Poder sem Pudor

Poder sem Pudor

Definição de governo

Definição de governo

Dias antes do suicídio que o fez entrar para a História, Getúlio Vargas teve uma conversa com o seu ministro da Viação, José Américo de Almeida: “Impossível governar este país. Os homens de verdadeiro espírito público vão escasseando cada vez mais” desabafou Getúlio. Américo perguntou: “E o que é que o senhor acha dos homens de seu governo?” O ex-ditador observou, desolado: “A metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo.”

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A última noitada de JK

A última noitada de JK

Cinco dias antes de morrer, Juscelino Kubitschek teve sua última noitada no Eron Palace Hotel, em Brasília. Queria porque queria dançar com a amiga Vera Brant ao som da música “Peixe Vivo”, sua favorita. Era uma segunda-feira e a boate estava fechada, mas pedidos de JK eram ordens para Eron Alves da Cruz, o dono, que mandou o sobrinho Eraldo buscar o DJ. JK dançou pela última vez, sob os olhares de Eron e Eraldo, na versão disponível de “Peixe Vivo”, em espanhol. Na manhã seguinte, foi de avião a São Paulo, para depois viajar de carro ao Rio. Morreria na estrada.

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Greve teatral

Greve teatral

O AI-5, ato institucional que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia. Entre eles Carlos Lacerda, que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere. O médico e amigo Antônio Rebello, que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve. Um dia fez uma comparação definitiva: “Você está tentando fazer Shakespeare no País da Dercy Gonçalves!” Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve.

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Um juiz faltoso

Um juiz faltoso

Coronel Joça Maranhão era o chefe político de Aliança (PE) e queria remover o juiz da cidade. Naquele tempo, governador tinha esse poder. Procurou o governador, general Cordeiro de Farias, e expôs o seu pedido sem rodeios. “Esse juiz tem todas as faltas: bebe muito, é mulherengo, corrupto, venal, desleixado e preguiçoso.” O governador mal acreditava: “Tem todas essas faltas, coronel?” Coronel Joça reforço: “Tem tudo o que é falta, general. De falta mesmo só não tem falta de ar.”

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Política é uma piada

Política é uma piada

O humorista Manoel da Nóbrega, “pai” do programa de TV “A Praça é Nossa”, desfrutava de grande prestígio, por isso foi uma barbada a sua eleição para deputado estadual em São Paulo, em 1946. Era deputado assíduo, interessado, vivia lendo propostas, apresentando projetos, debatendo, trabalhando, tentando honrar o mandato. Até que desistiu e voltou ao humor. No final do mandato, recusou a reeleição: - Política não resolve nada, e ainda me atrapalha o serviço.

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Recado assustador

Recado assustador

Carlos Fehlberg chegava à redação do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde trabalhava, e encontrou o recado: deveria comparecer imediatamente ao QG do III Exército. Como sabia da forte repressão do regime militar, ele se escondeu, enquanto amigos sondavam os militares sobre o que pesava contra ele. Logo veio o alívio: Fehlberg não sabia que o comandante do III Exército, general Emílio Garrastazzu Médici, havia sido o escolhido para ser presidente da República e o queria como assessor, em Brasília.

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O pulo do gato

Inimigos, Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek se encontram para articular a Frente Ampla, em oposição ao regime militar. Levaram horas conversando. A certa altura, Lacerda quis saber um velho segredo: “Como o sr. lembra o nome de todo mundo? Já tentei vários sistemas e nenhum funcionou.” JK revelou: “Eu não lembro, mas o sujeito não quer que você se lembre, quer pensar que você lembrou. Então, eu abraço a pessoa e pergunto baixinho: ‘Como é mesmo seu nome completo?’ Aí, termino o abraço e digo bem alto: “Como vai, fulano?” E todos ficam satisfeitos.

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Promessa de político

Promessa de político

Jefferson Brant saiu de Uberlância (MG) e, em Brasília, pediu um emprego ao primo Rondon Pacheco, líder do general Emílio Médici na Câmara. “Claro! É só esperar. Você será agente administrativo da Câmara”, prometeu o parente ilustre. O tempo foi passando, e nada. O primo só dizia: “vai sair”. E advertia: “não fale para ninguém, guarde segredo”. Certo dia um jornal informou que 20 mil candidatos disputavam as vagas para agente administrativo na Câmara. Jéferson jamais esquecerá a desculpa esfarrapada do primo: “Eu não disse para não falar a ninguém? Vazou.”

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