Eleições 2018

Paulo Skaf anuncia apoio a Bolsonaro e Márcio França no segundo turno

Derrotado em SP, o presidente da Fiesp fez duras críticas a Doria: 'não pode confiar'

Paulo Skaf anuncia apoio a Bolsonaro e Márcio França no segundo turno

Skaf e Márcio França em visita com aliados ao Sesi de Suzano, na grande São Paulo - Gabriela Sá Pessoa/Folhapress

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), derrotado no primeiro turno na disputa pelo governo de São Paulo, declarou nesta quarta-feira, 10, apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), em vídeo gravado ao lado do presidente do PSL paulista, Major Olímpio – recém-eleito senador por São Paulo.

“Quero lhe comunicar que o Jair Bolsonaro tem o apoio dos setores produtivos e inclusive do meu próprio e pessoal apoio”, afirmou.

O candidato João Doria (PSDB), que passou para o segundo turno no estado também declarou apoiar Bolsonaro. Major Olímpio, porém, é contra o apoio recíproco do capitão reformado à candidatura do tucano.

No caso de Skaf, o senador eleito agradeceu a declaração. “Vejo com muita satisfação, acho que vai nos ajudar muito”, afirmou ele.

Skaf também declarou seu apoio ao candidato à reeleição, Márcio França (PSB), durante visita ao Sesi de Suzano nesta quarta.

“Eu tenho uma preocupação com a educação. O Márcio França tem esse compromisso comigo de levar educação de qualidade para as escolas públicas de São Paulo. São Paulo não pode esperar mais 4 anos para melhorar o ensino. E essa razão é o grande motivo de estarmos juntos. O projeto comum pela educação, o projeto comum de tocar as obras e gerar emprego que São Paulo tanto precisa. Melhorar a saúde, o respeito as pessoas. E para isso precisa de governador com personalidade e caráter, que fale a verdade. Aí você confia.”

Márcio França afirmou que o objetivo é melhorar as escolas estaduais e afirmou que se inspira no modelo do Sesi. “O grande desafio da gente é conseguir fazer isso para todo mundo, né, fazer esse padrão que possa ser para todo mundo”.

Sobre o apoio de Skaf, França afirmou que foi uma questão de lealdade. “Quando a primeira vez ele entrou na vida pública, do ponto de vista eleitoral, foi a um convite meu. A gente tem essa relação de amizade, que tem a ver com sinceridade. Sinceridade com as pessoas, lealdade, enfim, afinidade que não se perde com o tempo”, disse o candidato.

Críticas a Doria

Doria foi duramente criticado durante a visita. “Se alguém tem dúvida sobre o caráter do Doria, pergunta ao Alckmin”, disse Skaf.

“Em relação ao João Doria, é como eu disse também, independente da afinidade de projetos, o governador tem que ter personalidade, tem que ter caráter, tem que ter palavra. Você não pode confiar em nada. Eu acho que tem que ter uma postura de governador. E na minha opinião, quando eu penso sobre isso, eu não tive a menor dúvida. Levou um minuto para eu decidir entre Doria e Márcio França. A minha escolha, que foi Márcio França”, disse Skaf.

Márcio França afirmou que Doria não sabe manter amizados. “Por que é que alguém cria vínculos e desfaz tão depressa? Alguma coisa tem. Todos os amigos mantêm amizades e de alguma forma o Doria não consegue fazer essas amizades perdurarem. O gesto, a fala do governador Alckmin, foi uma fala de alguém que se sentiu de alguma forma traído e que se sentiu assim humilhado, desnecessariamente. Quando ele foi votar e disse ‘solidariamente o voto’, ele queria dizer: ‘já perdeu e estou votando’, disse.

PT, não

Questionado sobre a disputa para presidente, Márcio França não falou que apoiará Bolsonaro, mas afirmou que se comprometeu a não apoiar o PT e ainda disse que não vota no partido.

Redação
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