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Quem planta escassez colhe o caos

Está acontecendo no setor elétrico brasileiro o mesmo que ocorreu na saúde, no meio ambiente, na educação, na Fundação Zumbi, entre outras pérolas.

Infelizmente a área técnica com a expertise necessária formatada ao longo de dezenas de anos, está sendo desconsiderada nas decisões do setor.

Assistimos a discursos vazios, onde não se apresentam nenhuma solução para o problema. O Brasil precisa de geração de energia, ou seja, energia nova na rede.

Falar em diminuição de 12% do consumo residencial, prometendo bônus que sairão do bolso do próprio consumidor, é mais uma solução bizarra dos garotos de Chicago, que teimam em menosprezar a inteligência do povo brasileiro.

Assistimos, perplexos, o Ministério da Economia, o Ministério de Minas e Energia e a Aneel, defenderem com unhas e dentes a taxação do sol, tirando incentivos da geração sobre os telhados que foi a fonte de geração de energia que mais cresceu no Brasil nos últimos anos.

Mas, colhemos o que plantamos, ninguém planta chuchu e colhe morangos. Então, quem planta escassez, só pode colher o caos.

 

Não acredito que seja apenas incompetência

Volto a escrever sobre a necessidade do Congresso Nacional abrir uma CPI para investigar o que está se passando no setor elétrico brasileiro.

Muitos estão enriquecendo com o verdadeiro caos que se criou no setor.

É isso mesmo. Alguns bilhões estão sendo transferidos dos consumidores de energia brasileiros para os cofres de poucos.

E esses poucos, as mais das vezes, são de fora do país. Ou seja, o suado dinheiro do brasileiro está sendo sugado e remetido para fora do País.

Precisamos saber quem era para agir e não agiu, quem podia fazer e não fez, quem criou dificuldades ao invés de propor soluções, quem cancelou leilões de energia nova, quem mandou abrir os vertedouro das hidrelétricas em momento inoportuno, quem perseguiu e persegue a fonte de geração de energia que mais cresce no Brasil, enfim, precisamos abrir, investigar e interromper esse mecanismo de enriquecimento de alguns.

São muitas decisões equivocadas, não acredito que possa ser apenas incompetência.

Daniel Lima é diretor da RDSol (rede de Negócios em Energia) e presidente da Associação Nordestina de Energia Solar (Anesolar).