O mito e o ogro

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Quando assisto aos vídeos ou quando vejo imagens que transitam pela rede mundial de computadores e que revelam a verdadeira euforia da nossa gente, de todas as classes sociais, acorrendo das cidades e dos mais longínquos recantos deste imenso Brasil para, sem medir esforços ou sacrifícios, saudar a presença ou a simples passagem do presidente eleito, me pergunto: o que isto significa realmente ou que quer esta imensa massa popular dizer com isso?

Falemos acerca do significado daqueles fatos. Consinta o meu caro leitor que eu vá um pouco adiante e, me libertando da mesmice, não me limite apenas a reconhecê-los como fenomenais, mas a encarar seu real significado.

Não é o Bolsonaro propriamente dito – um jovem de origem pobre e humílima do Vale do Ribeira do interior paulista, cuja carreira militar lhe proporcionou uma fantástica ascensão social e cujos arraigados princípios e valores que trouxe de berço o levaram à Presidência de seu País – quem arregimenta, agrega e arrebata aquela surpreendente comoção dos tempos de agora.

Tudo advém mesmo da grande maioria deste povo que, depois de ser muito enganado e espoliado, se levantou contra as quadrilhas de FHC a Temer, tanto contra a elite usurpadora quanto contra os poderosos senhores de suas vidas, que se entregou, então, a um líder para conduzi-la ao progresso e à plena liberdade.

Poderia ter sido outro brasileiro qualquer. Porém foi àquele oficial reformado e político incorruptível, que lhe surgiu na frente, que nossa esperança se agarrou, como derradeira tábua de salvação.

Depois de sofrer um tratamento de choque que lhe despertou de um sono profundo de submissão e de conformismo de mais de 500 anos, nossa sociedade, diante da realidade que a Operação Lava Jato lhe esfregou no frontispício quanto a uma sórdida tradição de impunidade, também cultivada durante séculos, como diz a velha expressão popular “fincou o pé no toco” e está gritando por todo canto um não rotundo para os algozes de sua ressureição e para os vilões de sua boa sorte.

Eis aí a razão pela qual quanto mais a canalha da velha imprensa humilha e detrata Bolsonaro; quanto mais a vermelhada mente e agrava sua pessoa; quanto mais tentam enlamear sua trajetória e sua reputação, mais – mais e mais – o povo o abraça, o protege e o segue debaixo de uma comovente expressão de euforia, nunca vista.

Aqueles patifes ainda não se deram conta de que não é o Capitão que flagelam. Não é a sua família que ultrajam e, também, não é a sua fantástica equipe de ministros que vilipendiam. É o povo que traz o homem dentro do peito e que o guarda nas entranhas, que estão desesperando e fazendo sofrer.

Daí a justa ira do patriota e, portanto, que a vermelhada não se iluda: a explosão furiosa de um povo desafiado não tem limites, controle fácil e sem trauma. Que se retirem, então, as proteções de ferro e de aço que guarnecem os bunker’s e os castelos dos políticos e dos togados, pois não há gradil, cerca ou alambrado que inibem a força de um povo acuado. É isto que as ruas dirão no próximo 07 de setembro.

Cada pesquisa de resultados comprados que se publica, mais irrita a Nação Verde e Amarela. Cada minuto da televisão dos Barões das Comunicações veiculado com torpes mentiras contra o Presidente enoja o povão. Cada afronta do STF contra os poderes do Presidente revolta a massa que já define a mais alta Corte do Brasil como uma instituição marginal. Cada achaque do Parlamento contra a “Nova Ordem Brasileira” predispõe nossa gente a eliminar a classe política abjeta, de uma maneira ou de outra.

Se há um vagabundo neste País que bem sabe disto é o “Ogro Descondenado” e, em sendo assim, por que aquele pus da humanidade insiste em seu caminho de crimes e de mal-feitos? É porque, como um vampiro em busca de sangue ou do viciado em busca da droga, não consegue parar nem diante da morte iminente.

Além disso, o crime deteriorou Lula a tal ponto que, como um “napoleão de hospício” ele caminha fora da realidade e no meio de uma corja de proxenetas que o usa para arrebanhar os “sequelados” do social-comunismo, vociferando para seus doentes que vai destruir igrejas; violentar as famílias; assassinar os bebês no ventre da mãe e entregar a propriedade privada nas mãos dos assaltantes do MST, até “venezuelizar” o Brasil.

É por conta dessa surreal situação que Lula ousa criticar o Capitão e sua equipe, ou seja, aqueles que estão alçando o Brasil do abismo em que ele próprio atirou para se oferecer como uma alternativa de governo.

Ainda um dia deste o “Porcaria de Garanhuns” estava dando conselhos ao ministro Paulo Guedes, no sentido de que como deveria o provável candidato ao “Prêmio Nobel” em economia proceder para retirar o povão da miséria que ele mesmo jogou. O que se deve fazer com um traste deste?

Além de considerá-lo um celerado ou de augurar que seja o mais breve possível jogado no lixo da história, confesso que não sei o que fazer por hora com o tal patife, mas bem imagino que o povão fará com os Fachin’s da vida que o humilhou, libertando o criminoso da cadeia para concorrer a Presidência da República e a Chefe Supremo das Forças Armadas, enxovalhando o Brasil perante o concerto das Nações livres e soberanas.

A rigor, minha revolta e indignação em relação a Lula não são menores do que meu inconformismo no que tange àqueles que, com o corpo e a alma amundiçados por uma ideologia ateia e assassina, procuram um maldito rótulo para o Capitão que justifique sua desastrada opção pelo bruto.

Disse desastrada, mas em verdade quero dizer que é uma opção torpe e vil, pois, bem sabem aqueles traidores da Pátria, que eles optam por Lula porque Bolsonaro tirou de suas bocas ou da bocarra de algum parente ou de uma amante uma teta comprida, quente e boa, vinda diretamente do erário público.

Já tinha me predisposto não falar mais desses pobres diabos, desses maus brasileiros. Contudo, mais esta vez não logrei sopitar o ímpeto porque ainda não estou completamente convicto que se deva deixar de comparar a maluquice daquela gente com a realidade atual e com a qual nós vamos para o pleito de outubro próximo.

Falando da economia, se verifica, por exemplo, que o desemprego no Brasil nos tempos da petralhada – marcada por uma brutal recessão e por uma corrupção epidêmica – chegou à taxa de 13,1% que atingiu 13,7 milhões de trabalhadores, em breve cairá para 8% antes do fim de 2022. Atualmente, a taxa de desemprego está em 9,3%. Para o mago das finanças, a queda virá por meio da recuperação econômica. “Antes de o ano acabar nós estamos descendo [a taxa de desemprego] para 8%. Vamos terminar o ano com o menor desemprego que já vimos nesses últimos 10, 15 anos”, frisou durante participação da abertura do congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em Brasília – DF.

O IBGE aponta que a taxa de desemprego atingiu, no trimestre encerrado em junho, o menor nível para o período em sete anos. Guedes atribuiu parte da recuperação do mercado de trabalho à melhoria do ambiente de negócios, com a redução da burocracia. “O Brasil está em um longo ciclo de crescimento. Criamos um ambiente de negócios que já tem contratos de R$ 890 bilhões”, falou o ministro.

Aí surge aquela criatura das valas negras dos vitimados – o mesmo “boçaloite” que, reparem, só se refere à Eletrobrás e à Petrobras como a “eletubás” e a “petubás”, para tentar ensinar o padre nosso ao vigário. Quanto a tipos como ele uma velha professora dos antigos “Cursos de Admissão” ao ensino secundário sempre pontificava: “além de burro é presunçoso”. Mas ouso lembrar que seu despreparo de origem não diz nada em relação ao grau de periculosidade que representa.

Jose Mauricio de Barcellos ex-Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br.

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