel Temer, no fim de dezembro. O decreto presidencial prevê a redução gradativa dos descontos concedidos em tarifa de uso do sistema de distribuição e tarifa de energia elétrica, bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), paga por todos os consumidores. Na reunião de líderes, realizada hoje (19), na Câmara, eles decidiram votar em plenário nesta semana os destaques apresentados ao Projeto de Lei Complementar 441/2017, que torna obrigatória a participação inicial no cadastro positivo com informações sobre bons pagadores. A saída do cadastro deverá ser pedida pelo usuário. O texto básico foi aprovado em maio do ano passado. Dois destaques pretendem manter o cadastro positivo como uma opção do consumidor e evitar o envio de informações financeiras aos gestores de banco de dados, considerado pelo projeto compartilhamento sem quebra de sigilo bancário. Os defensores do cadastro positivo argumentam que a medida contribuirá para reduzir os juros ao consumidor. Já os parlamentares que se opõem ao cadastro obrigatório dizem que o acesso aos dados do contribuinte poderá aumentar a possibilidade de vazamento. Acesso à informação Os parlamentares também acertaram votar o requerimento de urgência para apreciar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL3/19) que suspende o decreto presidencial que alterou a regulamentação da Lei de Acesso à Informação (LAI). Pela alteração, há permissão para funcionários comissionados e de segundo escalão do governo federal na definição de imposição de sigilo secreto e ultrassecreto a documentos. Segundo a LAI, os dados podem ser classificados como reservados (cinco anos de sigilo), secretos (15 anos de sigilo) e ultrassecretos (25 anos, prorrogável uma única vez por igual período ). Retirada Na reunião, os líderes decidiram ainda retirar de pauta o requerimento de urgência para a votação de um Projeto de Decreto Legislativo que sustaria  decreto assinado pelo presidente Michel Temer no fim de dezembro que reduzia gradativamente os descontos concedidos em tarifa de uso do sistema de distribuição e tarifa de energia elétrica, bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), paga por todos os consumidores. “A partir de 1º de janeiro de 2019, nos respectivos reajustes ou procedimentos ordinários de revisão tarifária, os descontos serão reduzidos à razão de 20% ao ano sobre o valor inicial, até que a alíquota seja zero”, diz o decreto publicado no dia 28 de dezembro no Diário Oficial da União. O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que o governo federal fez um acordo e comprometeu-se a fazer um novo decreto para revogar o anterior que reduziu os subsídios na conta de luz do consumidor. “O governo deve apresentar um projeto de lei para regular essa questão melhor”, afirmou. Créditos Foi retirado também da pauta o projeto que permite ao Poder Público ceder créditos de dívidas a receber. O Projeto de Lei Complementar 459/2017 autoriza a cessão de créditos tributários e não tributários da União, dos estados e dos municípios. Pelo projeto, o ente federativo poderá criar uma sociedade de propósito exclusivo, a quem repassará direitos lastreados em dívidas pendentes de contribuintes, inclusive as que foram parceladas em programas como o Refis. A entidade estará autorizada a emitir títulos vinculados a esses direitos creditórios, que serão vendidos para empresas ou fundos de investimentos. A receita obtida com a operação será destinada para a previdência social e para investimentos públicos. Segundo o líder do Podemos, José Nelto (GO), a matéria será discutida mais adiante. “A securitização da dívida tem uma questão jurídica, se tem que ser feita por uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição].”(ABr)
19/02/2019

Ibaneis se reúne com governadores para pautar Fórum em Brasília

III Fórum dos Governadores

Ibaneis se reúne com governadores para pautar Fórum em Brasília

Entre as pautas, as demandas de cada região, a economia nacional e a reforma da Previdência

O anfitrião e governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, realizou nesta terça-feira (19) uma reunião preparatória, com os 26 chefes de governos estaduais para determinar quais as pautas serão debatidas durante do Fórum dos Governadores, que acontece amanhã em Brasília. “Elabora as nossas pautas para com o governo federal, para com a Justiça, fazendo assim que a reunião seja mais dinâmica e objetiva”. Os debates centrais da 3ª Edição do Fórum, serão pautados na economia nacional e nas demandas específicas de cada Estado. “Também tem o objetivo econômico, a recuperação da economia do Brasil, apoiando o governo federal no que for bom para o país, mas cobrando aquilo que os estados entendem [ser] uma retirada de recursos nos últimos anos, mais precisamente a partir da Constituição de 1988”, explicou Ibaneis. Além dos governadores, a expectativa é que os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e do Senado Federal David Alcolumbre, também participem do evento. Além do ministro da Economia, Paulo Guedes que deve apresentar o projeto. Em relação à proposta da reforma da Previdência, o governador de São Paulo, João Dória está otimista com o tramite da Previdência no Congresso Nacional. “Os governadores possuem um grau de influência grande sobre suas respectivas bancadas e, na sua expressiva maioria, estão comprometidos com o voto favorável à reforma da Previdência na forma que o governo está apresentando ao Congresso Nacional”, resume Dória. “Poderão fazer aqui, acolá, alguma recomendação, mas a visão majoritária dos governadores é recomendar à sua bancada a aprovação”. Reforma da Previdência O texto com a proposta sobre a reforma da Previdência chegará ao Congresso Nacional pelas mãos de seu maior defensor, o presidente Jair Bolsonaro. A nova proposta prevê a idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres dos setores público e privado, com 12 anos de transição para quem está próximo dessas idades.
19/02/2019

Caso do rapaz morto por segurança do Extra pode mudar para homicídio doloso

Intenção de matar

Caso do rapaz morto por segurança do Extra pode mudar para homicídio doloso

Uma das testemunhas disse ter alertado o segurança diversas vezes para ele sair de cima de Pedro Henrique

O  delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, responsável pelo caso do jovem Pedro Henrique Gonzaga, morto por sufocamento na tarde de quinta-feira (14), por um segurança de uma unidade do supermercado Extra na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, disse hoje (19) que, após ouvir uma testemunha, a acusação contra o segurança pode passar de homicídio culposo para doloso, quando há a intenção de matar. O acusado foi liberado mediante pagamento de fiança. Segundo o delegado, foram ouvidas oito testemunhas, sendo sete no dia do ocorrido e uma ontem. Uma das testemunhas disse ter alertado o segurança diversas vezes para ele sair de cima de Pedro Henrique. “Essa testemunha trouxe informações relevantes, já que ela declarou que alertou diversas vezes esse segurança para ele largar, que o rapaz que estava por baixo já estava desfalecido. O segurança ouviu a mensagem e, mesmo sendo alertado diversas vezes, permaneceu naquela posição, chegando à consequência de tirar a vida daquele rapaz”. Mãe de Pedro Henrique A mãe de Pedro Henrique Gonzaga, Dinalva Oliveira, será ouvida na tarde desta terça-feira na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado, Dinalva deve ajudar a esclarecer se houve ou não intenção de matar na ação do segurança. O advogado da família, Marcello Ramalho, disse que a mãe ainda está muito abalada e a família espera que o resultado da investigação demonstre o dolo da ação. “Não milita em favor do acusado qualquer cláusula de justificação que ampare a conduta dele. Ele agiu com dolo extremo. Ao promover a constrição na área do pescoço, aonde temos a artéria aorta, que é responsável por conduzir o sangue até o cérebro, ele, de uma forma extrema, assume aquele risco de produzir o resultado morte na vítima”. O advogado diz que Pedro Henrique já estava em processo de cianose, ou seja, estava ficando roxo, e, mesmo assim, o segurança continuou com a asfixia. Há relatos de que o rapaz, que era usuário de drogas, estava sendo levado para uma clínica de reabilitação em Petrópolis quando foi morto. Outros seguranças Os outros dois seguranças que estavam trabalhando no momento e já prestaram depoimento serão ouvidos novamente. Estava previsto que eles seriam ouvidos na manhã de hoje, mas a pedido do advogado que os acompanha, o depoimento será tomado amanhã (20). Segundo Nunes, eles podem responder por omissão de socorro ou mesmo por homicídio. “Essa análise inicial que fizemos aponta que houve no mínimo omissão de socorro, mas havendo mudança de culposo para doloso, os seguranças que estão ao redor e nada fazem para impedir aquele resultado poderão responder por homicídio doloso também, já que eram os agentes garantidores daquela vida naquele instante”.
19/02/2019

‘Bunker’ de Paulo Preto era dobro de Geddel, diz Ministério Público

R$ 100 milhões

‘Bunker’ de Paulo Preto era dobro de Geddel, diz Ministério Público

Operador do PSDB tinha entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões em dinheiro guardados em dois imóveis de SP

O já absurdo “bunker” de dinheiro de Geddel Vieira Lima de R$ 51 milhões ficou para trás. Segundo o Ministério Público Federal, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, é suspeito de ter mantido um bunker para guardar dinheiro em espécie, onde manteria entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões, em dois imóveis de São Paulo. “Isso é um escárnio”, afirmou o procurador da República Roberson Pozzobon, ao revelar o caso à imprensa nesta terça-feira, 19. Paulo Preto foi preso hoje pela Operação Lava Jato. Ele é suspeito de ser operador de esquema do PSDB. O relato sobre o bunker foi feito à Lava Jato pelo empresário Adir Assad, que operava propina para a empreiteira Odebrecht e fez acordo de delação premiada com a força-tarefa. Assad teria visitado o local diversas vezes – eram dois endereços, uma casa no bairro Vila Nova Conceição e um apartamento na avenida Brigadeiro Luís Antônio. Ainda segundo o delator, o apartamento, usado exclusivamente para armazenar valores, era tão cheio de dinheiro que Paulo Preto eventualmente colocava as notas ao sol, para que não mofassem. O imóvel pertenceria à cunhada do operador. A delação de Assad foi um dos elementos usados para deflagrar a operação desta terça-feira, que teve também como alvo o ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes (PSDB), atualmente presidente da estatal Investe SP, cargo de primeiro escalão da gestão do governador João Doria (PSDB). A Procuradoria acusa Paulo Preto de ter movimentado pelo menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, entre 2007 e 2017. Em uma dessas contas, segundo a Procuradoria, foi emitido um cartão de crédito em favor de Aloysio, em dezembro de 2007 — que teria sido entregue a ele num hotel em Barcelona, na Espanha. Na época, Aloysio era secretário da Casa Civil do Governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). A Lava Jato investiga o papel de operador financeiro de Paulo Preto em favor da Odebrecht, fornecendo dinheiro em espécie para o pagamento de propinas pela empresa. O delator ainda afirmou que usava uma perua para ir a um dos bunkers de Paulo Preto. Lá, carregava de 12 a 15 malas de viagem cheias de dinheiro, com R$ 1,5 milhão cada. Os fatos relatados por Assad teriam ocorrido entre 2010 e 2011. Nenhum dos endereços, porém, foi alvo da operação desta terça: segundo as investigações, eles não eram mais atuantes há alguns anos. A Lava Jato ainda não sabe a origem dos valores mantidos em espécie por Paulo Preto nos bunkers. O ex-diretor da Dersa já é alvo de investigação pela Lava Jato em São Paulo, que apura desvios em obras rodoviárias no estado. Mas, segundo os procuradores de Curitiba, sua atuação no governo paulista não é alvo da investigação desta terça, que se concentra em seu papel de operador da Odebrecht. Os procuradores argumentam que os repasses de Paulo Preto à Odebrecht foram imediatamente anteriores a pagamentos de propina para ex-diretores e gerentes da Petrobras, como Paulo Roberto Costa, Roberto Gonçalves e Pedro Barusco. O ex-senador Aloysio Nunes, por sua vez, já foi alvo de um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) que apurava doações irregulares à sua campanha ao Senado, em 2010. Mas a investigação foi arquivada no fim do ano passado, por falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade. (Com informações da FolhaPress)