José Maurício de Barcellos

Casa da mãe Joana

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Compulsando o Dicionário Houaiss, me deparei com esta velha expressão de língua portuguesa que significa “o lugar ou situação onde vale tudo; sem ordem; onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização”. Seguindo adiante encontrei a sua origem mais provável que remonta ao século XIV, por alusão à ordenação de D.ª Joana I, rainha de Nápoles e condessa de Provença, que estipulou os estatutos dos famosos “Bordéis de Avignon”, da França do final da idade média. Segundo os historiadores, o termo teria surgido quando Joana, rainha de Nápoles, se refugiou naquela cidade em 1346, em meio às disputas pelo trono, depois de ser acusada de tramar a morte de seu marido, o príncipe húngaro Andrew.

Desafiando Roma e a Igreja Católica, a rainha Joana regulamentou os bordéis da cidade e fez deles verdadeiras instituições. Por sua vez, os portugueses, tomando conhecimento do decreto, designaram então os seus prostíbulos como “Paço da mãe Joana”. Chegando ao Brasil, a expressão torna-se “casa da mãe Joana”, não só para se referir às casas de prostituição, mas como qualquer lugar onde não existe ordem, lei, regulamento, onde qualquer um faz o que bem deseja. Recordemos. Quem com mais de 50 anos não teria ouvido a advertência: “Garoto, recolha suas coisas e guarde. Isto aqui não é a casa da mãe Joana”.

Estou trazendo o assunto à colação para lembrarmos de que, nas últimas três décadas, os governos da vermelhada sem verniz, mormente os das hordas de FHC à “Anta Guerrilheira”, empreenderam um esforço enorme para transformar a Nação Verde e Amarela em uma imensa casa da mãe Joana.

Vamos tomar alguns exemplos, de domínio público, porque escancarados pelas redes sociais. No Nordeste, sedento e desvalido, não existe uma só ONG ou qualquer sociedade de patifes “ongueiros”, mas na Amazônia, existem 100 mil ONGs estrangeiras que ao se virem, neste governo de patriotas, sem o aporte de verbas oficiais, tanto quanto impedidas de continuar a roubar nossas riquezas, então se uniram à canalha xiita do meio ambiente e, juntamente com as “bichocas” do francês Macron, por pouco não submeteram nosso território à total biopirataria dos estrangeiros. Por culpa das quadrilhas de FHC, Lula e Dilma, aquele imenso território verde tornou-se verdadeiramente uma casa da mãe Joana, com mais de 23 milhões de brasileiros literalmente abandonados à sua própria sorte.

Outro exemplo. O lado negro da mais alta Corte do País, aparelhado por presidentes portadores de extensas fixas criminais, hoje instaura inquérito secreto, manda prender quem pelas redes sociais faz críticas, liberta criminosos irremediavelmente condenados de alta periculosidade; obstaculiza os planos e projetos que podem resgatar nossa gente mais miserável; usurpa a competência de outros poderes; tem sua composição integrada por meros “traficantes de influência” regiamente pagos por advogados de corruptos e de bandidos e muito mais. Esses são os que não se pejam em transformar o Pretório Excelso em uma casa da mãe Joana e que os patriotas devem combater, sem temor dos medíocres ou dos juristas vermelhos da impostura, justos os quais em defesa dos corruptos, por má fé ou burrice, assacam-lhes a infâmia de pretenderem desmoralizar ou destruir a nobre e outrora respeitabilíssima Instituição.

Mais um exemplo. Quando Lula e a “petralhada” desviaram bilhões e bilhões para financiar “narco-ditadores” da América e de África ou quando lesaram o País em mais de 1,6 trilhão de reais destruindo a saúde, a educação e a segurança pública no Brasil ou ainda quando do suor de nossa gente sofrida retirou bilhões para comparar o silêncio e a conivência da maldita classe dos “jornazistas”, vassalos dos Barões Marinhos, tudo somente chegou a este nível de balburdia administrativa que bem se conheceu, porque aqueles infames estavam convictos de que a Terra Brasillis havia se transformado no grande bordel da vermelhada, ou seja, na maior casa da mãe Joana que o mundo jamais conheceu.

Todavia, tenho certeza de que este tempo esgotou e, por isso mesmo, vou logo avisando aos dois maiores proxenetas da esquerda delinquente ou aos maiores agentes do Foro de São Paulo e das FARC’s no território brasileiro, FHC e Lula. Vocês, seus cretinos de uma figa, não vão, em conjunto ou separadamente, iludir mais os patriotas. Devem passar as mãos em suas fortunas escondidas, aqui e no exterior, e cair fora do Brasil que jamais voltará a ser a casa da mãe Joana em que vocês o haviam transformado.

Igualmente estou convencido de que a “Nova Ordem Brasileira” e o povo de um modo geral, agora tomaram o destino em suas mãos e para as ruas vão aos milhões a pé, de carro ou montado em cerca de 50 mil motocicletas, liderados pelo Presidente do Brasil, para não permitir a volta dos malditos da Pátria ao poder. Uma dessas situações que se quer cobrar e ver apenada é a que se refere á mais recente denuncia contra o “ex-empregadinho” do bandidaço Zé Dirceu, atual Mandarim do STF, Antônio Dias Toffoli.

O caso ao qual me refiro é o seguinte. O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou em sua delação premiada e homologada pelo próprio STF, que Toffoli recebeu 4 milhões para beneficiar prefeitos no Tribunal Superior Eleitoral o mesmo Tribunal que agora vem de ser usado para manter a fórceps um sistema eleitoral corrompido e ultrapassado.

Por conta daquela suspeita, a Polícia Federal encaminhou ao STF um pedido de abertura de inquérito, a fim de investigar tais repasses criminosos, ocorridos durante sua atuação na Corte eleitoral como presidente. Segundo Cabral, os pagamentos teriam sido realizados por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro, nos anos de 2014 e 2015. Nos vídeos vazados da delação, o ex-governador do estado do Rio de Janeiro acusa o ministro Toffoli de ter recebido dinheiro para favorecer dois prefeitos do Estado do Rio de Janeiro. “O ministro Dias Toffoli lidera um grupo de pessoas para busca de vantagens indevidas e eu sou testemunha disso porque participei, inclusive diretamente, de pagamentos de vantagens indevidas”, denunciou Cabral em seu depoimento.

Mais recentemente, um vídeo completo foi divulgado. A esposa do ministro, a advogada Roberta Rangel, teria ido pessoalmente ao gabinete de Cabral e, na presença do ex-governador, ligado para o seu marido, Dias Toffoli. “Durante o encontro, a Dra. Roberta ligou para o ministro Dias Toffoli. Ele registrou a alegria, a satisfação de eu receber sua esposa e agradeceu pela colaboração e gentil recepção”, disse Cabral.

Neste caso de pagamento de propina para um Ministro da Corte Suprema, foi a primeira vez, na história do país, em que a Polícia Federal pediu permissão ao STF para apurar uma denúncia de corrupção de um membro da própria Corte. Depois de algumas decisões para lá e para cá, o Ministro Edson Fachin – justo aquele que tirou do xilindró o “Lulalarápio”- proibiu o prosseguimento do inquérito contra o colega do Tribunal e antigo companheiro do Partido dos Trabalhadores e, o que é mais triste, por 7 votos a 4 a Corte confirmou, nesta quinta-feira (27) aquela vergonheira. Está difícil (mas não impossível) reverter esta situação, que somente chegou a este ponto porque, como falei, querem uns meros servidores públicos, que jamais do povo receberam um voto sequer, transformar aquela imprescindível Instituição Republicana em uma verdadeira casa da mãe Joana.

O Presidente está firme e hoje mais de 75 milhões de patriotas estão com ele. O Planalto está de pé e a equipe ministerial tralhando obstinadamente para colocar o Brasil nos eixos do bem. Tudo é muito grandioso, como grandioso é o futuro desta Nação. Falo do Brasil que importa, que avança e que, muito em breve, não dará mais espaços para as diferentes casas de prostituição da República que, ultrajando a verdadeira democracia, ainda existem por conta de uma antiga classe política que vivia em suas muitas casas da mãe Joana, protegidas pela certeza da impunidade.

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. E-mail: bppconsultores@uol.com.br.

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