O (des)governo de 100 dias

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Alcançados os 100 dias de Governo Lula, e nada de concreto entregue aos brasileiros. Assim se resume o empenho pífio do Governo Federal. Esse período inicial que é conhecido como lua de mel vai na contramão da prosperidade carregando todos os adjetivos característicos sim, de um fim de casamento ou término conturbado de relacionamentos.

Não vamos tão longe, e já observamos  nomes de relevância no Brasil que em pouco tempo já se arrependeram em fazer o “L”. Os “arrependidos de Lula” se multiplicam a cada dia, e de forma célere afastam suas imagens ao petista e Os “Paulos Coelhos” vão se proliferando diante do cenário político que se arrasta, e não decola.

No Palácio do Planalto, os atuais inquilinos, ainda não disseram a que vieram, na contramão  do que foi prometido por Lula em sua  campanha eleitoral, nada de bom e positivo foi apresentado à  nação brasileira, até o presente momento. Um Governo sem rumo e direção, um verdadeiro “barata-voa”.

O presidente se esquece do Brasil, e mira no rancor e no espírito revanchista que o impede de cumprir a promessa de governar para todos os brasileiros. Essa centena de dias, olhados de forma minuciosa e racional, é o mapa sobre as mazelas do Governo e do que vem por aí nesses próximos meses.

É consabido que, na campanha eleitoral do ano passado, Lula se apresentou como o candidato da pacificação entre os brasileiros. Porém, nesses primeiros quatro meses, ele foi de encontro com suas palavras. Na direção oposta de apaziguar e unir o país.

Desde seu primeiro dia de mandato, o presidente vem atacando de forma feroz seus adversários políticos, sempre em tom de vingança, tratando as autoridades com desdém, além do deboche com as ameaças de morte sofridas contra elas.

Não tão distante, os brasileiros assistiram atônitos Lula destilando seu ódio com viés de vingança onde usou um palavra chula, de baixo calão, para descrever o que pensava em fazer com o senador Sergio Moro no período em que cumpria pena por corrupção em Curitiba. Atitude rude e imoral que não compactua com a liturgia do cargo. É esse o mesmo que dizia que o amor venceu? Seria esse o ódio do bem?

Não satisfeito, no dia posterior, debochou da Operação Sequaz, da Polícia Federal, que em 22 de março prendeu nove integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por planos de assassinar o senador Sergio Moro e outras autoridades.

Na condição de membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, apresentei uma nota de repúdio ao presidente Lula por essa declaração. Aprovada pelos meus pares, foi a primeira da história a um presidente da República.

A gente vê ainda muitos erros sendo praticados diariamente em especial na ausência de clareza sobre as propostas do governo em relação ao arcabouço fiscal que demorou muito pra ser apresentado. Em destaque, a reforma tributária que a gente ainda não sabe qual será o futuro do país.

Temos um Governo que começa muito mal. Ele começou com um mal recado, e um mal indicativo, estourando o teto fiscal em R$ 160 bilhões. Ação que causou pânico na esfera da economia brasileira e no cenário internacional.

Além disso, passou uma imagem e uma comunicação à população de distribuição ilimitada de emendas parlamentares a fim de procurar firmar apoio e sobrevivência dentro do Parlamento Brasileiro. Eu cobrei investigação, pois Lula usa o mesmo modus operandi do Mensalão, um enorme esquema de corrupção desvendada em 2005 comandado pelo Partido dos Trabalhadores que abalou o sistema político brasileiro na compra de votos no Parlamento.

Isso soma a uma falta de coordenação da sua base parlamentar no Congresso Nacional com a questão da incerteza da formação das comissões mistas.
Observamos um Governo perdido querendo com muita pressa de cumprir as promessas de campanha, e que ainda não desceu do palanque, ou sequer se atentou em governar para todos os brasileiros.

Que aliás, o compromisso assumido com os setores mais carentes da população deixou à míngua. Com o anúncio do aumento de R$ 18 no salário mínimo e reajuste na isenção do IRPF o “pai dos pobres” deixou os mais vulneráveis órfãos e cada dia mais pobres. Vale lembrar que, esse valor é bem abaixo do que foi anunciado na campanha eleitoral para o salário mínimo. E que, a isenção do Imposto de Renda, por exemplo, pra quem ganha até R$ 5 mil por mês não acontecerá. Situações que não passaram de mentiras covardes para atrair eleitores incautos e assim ganhar as eleições presidenciais no ano passado.

Lula peca e age de má fé nas suas promessas de campanha que não são cumpridas. Entre elas: decretação de sigilo sobre informações públicas, a exemplo das imagens dos atos de vandalismo registradas no Planalto. Mentiu também sobre a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Essa foi uma das principais promessas do presidente eleito.

Quanto à política indigenista, vimos o governo atual fazer palco político em cima do sofrimento do povo Yanomami, séria questão que vem de décadas e que é fruto de uma política de segregação e consequência do deslocamento de índios venezuelanos que fogem da política fracassada do país vizinho. Por outro lado, vemos o retorno da prática de financiamento milionários às ONG internacionais na Região Amazônica, que se beneficiam do sofrimento indígena e que nada fazem para que haja o crescimento e desenvolvimento dos povos indígenas brasileiros.

Ademais, soma-se a indicação para os Ministérios do Governo pessoas possivelmente ligadas a ilícitos como uma Ministra supostamente envolvida com o crime organizado no Rio de Janeiro e outra que em 2018 pregava a liberação do consumo da maconha, iludindo uma população incauta com a falácia de que seria da cultura indígena brasileira, uma droga responsável  pela destruição de famílias e pelo financiamento do crime organizado no país.

Vimos a retomada da cobrança de impostos federais sobre combustíveis somado ao anúncio da discussão de criação de uma moeda única do Mercosul, enquanto observamos um Estado passivo perante a grave crise na segurança pública no Estado do Rio Grande do Norte.

O fato é que: o Brasil se coloca prostrado no aguardo de um plano concreto e iminente para retomar o crescimento, gerar empregos e melhorar a vida da população, como estava sendo desenvolvido pelo Governo Bolsonaro, entregando um país nos trilhos do crescimento e com a economia pujante, mesmo diante de reflexos negativos oriundos de uma pandemia e uma guerra no Leste Europeu. O Brasil fechou ano passado como exemplo a ser seguido no cenário político internacional.

O governo Lula não possui uma base parlamentar para votar projetos importantes no Congresso e patina sobre questões essenciais na área econômica. Nós congressistas, estamos concentrando esforços para darmos segmento nas pautas positivas, e enfim, levantarmos voo nesse avião chamado Brasil que se encontra em solo guardado na garagem.

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