Quo vadis?

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As enchentes no Rio Grande do Sul estão chegando a uma repetição que nos dão o sentido de que provocam uma dor que não passa. Desde outubro do ano passado o Rio Grande enfrenta, num mecanismo contraditório, seca e enchente. A primeira destruindo as lavouras, e a segundo inundando os vales nas regiões montanhosas do sul. E agora, época de chuvas, elas vêm todo dia, como se quisessem repetir o dilúvio das épocas primeiras. E, quando passarem, virá, já se anuncia, repetindo o ciclo, uma grande seca.
Nessa fúria da mistura de energia e água, inundam cidades, destroem casas, dissolvem famílias e, numa conjugação de maldades, penetram as cidades pequenas, as cidades grandes e até a capital do Estado. Quem pensou ver Porto Alegre invadida pelas águas, sem energia, sem água potável e com o lixo substituindo os mercados e as pessoas?
Do mesmo modo, recebemos a notícia terrível de que não estamos sós nesse conjunto de tragédia. Os Estados Unidos, com toda sua riqueza e toda sua potência econômica e militar, não podem resistir à fúria da natureza e se deparam com desgraças semelhantes às que presenciamos no Rio Grande do Sul. Assim também em outros países. Depois dessa reação da natureza passar por países ricos e países em desenvolvimento, dirigem-se agora à Papua-Nova Guiné, uma das mais pobres nações do mundo, perseguida pela fome, pela morte das crianças, pela falta de assistência médica, pela vulnerabilidade às endemias, que se espalham depois dessas tragédias. Outrora eram responsáveis por essas desgraças o pecado e a ação de um deus vingativo, que assim demonstrava o que faria por todo o mundo que mergulhasse contra as leis de Deus.
Agora mesmo levanto os olhos e vejo na televisão que é a temporada dos terríveis tornados nos EUA. Este ano está contabilizado como o que mais tornados teve. No Texas, um terço do seu território está em situação de desastre.
Enquanto isso o homem, não satisfeito com a fúria dos elementos da natureza, resolve colaborar com o sofrimento na Terra e desencadeia guerras, como a de Israel com o Hamas, a da Rússia com a Ucrânia, e muitos outras menores, que pipocam em muitas nações, dividindo populações, raças, tribos, grupos religiosos, espalhando o terrorismo, instrumento de divisão e dominação.
Depois desse balanço, só me vem à cabeça uma expressão: Quo vadis?
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