Homens sem honra

acessibilidade:

Mais uma vez esfaquearam o Capitão em público e, pela enésima vez, desonraram a figura do Presidente da República na frente de milhões de espectadores. É lamentável! É de indignar qualquer cidadão!

Estou me referindo à armadilha preparada contra Bolsonaro a título de entrevista. Vou me referir, mas não roubarei o tempo do meu caro leitor comentando ou reverberando o desprezível papelão do Sistema Globo dos Barões Marinhos, protagonizado por dois jornalistas desclassificados, na última segunda-feira, 22 de agosto. É desnecessário.

Desde o dia seguinte àquela ignominiosa ousadia contra o Presidente de milhões de brasileiros, as redes sociais já davam conta da revolta de nossa gente em face dos achaques e das artimanhas, que deram o tom desprezível do que será o comportamento dos “Contras” nesta campanha eleitoral.

A revolta dos patriotas procede tanto quanto sua indignação se justifica, porém não pode haver surpresa alguma em relação ao que pode vir da parte daqueles que antes de ultrajar os homens de honra desta Nação há muito que traíram a Pátria em que nasceram e que o fizeram por “trinta moedas”.

Não há mesmo muito mais o que acrescentar além do que até aqui observaram os articulistas e enfatizaram os comentaristas de boa cepa, a não ser que o plano daquela gente do mal ou dos agentes do quanto pior melhor para dividir nossa sociedade e ter chance de dominá-la, de certo que está indo ou já foi por água abaixo.

Por mais que houvessem tentado nas últimas décadas, a Nação brasileira não se dividiu. Ainda somos um só povo do Oiapoque ao Chuí. Contudo, reconheço que o preço pago por conta da ação infausta dos vermelhos separatistas foi muito alto.

A Nação Verde e Amarela está respingada pelo vermelho do social-comunismo, mas não em definitivo porque não se quedou desonrada, já que nossa gente não confiou a honra de todos aos trastes que nunca souberam cuidar de sua honra própria.

Assim tudo ocorreu porque os patriotas – desde o mais humilde cidadão e verdadeiro sobrevivente até ao mais abastado – bem sabem que ninguém tem o dever de ser rico, sábio ou poderoso, mas todos têm o dever de serem honrados.

Foram três décadas ou mais de sistemáticas tentativas no sentido de separar o Brasil e de dividi-lo entre pobres e ricos; entre pretos e brancos; entre crentes e agnósticos; entre incultos e letrados; entre intelectuais e analfabetos; entre homens e mulheres; entre os do norte e os do sul, sem mencionar nas torpes divisões por opção ou por preferência sexual.

Os vermelhos ou separatistas não têm proposta para um Brasil livre, rico e soberano porque isto importa em se ter um povo independente e próspero que não toleraria o domínio do regime assassino, escravagista que pregam e que querem implantar a qualquer custo.

Perceba-se o grau de infâmia e de desonra daqueles que propõem a volta da aliança do Brasil com os “narcoditadores” da “América Latrina” e que, em um passado recente, nos custou rios de dinheiro; igualmente dos xiitas do meio ambiente que defendem a exploração e o roubo das nossas riquezas; tanto quanto dos que querem ver o País dependente das superpotências ou indigente daquelas; também dos defensores de um nordeste refém da indústria da seca ou dos que se rompem todos diante do Brasil do agronegócio e saudado como celeiro do mundo.

Como um criminoso no “saidão da carceragem” patrocinado pelos Freixos da vida, Lula segue em sua trajetória de crimes e de malfeitos sujando todos e tudo que perpassa. Não tem e nem precisa exibir honra alguma, até porque jamais esse requisito pessoal fez parte de sua personalidade. Isto não surpreende ninguém mais, nunca mais.

Porém, é no mínimo reconfortante constatar que todos os seus asseclas – os antigos ou os novos que Lula incorporou à sua quadrilha – doravante serão chamados de desonrados e que eles estão conformados com seus rótulos, por conta de sua luta suja pelo poder e para manter seus privilégios e os de suas famílias que enriqueceram explorando a seca do nordeste sofredor. O petralha rejeitado, Ciro (do pó?) e Alkmin, a cria do FHC, que o digam.

Quando a hora da verdade chegar, os homens honrados deste País não precisam mais do que olhar nos olhos dos Mandarins da Suprema Corte para que eles admitam, sem apelação, que desonraram a Constituição. Abaixarão a cabeça sem coragem para encarar o mais humilde dos cidadãos que paga seus salários.

Quando este País enfim tomar seu destino em mão própria, as quadrilhas de FHC a Temer saberão o quanto deverão pagar por ter levado o Brasil aos caos econômico, social e político, vitimando cerca de 13 milhões de famílias.

No dia em que o povo exercer todo poder que dele emana, então os patriotas estarão aptos a dar sua palavra de honra no sentido de que as sanguessugas do suor de nossa gente, bem como assim os chupins da máquina governamental e, mais, a classe política abjeta, a esquerda delinquente, a direita usurpadora e voraz representada pela banca e pelos empresários associados dos cofres públicos, todos nada mais serão nestes tempos de vitória da Nação Verde e Amarela, senão a triste história de um Brasil que desmoralizaram perante o mundo.

Que deles não se apiede nossa sociedade vítima de suas inconsequências. Como um dia quis dizer, com outras palavras, o autor de “Sátiras”, o poeta romano Décimo Juvenal (55 a 128): a maior infâmia daquela gente foi preferir a vida à honra, e ao perder a honra, por amor à vida espúria, perderam o que torna digna a vida de ser vivida.

Jose Mauricio de Barcellos ex-Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. E-mail: bppconsultores@uol.com.br.

Reportar Erro