João Carlos da Silva

A testemunha

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Ela é uma senhora imponente e moderna. Elegante nos traços e contemporânea ao mesmo tempo. Rejeita rótulos. Caminha sozinha em passos largos rumo ao objetivo planejado no seu nascedouro. Talvez seja a única testemunha que chegou nessa idade acompanhando toda a cronologia da história com dignidade. Testemunhou de tudo , até pandemia. Sua alvorada encanta quem a conhece profundamente. Foi obra de gênios. Eles lhe conduziram ao estrelato. Nada mais justo para quem nasceu para brilhar. E um forte brilho. Aos bem vividos 60 anos , ela não parou no tempo. Estudiosa da vida nacional , a sessentona nunca se deixou levar pelo pessimismo. Otimista , abrigou muitos que vieram para viver junto com ela a esperança de melhores dias. Aos 60 , muita coisa foi se renovando no seu cotidiano. Esperançosa , cativante e espirituosa, essa senhora é a voz do povo brasileiro. Não é uma sessentona qualquer. Juscelino, Lucio Costa e Niemeyer criaram – na para ser o que é. Todos lhe rendem suas homenagens em respeito pelo que ela representa. Imaculada e cestrosa , não pode comemorar como gostaria o seu feliz aniversário. Apareceu um vírus sabe-se lá de onde para atrapalhar sua festa com seus convidados em isolamento total. Vai passar. Nossa sessentona não vai parar por conta disso. Irá continuar testemunhando para construir a história para o futuro. Brasília , a jovem senhora sessentona , é a testemunha do povo brasileiro. Ela segura o manto da democracia para proteger seus filhos salvaguardando a Pátria dia e noite. Brasília , a testemunha , chegou aos 60 anos sem um risco na sua biografia. É uma senhora de respeito e do tamanho do Brasil. Será assim até o dia que Deus envelhecer.

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