Mais Lidas

acessibilidade:
Willian Correa

O que mudou até agora na imigração com Joe Biden?

A deportação de 130 brasileiros que estariam em situação irregular, frustrou um pouco a expectativa dos imigrantes de que a política imigratória de Joe Biden traria benefícios para quem busca obter legalização ou cidadania nos Estados Unidos.

Mas o que de fato mudou para o imigrante no atual governo?

De acordo com o Migration Policy Institute, quando Biden atingiu 100 dias no cargo, ele já havia tomado 94 ações executivas sobre imigração. Mas há muito trabalho a ser feito, pois nos últimos 4 anos foram realizadas mais de 1000 mudanças na política imigratória.

Um dos maiores desafios do atual governo é a questão fronteiriça. As chegadas na fronteira começaram a aumentar já na gestão Trump, e cresceram ainda mais quando o Presidente assumiu o cargo. Até então, os imigrantes pegos cruzando a fronteira eram deportados imediatamente sem prisão ou processos. Os agentes de fronteira atuavam amparados pela ordem executiva conhecida como Título 42. No entanto, esta ordem foi mantida por Biden sofrendo apenas uma pequena alteração: adultos e famílias são deportados (depois de análise), mas os menores que viajam sozinhos permanecem no país até encontrarem a sua família.

Sinais recentes mostram que a situação na fronteira está voltando à normalidade e as instalações, que antes estavam com superlotação de menores migrantes, agora estão abaixo da capacidade.

Outro ponto que gera descontentamento é a manutenção do bloqueio a entrada de não-cidadãos nos Estados Unidos de certos países onde as variantes do coronavírus eram prevalentes como Reino Unido, Irlanda, Brasil e África do Sul.

Entre as dezenas de ações executivas, o governo americano paralisou a construção do muro de fronteira com o México; aumentou o teto para admissão de refugiados que passou de 18 mil para 62.500 – em 2017, no governo Obama, o limite era de 110 mil refugiados; acabou com a proibição de vistos de imigrantes e não imigrantes a cidadãos de países africanos e predominantemente muçulmanos, entre outras medidas.

Para a advogada de imigração Genilde Guerra, os Estados Unidos são um país de imigrantes e dependem da força de trabalho dos estrangeiros. “Ninguém quer escancarar as portas do país, mas se espera uma legislação justa com regras bem definidas em relação ao imigrante”, completou.

Enquanto isso, milhares de pessoas que vivem ilegalmente nos Estados Unidos esperam o cumprimento da promessa de campanha de Biden de uma política mais aberta ao imigrante.