Poder sem Pudor

Poder sem Pudor

O dono do mensalão

O dono do mensalão

Maria Christina Mendes Caldeira não dava refresco ao ex-marido e ex-deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP), aquele que renunciou para não ser cassado e acabaria cumprindo pena de prisão. Ao ser abordada, no Senado, por uma vendedora de velas ornamentais, Christina sugeriu: “Venda para o meu ex-marido, que é dono do mensalão...”

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Brasão é marca

Brasão é marca

A deputada Dirce Tutu Quadros, filha de Jânio, decidiu mandar a filha Tina estudar na Inglaterra. Tudo pronto, recebeu um telefonema de sir John Towey, diretor da escola, pedindo para ela não esquecer do brasão da família. A deputada desligou o telefone sem saber o que fazer, mas logo em seguida se virou para amigos que estão na sala e decidiu: “Levarei uma vassoura para pendurar no quarto da Tina. É o brasão dos Quadros!”

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Fontes secretas

Fontes secretas

Entrevistando ao vivo o então presidente do PT, Tarso Genro, na era pós-roubalheira do mensalão, o âncora Estevão Damásio testou o bom humor do político gaúcho: “Como o PT fará, agora, para arrecadar recursos para suas campanhas?” A reação de Genro foi de surpresa: “Isto é pergunta que se faça?...” Depois, ambos caíram na gargalhada.

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Questão de memória

Questão de memória

Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros, dono de memória prodigiosa, seguia com rigor uma espécie de script, que incluía os gestos teatrais. Repetia o mesmo discurso em cada cidade. Milton Campos, o vice, ao contrário, abordava temas diferentes. Certa noite, Jânio observou: “Dr. Milton, que maravilha. Um discurso para cada comício! Que cultura!”. A resposta de Campos foi gentil: “Não é cultura, é incapacidade de memorizar!...”

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Indústria forte

Indústria forte

Responsável por grandes êxitos editoriais como as revistas Sexy, de belas mulheres, e G-Magazine, para o público gay, a Publisher Ana Fadigas foi certa vez apresentada ao deputado Delfim Netto, em 1998. No papo rápido, ela brincou, dizendo ser empresária do “ramo pornográfico”. “Meus parabéns!” – ironizou Delfim, com sua conhecida verve – “A senhora é legítima representante da única indústria que o Fernando Henrique não conseguiu quebrar.”

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Malícia política

Malícia política

Implacável líder da UDN, Carlos Lacerda interpelou ACM, da corrente “Chapa Branca” do partido, sobre uma visita dele ao “inimigo”, o presidente Juscelino Kubitschek. Ele confirmou o papo às dez da manhã e observou, cheio de malícia: - ...antes de mim, esteve por lá, às sete horas, o Magalhães Pinto. Referia-se ao presidente da UDN. “A raiva de Lacerda passou para o outro Magalhães”, divertia-se o próprio Toninho Malvadeza, ao lembrar o caso no livro “ACM fala de JK”.

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Insetos e política

Insetos e política

Governador de São Paulo, Franco Montoro era conhecido pelas gafes, por confundir nomes e pessoas. Certa vez, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ele reconheceu um político do interior conhecido por Mosquito. Simpático, abraçou o homem e, após os cumprimentos, ficou em silêncio. Não se lembrava do nome, nem do seu município. Perguntou: “Como é que está sua cidade, Formiga?”

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O Fusca é o mesmo

O Fusca é o mesmo

Remexendo uns papéis, o ex-senador Cristovam Buarque encontrou o recorte de uma coluna de Danuza Leão, de 1993, noticiando uma visita de Lula a Brasília. O ex-metalúrgico foi recebido no aeroporto por Cristovam, que era reitor da UnB, que o levou a compromissos em seu Fusca. Depois ele foi eleito governador do DF e seria ministro da Educação no primeiro governo Lula, mas nunca se desfez do carro. E sempre achou que o ex-operário mudou muito depois de virar presidente: “Ele já não aceitava carona em fusquinhas...”

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