Opinião


19/01/2019

Concórdias e discórdias

Marli Gonçalves

Concórdias e discórdias

Queria ser jardineira e plantar concórdias, que seria uma flor linda, viva, fértil, que eu inventaria e espalharia pelo mundo todo, começando por São Paulo, e torcendo para que as sementes fossem carregadas por todo o país. Quem a olhasse seria imediatamente acalmado e passaria a prestar mais atenção no que o outro diz. Seu aroma e colorido se embrenhariam nas casas, nos gabinetes, e todos seriam invadidos por uma sensação de mais lógica, paz e bem-estar.  Sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu… Ainda é permitido sonhar, não? Pois bem. Faço isso agora. Parei para pensar um pouco sobre como está difícil achar o ponto de concórdia, sobre qualquer assunto, tema. Um mínimo equilíbrio de bom senso e raciocínio. Onde foi que nos perdemos? Não é saudosismo, ao contrário, tenho achado que estamos andando para trás, mas muito para trás, lá atrás, quase chegando em um passado que deveria estar soterrado, onde não havia comunicação entre as pessoas, apenas opressão e violência, dominação. Até por causa disso, já interrompo o ataque: não estou falando só de política, dessa gente que vem, mas que passa, muitas vezes como um vendaval que a tudo destrói, arrasta. E que seguidamente tentamos reconstruir. Refiro-me a nós. Às conversas olho no olho, aos debates divertidos e ricos, com argumentos. Não esse clima de saloon, de bangbang que, por discordar do outro se pensa em eliminá-lo, seja com gestos, seja com palavras, ou mesmo…Um clima que se embrenhou por aqui, e parece estar colado, não passar nem com reza braba. Qual é a vida real que estamos vivendo? Essa, das redes sociais? Curti, amei, haha, uau, triste, grrr, com as carinhas – emojis – correspondentes. Ou essa das fotos, selfies, com boquinha de pato, em invejáveis cenários paradisíacos? Não colecionamos mais figurinhas. Colecionamos pessoas, seguidores, “Ks”, amigos, inclusive muitos que nunca vimos e nunca veremos – até porque alguns nem existem mesmo, são robôs. Amigo virou palavra com outros sentidos.  Podem até ser meras arrobas, atrás das quais se escondem intenções. Nossas vidas viraram livros abertos; muitos contando apenas histórias da carochinha. Estamos todos vestindo pesadas burcas, só com os olhinhos aparecendo e os dedinhos teclando, passando, repassando qualquer coisa. Assim fica fácil enganar, fazer correr e escorrer o mal. As minhas flores concórdias teriam fortes atrativos para reunir pessoas em torno delas, todas obviamente concordando em pelo menos um ponto. A partir daí poderíamos começar de novo a discutir outros temas. Proponho que o primeiro seja liberdade, liberdade individual, cada um vive a sua, desde que não interfira na do outro. Perguntas teriam respostas. Análises, críticas e comentários seriam bem-vindos, e rebatidos numa medida educada, da argumentação sem xingação, e especialmente sem paixões políticas, essas desgraçadas formas de amor que sempre trazem desapontamentos. Sempre. É só aguardar. Por mais otimistas que sejamos. Sempre nos orgulhamos de ser um país gentil, feliz, variado, abrigando todas as raças e credos, comunidades imigrantes de todos os países. Abertos a batalhas, sim, desde que justas e solidárias. Ultimamente estamos ao contrário. As desavenças e discórdias não são de agora, mas nos fazem muito mal. Pensamos em nos armar, ao invés de nos amar. Em proibir, ao invés de respeitar. Pense nas concórdias. Ajude a espalhá-las. Enquanto é tempo. Antes que as rosas das rosas, as rosas hereditárias, as rosas radioativas estúpidas e inválidas, sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada, se espalhem em nossos canteiros.
18/01/2019

Concórdias e discórdias

Marli Gonçalves

Concórdias e discórdias

Queria ser jardineira e plantar concórdias, que seria uma flor linda, viva, fértil, que eu inventaria e espalharia pelo mundo todo, começando por São Paulo, e torcendo para que as sementes fossem carregadas por todo o país. Quem a olhasse seria imediatamente acalmado e passaria a prestar mais atenção no que o outro diz. Seu aroma e colorido se embrenhariam nas casas, nos gabinetes, e todos seriam invadidos por uma sensação de mais lógica, paz e bem-estar. Sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu… Ainda é permitido sonhar, não? Pois bem. Faço isso agora. Parei para pensar um pouco sobre como está difícil achar o ponto de concórdia, sobre qualquer assunto, tema. Um mínimo equilíbrio de bom senso e raciocínio. Onde foi que nos perdemos? Não é saudosismo, ao contrário, tenho achado que estamos andando para trás, mas muito para trás, lá atrás, quase chegando em um passado que deveria estar soterrado, onde não havia comunicação entre as pessoas, apenas opressão e violência, dominação. Até por causa disso, já interrompo o ataque: não estou falando só de política, dessa gente que vem, mas que passa, muitas vezes como um vendaval que a tudo destrói, arrasta. E que seguidamente tentamos reconstruir. Refiro-me a nós. Às conversas olho no olho, aos debates divertidos e ricos, com argumentos. Não esse clima de saloon, de bangbang que, por discordar do outro se pensa em eliminá-lo, seja com gestos, seja com palavras, ou mesmo…Um clima que se embrenhou por aqui, e parece estar colado, não passar nem com reza braba. Qual é a vida real que estamos vivendo? Essa, das redes sociais? Curti, amei, haha, uau, triste, grrr, com as carinhas – emojis – correspondentes. Ou essa das fotos, selfies, com boquinha de pato, em invejáveis cenários paradisíacos? Não colecionamos mais figurinhas. Colecionamos pessoas, seguidores, “Ks”, amigos, inclusive muitos que nunca vimos e nunca veremos – até porque alguns nem existem mesmo, são robôs. Amigo virou palavra com outros sentidos.  Podem até ser meras arrobas, atrás das quais se escondem intenções. Nossas vidas viraram livros abertos; muitos contando apenas histórias da carochinha. Estamos todos vestindo pesadas burcas, só com os olhinhos aparecendo e os dedinhos teclando, passando, repassando qualquer coisa. Assim fica fácil enganar, fazer correr e escorrer o mal. As minhas flores concórdias teriam fortes atrativos para reunir pessoas em torno delas, todas obviamente concordando em pelo menos um ponto. A partir daí poderíamos começar de novo a discutir outros temas. Proponho que o primeiro seja liberdade, liberdade individual, cada um vive a sua, desde que não interfira na do outro. Perguntas teriam respostas. Análises, críticas e comentários seriam bem-vindos, e rebatidos numa medida educada, da argumentação sem xingação, e especialmente sem paixões políticas, essas desgraçadas formas de amor que sempre trazem desapontamentos. Sempre. É só aguardar. Por mais otimistas que sejamos. Sempre nos orgulhamos de ser um país gentil, feliz, variado, abrigando todas as raças e credos, comunidades imigrantes de todos os países. Abertos a batalhas, sim, desde que justas e solidárias. Ultimamente estamos ao contrário. As desavenças e discórdias não são de agora, mas nos fazem muito mal. Pensamos em nos armar, ao invés de nos amar. Em proibir, ao invés de respeitar. Pense nas concórdias. Ajude a espalhá-las. Enquanto é tempo. Antes que as rosas das rosas, as rosas hereditárias, as rosas radioativas estúpidas e inválidas, sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada, se espalhem em nossos canteiros. Marli Gonçalves, jornalista – Nós somos o adubo da Terra. O diálogo. São Paulo, parabéns, 465 anos! marligo@uol.com.br/ marli@brickmann.com.br
18/01/2019

Davos ou Renan?

José Maurício de Barcellos

Davos ou Renan?

O Palácio do Planalto informou que o presidente Jair Bolsonaro participará, no final deste mês de janeiro, do Fórum Económico Mundial, em Davos. É uma oportunidade singular porque além de ser a primeira viagem internacional do novo presidente, também pela primeira vez o Brasil vai se apresentar ao mundo – e ao mundo dos negócios em especial – depois da terrível época de desprestígio e de imensa desmoralização que lhe impuseram as quadrilhas de Sarney a Temer. O encontro, na Suíça, acontecerá de 22 a 25 do corrente mês e terá a participação de 250 autoridades do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo) e de outros países para debater uma pauta econômica global, regional e industrial comum, já denominada pelo tema: “Globalização 4.0: Moldando uma arquitetura global na era da quarta revolução industrial”. O texto de apresentação do Fórum destaca que a reunião deste ano será promovida em meios às “incertezas, fragilidades e controvérsias sem precedentes”, de um planeta vivendo de crises em crises. O Fórum, nos quatro dias de evento, abordará ainda questões como geopolítica, o futuro da economia, “cibersegurança”, capital humano e sistemas industriais, mas sem dúvida que a libertação do mercado brasileiro da tutela ideológica e o combate à corrupção são os temas mais aguardados pelos organizadores do encontro. Considere-se ademais que, nesta ocasião, parece que tudo está concorrendo para que o Brasil brilhe muito e protagonize a presença maior, principalmente porque se sabe até agora que os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos e Emanoel Macron, da França – ambos com problemas em seus países – estarão impedidos de comparecer. A comitiva brasileira vai contar com os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro e com o chanceler Ernesto Araújo. A lista ainda inclui o governador de São Paulo, João Doria, e o setor privado que estará representado pela Apex-Brasil e pelos executivos do Bradesco, do Banco BTG Pactual – na pessoa do banqueiro André Esteves – bem como da Eletrobrás, Embraer, Itaú Unibanco, Petrobras e Vale. Isto tudo está matando de despeito os calhordas da “Rede Goebells” que apostam no insucesso do novo governo e do novo chanceler Ernesto Araújo, que chegou dando um tabefe na corja comunista do Itamarati aliada de Cuba e da Venezuela fantasiada de “globalista”, mas que nada mais é do que uma mixórdia de “neo-entreguismo” com uma sórdida afronta à soberania das Nações de cunho gramscista. Sem dúvida que o gigante das Américas consubstancia a grande oportunidade de negócios que há muito se espera. Não só para os Estados Unidos e para as economias mais fortes do continente americano, mas também para o que sobrou em pé da Europa, bem como para Israel, para a China e para os países árabes, o Brasil livre das amarras e do perigo socialista é um porto seguro para o investimento estrangeiro. O que se diz na Europa é que está na hora de “fazer negócios” com o Brasil, pois o social-comunismo foi afastado e com ele as ultrajantes peçonhas que nos envergonharam perante a comunidade das Nações livres. Consta que o presidente da Suíça, Ueli Maurer, estaria ávido por um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, com objetivo de tentar fechar um acordo, nada excludente, entre o MERCOSUL e o bloco composto pela Suíça e Noruega. Tem tudo para ser um sucesso a participação do Brasil em Davos e há uma chance real do Capitão encantar o mundo com seu jeitão simples, direto, seguro e honesto, apresentando no Fórum uma equipe de patriotas que traz a marca da probidade, da segurança jurídica, da competência, com as quais logrou resgatar a Nação brasileira das mãos de ex-governantes que a Europa e os demais continentes, por seus países sérios e desenvolvidos, tinham na conta de audaciosos aventureiros ou inconsequentes ladrões da coisa pública. Estou convicto que será assim mesmo. Isto, entretanto, aumenta e agrava a reponsabilidade dos 58 milhões de responsáveis pelo novo Brasil que se apresenta em Davos e, como aconteceu depois que o Capitão foi esfaqueado, quando o povão saiu carregando sua campanha nos ombros, também desta feita (e no futuro igualmente) o povo deve proceder com o mesmo empenho, cerrando fileiras em torno da Revolução Democrática de 2018, para que tudo dê certo. Não vamos desmobilizar e vale qualquer sacrifício. Quando o Presidente chegar a Davos deve lhe preceder a notícia que o povo desta Nação Verde e Amarela está disposto e vigilante para impedir qualquer tentativa do retorno da gentalha corrupta e desclassificada, que nos dominou nos últimos 30 anos. Deve estar claro para o mundo que o Brasil está disposto a tudo para impedir que os malfeitores do executivo, do legislativo e do judiciário retornem ao poder. Deve chegar a Davos a notícia de que o Brasil da gentalha de Lula e Dilma é outro. Agora é Paulo Guedes, Moro, General Heleno e tantos outros do mesmo naipe, que o mundo conhece e respeita há muito tempo. Atenção Gabinete de Segurança Institucional, Itamarati e Área de Comunicação do Planalto! Deve correr de boca em boca pelos salões de Davos que assim como Lula está preso, Renan Calheiros – um dos nomes mais execráveis da velha política, muitas vezes réu e investigado pela Justiça – conquanto esteja solto ainda só ficará fora do xilindró por pouco tempo. Avaliem com que cara ficará o Capitão e sua equipe se por lá correr a notícia no sentido de que aquele cidadão desprezível poderá voltar a ser Presidente do Senado Federal? Pelo território livre da Rede Mundial de Computadores transitam dois vídeos. Um mostra um pedido aflito e urgente do intrépido e destemido Promotor Público de Curitiba, na Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, que está liderando, em todo Brasil, um abaixo assinado que objetiva exigir do Parlamento que passem a adotar em qualquer votação nas casas do Congresso o voto aberto como princípio inarredável e não os inconstitucionais e sórdidos votos secretos. Neste caso específico da eleição para mesa do Senado, com a votação às claras certamente se poderá impedir o retorno do tal bandidaço à Presidência do Senado. O outro vídeo produzido pelos Movimentos Sociais – os mesmos que pelas redes sociais derrubaram a guerrilheira “Dilma Carabina” e ajudaram a eleger Jair Bolsonaro – está convocando a população para até o dia da votação para as mesas do Senado e da Câmara Federal, que ocorrerá no início de fevereiro, para nas ruas mais esta vez gritar contra Renan Calheiros – um dos piores cancros da politicalha brasileira – execrando o nome deste réu por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, com mais de 18 inquéritos na Lava Jato. Auguro que aqueles movimentos sociais tenham sucesso, como nas vezes anteriores e que Davos escute a voz das ruas e se emocione com nosso entusiasmo em defesa desta Terra de Santa Cruz. Vou continuar insistindo sem esmorecer. Cada movimento governamental, cada passo importante para vida nacional terá que ser acompanhado de perto pelas Redes Sociais. Foi desta forma que colocamos os vermelhos para correr. Nada pode ser deixado à mercê da imprensa profissional, absolutamente inimiga da “Nova Ordem”. Custa muito pouco a cada um de nós para divulgar ou compartilhar as notícias, os comentários e as campanhas de incentivo e apoio aos bons atos do governo Bolsonaro, bem como também para denunciar todo e qualquer malfeito dos negros tempos petistas. Uma Davos extasiada com o Brasil da era Bolsonaro, Renan e outros patifes na cadeia, tudo faz parte de uma Nação da qual não mais abrem mão os bons brasileiros. Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. E-mail: bppconsultores @uol.com. br.
18/01/2019

Estados pelo ralo

João Carlos da Silva

Estados pelo ralo

Essa semana os governadores Ronaldo Caiado ( Goiás ), Romeu Zema ( Minas Gerais ) e Mauro Mendes ( Mato Grosso ) estiveram em Brasilia para passarem o chapéu na busca de recursos para tentarem colocar seus estados nos trilhos. O que contam é estarrecedor . Herdaram de seus antecessores os estados literalmente em frangalhos, quebrados literalmente. Impressiona a falta de capacidade administrativa dos antigos governantes devido aos diversos pontos da economia que os estados possuem e que poderiam muito bem andar sozinhos sem o dedo do governo. Aliás, toda vez que alguns governantes colocam seus dedos, a máquina para ou enferruja . No Mato Grosso, cenário de alto padrão tecnológico no campo, a situação é de total desalento. O caixa está com um ônus de bilhões de reais. Estado dissolvido .  Por lá ainda existem obras inacabadas da Copa do Mundo que foi realizada no Brasil anos atrás. Tamanho foi o descaso que muitos gestores pagam na Justiça o preço do descaminho com o dinheiro público. Um estado rico necessita ser governado por políticos decentes para que cresça na normalidade que todos esperam. Calamidade pública sancionada na terra da soja, algodão e milho. Não se paga ninguém a curto prazo. Avaliar o futuro, nem pensar. Por enquanto é agarrar na benevolência do governo federal para que não seja desligado os dois balões de oxigênio. São dois balões devido a emergência da situação. Ronaldo Caiado também não passou longe. Goiás está desalentado economicamente . A pecuária deu lugar ao grito de socorro. Funcionários públicos fazendo figas para não deixarem de receber seus salários. A continuidade de poder dá nisso. Pelos lados de Minas Gerais o estrago foi grande. Zema atônito. Com a bomba nas mãos e o pavio aceso. Governança petista em terras de JK provocando estragos generalizados . Tem mais. O Rio de Janeiro está dilacerado . O Distrito Federal não fica atrás. Outros estados também deixando os governadores jogando na sorte para ver no que dá. Virou disputa de palitinho para qual conta pagar primeiro. Servidores e fornecedores com lenço nas mãos. Até o pires perderam nas gestões passadas. Esse rombo todo apresentado nas contas dos estados vai recair sobre o governo federal. A nação é a mãe de todos e o Deus o pai. Agora é rezar para que Deus não dê uma cochilada e a nação não adormeça. Senhores governadores, ação, praticidade, discernimento, competência, justiça e seriedade com a coisa pública. O povo merece um pouco disso. A hora do vamos ver chegou.
17/01/2019

Não seja conduzido pelos problemas, mas pelos seus sonhos

André Castro

Não seja conduzido pelos problemas, mas pelos seus sonhos

Mais um ano chegou ao final. E já passamos pela festa de réveillon, comemos lentilhas e alguns conseguiram pular as sete ondas. O momento também serve para repassar todos os sonhos e esperanças, acreditando que em 2019 tudo vai acontecer e ser melhor. E quando tudo voltar ao normal e chega a hora de encarar a volta ao trabalho? Será que a luta pelos sonhos e planos continuarão realmente? E você, se mantém empenhado na realização dos seus sonhos e projetos durante todo o ano? Olhe para trás, como foi no ano passado e nos anos anteriores? Pergunto, porque vejo no dia a dia e durante minhas palestras que a maioria das pessoas voltam ao “normal”, esquecendo toda aquela gratidão e sonhos de final de ano. As pessoas parecem que são empurradas pelos seus problemas ao invés de conduzidas pelos seus sonhos. Essa é a razão que faz com que eu mostre nas minhas palestras que a solução para a maioria das pessoas é criar o seu próprio caminho, vejo a maioria indo de carona do tipo deixa a vida me levar e pesquisas mostram que 80% das pessoas não tem ou não sabem seu objetivo de vida. Isso é facilmente observado quando assistimos aquela brincadeira com casais onde é perguntado para cada um em separado, qual é o seu objetivo de vida? Geralmente as respostas são completamente diferentes e aí eu penso, como é possível a família atingir seus objetivos se marido e mulher pensam totalmente diferente? Pôr isso é fundamental você ter em mente o seu real objetivo de vida e aí, então, procurar seguir os cinco passos básicos, abaixo, na busca pelos seus sonhos: – Motivação: É o combustível que impulsiona os talentos e muitos são perdidos pela falta da motivação. Pense num carro sem combustível, não te levará a lugar nenhum. É importante saber que a motivação tem que ser diária, assim como o banho. – Conhecimento: A única coisa que ninguém tira de você é o seu conhecimento, segundo Albert Einstein. Tudo que não está expandindo está encolhendo e o mesmo acontece com o seu cérebro. – Comprometimento: Fazer o que tem que ser feito na hora que tem que ser feito. Pesquisas mostram que 30% dos problemas das empresas são de ordem técnica e 70% causados pelas pessoas, pois em algum momento do processo essas pessoas não estavam completamente comprometidas em busca da sua excelência. – Confiança: É não desistir perante as dificuldades e muitos talentos são perdidos pôr desistirem. O jogador Cafu, da seleção brasileira, pôr exemplo, foi reprovado oito vezes antes de ser escolhido na peneira para começar a treinar e não desistiu, no fim acabou sendo campeão do mundo pôr duas vezes. Aí eu pergunto, quantos “Cafus” será que deixaram de existir? – Gratidão: A neurociência mostra que a gratidão age numa área do cérebro responsável pela motivação, diminuição do stress e a felicidade. Já a felicidade libera dopamina que estimula no cérebro os centros de aprendizagem. Portanto a neurociência comprova que vale a pena ser grato. Agora pare para pensar, independente da sua crença, se você não agradece à vida pelo que você tem, qual a razão, então, para a vida te dar mais? O mais importante de tudo é continuar acreditando e lutando, principalmente depois que a ressaca do réveillon passar, pois nada é tão nosso quanto os nossos sonhos. “Se você pode sonhar, você pode realizar” Walt Disney Vale a reflexão – Feliz 2019! Andre Castro é dentista e MBA em gestão em planos de saúde. Faz palestras sobre superação, entusiasmo e qualidade de vida. Seu site: http://www.andrecastropalestras.com.br/.
17/01/2019

Carmem Miranda e Zé Carioca: Brazil com Z

Miguel Gustavo de Paiva Torres

Carmem Miranda e Zé Carioca: Brazil com Z

Nos anos 50 e 60,nas asas da Panair ou nas cabines da Varig, a elite do jet set internacional chegava ao aeroporto do galeão com o mesmo entusiasmo das suas badalações nas Riviera francesa e italiana. O Rio, ou Riô, era o paradigma da sofisticação e do luxo: Sol, mar, carnaval, simpatia, e preços de banana. Do Leme a Copacabana. Depois, do Leme a Ipanema, e depois, até o longínquo Leblon. Aprazia mais a europeus, que gostam do exótico, do que a norte-americanos, que preferem conforto e limpeza, e só entendem inglês. Mas a fantasia de Carmem Miranda e as criações brasileiras de Walt Disney, com o seu simpático e hospitaleiro Zé Carioca, atraiam muitos gringos também, como eram chamados mais especificamente por aqui os norte-americanos. Da América do Sul, praticamente nada de turismo no Brasil, uma flor estranha no jardim hispânico da América do Sul, com o agravante de ter uma imensa população mestiça e negra, os “macaquitos”, como diziam carinhosamente nossos irmãos do cone sul. Um ou outro criminoso foragido da justiça aportava por aqui. As favelas eram consideradas lugares de charme e poesia. O morro era uma canção de bossa e amor, onde nasceu o Orfeu do Carnaval. A pauta da imprensa, do rádio e da televisão, focava os encantos do país tropical, de sua música, paisagens e belas mulheres coloridas nas areias do mar. Os jornais e as redes de televisão evitavam o sangue e o horror da miséria que se escondia “al di la” da fantasia do Copacabana Palace. Essa miragem se esvaneceu definitivamente depois do furacão brizolista nos anos 80 e 90, quando o famoso “povão” invadiu a sua praia e a mídia nacional decidiu entronizar o sangue e o crime como foco do novo jornalismo brasileiro. As autoridades que se entronizaram, neste verão, na moderna e decadente Brasília, apostam, mais uma vez, na abolição de vistos para norte-americanos e canadenses, entre outros países ricos, para aumentar a receita nacional com o turismo, e competir, quem sabe, com a Espanha e outros destinos que faturam bilhões com esse setor de serviços gerador de emprego e renda. Tenho a impressão de que essa meta é uma miragem para um futuro ainda invisível no horizonte. No momento a realidade é outra: preços absurdos, assaltos, sangue, terror, guerrilha urbana, esgotos a céu aberto despejados nas ruas, rios e mar. Insegurança pública total, até nas trilhas do corcovado e na aristocrática Santa Teresa. No momento, senhores, o Brasil é um filme de terror, assustador. Vai ser difícil ressuscitar o Zé Carioca e o rebolado de Carmem Miranda para atrair os desejados milhões de turistas norte-americanos e canadenses, australianos e japoneses, com visto ou sem visto de entrada. Nem de graça alguém vai deixar de passar suas férias de praia no belíssimo, bem equipado e seguro Caribe, para levar uma bala perdida no Rio de Janeiro ou ser assado como espetinho em Fortaleza. Miguel Gustavo de Paiva Torres é diplomata.
17/01/2019

A crise da democracia

Ney Lopes

A crise da democracia

Generalizou-se globalmente a demonização da política, que é grave risco para as liberdades democráticas. A extrema direita, tão nociva quanto à extrema esquerda, prega “modelo novo”, em cuja origem não há compromisso com o espírito público, que preserva à visão social. Ao contrário, cultiva a concepção exclusivamente privatista, que conduz ao egoísmo e ao individualismo. Nesse contexto, o discurso político cognominado de “novo”, dos que dizem encarnar as mudanças, passou a cultivar o medo, falso moralismo, desesperança, ódio, caos, trevas, com propostas de pavor, como por exemplo, o muro nas fronteiras do México e Israel, além de condenações sistemáticas às migrações. Estimula-se o espírito soturno do eleitorado, através de soluções simplistas e óbvias para problemas inquietantes e complexos (sobretudo corrupção e violência), que qualquer um entende no seu dia a dia, mas se revelarão fatalmente inexequíveis. Nunca, como agora, prevaleceu na política internacional a expressão cunhada nos anos 60 por McLuhan, intelectual canadense, de que o “mundo é uma aldeia global”. Nos mais variados locais do planeta observam-se reações políticas idênticas, com posicionamentos semelhantes do eleitor, país a país. Aqueles que protestavam, mas não compareciam às urnas, mudaram o comportamento e revelam apoio à ascensão do populismo nacionalista e xenófobo. O resultado é o histriônico Donald Trump no poder, mesmo sem ter sido o mais votado. Na Europa, exemplos próximos ocorreram na Áustria, Polônia e Suécia. Na Alemanha, França e Itália, historicamente países com cenários de alternância de poder, surgiram movimentos nacionalistas radicais: o Alternativa, na Alemanha; Frente Nacional da França e o Movimento Cinco Estrelas, da Itália. Não se pode discutir a legitimidade dos eleitos. Mas há riscos de “tsunamis” políticos, econômicos e sociais à vista, até pela inexperiência de alguns vitoriosos, no manejo da coisa pública. Muitos acreditam, que simplesmente transpor o modelo da empresa privada para o estado é suficiente. Gravíssimo equívoco. Não se nega que a empresa privada tem muito a colaborar na gestão pública, porém os objetivos finais são diferentes e exigem métodos também diferentes. A empresa busca o lucro privado; o Estado o lucro social. Outras correntes, igualmente vitoriosas nas últimas eleições globais, se prendem a dogmas ou “overdoses” de teorias econômicas (algumas já ultrapassadas, no todo ou em parte) e denominam esses comportamentos de mudanças. Esse é outro equívoco, que poderá trazer até maior intranquilidade social futura, com os protestos de ruas e seus desdobramentos. Os tecnocratas merecem respeito, porém as decisões haverão de serem sempre e permanentemente políticas, tomadas diretamente (e sem delegação de poder) por quem foi ungido nas urnas. Segundo o historiador britânico Arnold Toynbee, a história se move em ciclos, que se alternam. Esse fenômeno sócio-político começa a desenhar-se na América, como forma de reação ao conservadorismo patológico do presidente Trump. Movimentos populistas de esquerda ganham força e tudo poderá acontecer, caso realmente se consolide a candidatura presidencial do senador democrata Bernie Sanders. O país berço da democracia corre o risco de substituir um extremo por outro, o que é preocupante. Os últimos fatos no Congresso americano mostram agravamento da insanidade trampista, que mantém a ideia fixa da construção de um muro, na fronteira com o México. Pesquisa recente mostra 53% responsabilizando Trump e 29% culpando os democratas no Congresso. O projeto cobriria uma área de 3,1 mil quilômetros e o orçamento é de US$ 25 bilhões. Os democratas freiam o governo. Porém, Trump insiste nessa aberração, justamente quando se comemora o vigésimo nono ano, da queda do muro de Berlim, também conhecido como Muro da Vergonha, que demonstrou ser essa via ultrapassada para solução de conflitos. Enquanto isso, o governo americano está travado, com o presidente se recusando a aprovar o orçamento para 2019, se não for incluído o financiamento do muro na fronteira mexicana (“shutdown”). Os fatos notórios desmentem Trump, que desconhece a importância histórica da presença mexicana no desenvolvimento dos Estados Unidos, sobretudo na Califórnia. Desde 2014 reduziram-se as prisões na fronteira. Famílias e crianças que chegam são mais de países centro americanos, do que mexicanos. Há 35 milhões de pessoas de origem mexicana no país, das quais, 24 milhões já nascidos nos Estados Unidos. A incógnita é se a xenofobia e o nacionalismo doentio prevalecerão nas relações sociais e políticas. Ou, o planeta marchará para a previsão do sociólogo britânico, Anthony Giddens, que considera “A democracia em crise por não ser suficientemente democrática. É necessário democratizar a democracia, dando mais poderes aos cidadãos” para colocar o mercado à serviço da sociedade e não a sociedade escrava do mercado. A verdade é que, o mundo transformado em “aldeia global”, está literalmente de “cabeça pra baixo”. Cabe relembrar as preocupações do professor no Instituto de Estudos Políticos de Paris (SciencesPo), o francês Pascal Perrineau. “A democracia conheceu sua primavera e seu verão, mas não pode conhecer seu próprio inverno”- disse ele. Pascal Perrineau falou da primavera democrática representada pela Revolução Francesa de 1789; do verão democrático do pós-guerra, em 1945, e do atual outono, representado pelo crescimento de forças que buscam se eleger tendo como discurso o combate à democracia. “Se a imaginação democrática não chegar ao poder, nossos povos, em todas as partes do mundo, vão regredir” com a ascensão dos movimentos nacionalistas e populistas que crescem no Ocidente. Infelizmente, as últimas eleições globais mostram que procedem as reflexões do sociólogo francês Pascal Perineal. Só restar aguarda para ver o que virá no futuro, em relação a atual crise das democracias ocidentais. Ney Lopes- advogado, ex-deputado federal, procurador federal, professor de Direito Constitucional (UFRN) – www.blogdoneylopes.com.br – nl@neylopes.com.br  
17/01/2019

Sobre uns fantasmas

Edson Vidigal

Sobre uns fantasmas

Sempre que as soluções escapam à possibilidade do natural, aparece alguém levando a mão, quase que em concha, ao canto da boca para em seguida, num sussurro de fada, ordenar um recurso ao sobrenatural. E sobrenatural, é bom saber, inclui tudo. Desde temporadas em segredo pelos terreiros do Codó a chamamentos noturnos e incansáveis para que os ectoplasmas larguem do serviço em algum lugar e com a pressa das ambulâncias compareçam. Não é de hoje que os fantasmas, estando onde estiverem, depois de longamente evocados, são trazidos à colação. Uns camaradas, outros nem tanto. Todos, enfim, inimigos declarados da mesmice e da tristeza. Há no mundo do sobrenatural quem, chegando ao mundo dos comuns mortais, possa provocar mais alegrias desarrumadas do que os fantasmas? Aqui, os fantasmas compareceram e votaram durante décadas nas eleições majoritárias e nas proporcionais e ninguém os venceu. Enquanto não largaram do titulo de eleitor, os seus candidatos foram imbatíveis. Mais tarde, cansados desse dever cívico de votar, votar, e nada acontecer de bom para o povo, os fantasmas resolveram se entregar a outros afazeres. Vocês não se lembram que o PT naqueles tempos em que  perdia eleições presidenciais, uma atrás da outra, tinha sempre o seu ‘Governo Fantasma’ com o companheiro Lula de presidente e o companheiro Cristovam Buarque como Ministro da Educação ? Nenhum desdouro nisso. Os ingleses até hoje se interessam pelo seu Governo Fantasma, seja o dos trabalhistas, seja o dos conservadores. Os fantasmas atuam mostrando como as coisas seriam diferentes se eles fossem Governo. Na eleição seguinte, quem está Governo pode não estar mais, e os fantasmas então mudam de lado. Se depender só deles estarão sempre na oposição. Mas tem gente que morre de medo de ver fantasma. Imagino que se comparados com algumas pessoas, levando em conta o medo que elas produzem e impingem aos outros, os fantasmas não devem ser assim tão medonhos. Consta que foi Plínio, o Jovem, em Atenas, na Grécia, no primeiro século depois de Cristo, o primeiro a ver um fantasma. Ele voltava do ateneu onde Péricles, o tribuno gago, fizera um comício anunciando uns convênios com a prefeitura de Tróia e outras de Frigia, na Ásia Menor, quando deu de cara com um fantasma balançando correntes e assumindo aos poucos a fisionomia de um cara barbudo querendo bater com um martelo de madeira em sua cabeça. Heródoto andou pesquisando e descobriu que, em outras encarnações, o fantasma barbudo havia freqüentado a escolinha do partidão, onde com certeza ninguém lhe ensinara a ser tão tendencioso e perverso. Na Inglaterra, em Tedworth, por volta de 1600, um fantasma baterista atazanou a vida de muita gente batendo tambores à noite. Outra diversão sua era bater nos móveis das casas, em especial nas camas onde houvesse gente dormindo. Um dos lordes ficou com tanto medo que despachou da Corte seguranças do Reino, ganhando diárias em libras esterlinas, para proteger da barulheira do fantasma baterista a sua casa em Tedworth. Hoje ninguém fala mais sobre os fantasmas então atuantes na judicatura do Maranhão. Ninguém sabe dizer ainda o que levou os tais fantasmas, outrora mais ocupados com o serviço eleitoral, a incursionarem por novas jurisdições, incluindo as cíveis e criminais, que sintetizam questões de tantos interesses e de tantos interessados. O que se sabe é que os fantasmas gostaram tanto desse ramo de distribuir justiça – a cada um o que é seu, segundo uma igualdade – que em suas assombrações não só vestiram togas como passaram a receber salários iguais aos dos Juízes de verdade. As coisas andam tão besuntadas de mediocridades e mesmices que pedir, a estas alturas, ao sobrenatural que nos envie mais Juízes Fantasmas ou Fantasmas Juízes pode ser, quem sabe, a grande saída nesta encruzilhada de incertezas, e de tanto desalento e introspecção. A tal da insegurança jurídica segue se achando a inarredável. Edson Vidigal, advogado, foi Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal.

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19/01/2019

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

BRASIL E FOGUETES

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

Texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), entendendo a importância do setor espacial para o Brasil, publicou recentemente um Texto para Discussão. O texto é o “TD nº 2.423 – O Centro de Lançamento de Alcântara (MA): abertura para o mercado internacional de satélites e salvaguardas para a soberania nacional”. Os autores são Israel de Oliveira, coordenador de estudos do IPEA; Rogério Luiz Veríssimo Cruz, da Agência Espacial Brasileira; Giovanni Roriz Lyra Hilldebrand e Matheus Augusto Soares, pesquisadores do IPEA. O texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, atualmente tão presente na mídia, e que pode colocar o Brasil entre os poucos países que possuem centros de lançamento comerciais. Além de abordar os aspectos históricos do Programa Espacial Brasileiro (PEB), com suas principais conquistas nos segmentos de satélites e de veículos lançadores, o estudo também discute os condicionantes e as oportunidades que a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara pode proporcionar. Como condicionante, o TD discute e explica o que são os acordos de salvaguardas tecnológicas (AST), que vêm sendo discutidos no Brasil desde 2003. O AST com os Estados Unidos é essencial para garantir a operação comercial do Centro, uma vez que esse acordo serve para garantir a proteção das tecnologias estrangeiras que venham a ser utilizadas por satélites ou veículos lançadores em Alcântara (MA). Também são apresentados, oportunamente, os modelos de negócio com relação a centros de lançamentos adotados por outros países, tais como Estados Unidos, Índia, Reino Unido, Rússia, França e China. Esses exemplos são fundamentais para se pensar na estratégia que o Brasil deverá adotar para explorar o seu centro de lançamento. Embora se tenha em mente que o Brasil deverá construir uma solução específica, respeitando seu regramento jurídico, a experiência de outros países pode ajudar na construção de uma solução mais eficaz. A pesquisa também aborda a questão fundiária, ainda a ser resolvida para a plena consolidação da área do Centro. Cabe destacar que já é possível que o Centro realize atividades comerciais de lançamento com a área hoje destinada a ele. A área adicional pleiteada serviria para a criação de novos sítios e para atrair empresas, que ali implantariam estruturas dedicadas a cada veículo lançador de seu interesse. Transversal O setor espacial é um segmento completamente transversal, que gera impactos e spinoffs em praticamente toda a cadeia de valor econômica. Transformar o Centro de Lançamento de Alcântara em um centro operacional comercial trará benefícios na forma de geração de renda, emprego e desenvolvimento regional, não somente para a cidade de Alcântara, mas também para o seu entorno e para o Brasil. Nesse sentido, cabe destacar a iniciativa da Agência Espacial Brasileira de negociar com a Secretaria de Aviação Civil, o zoneamento civil-militar do aeródromo localizado em Alcântara. O zoneamento, cujas obras se iniciam ainda em 2019, permitirá a modernização do aeroporto, item de infraestrutura essencial para garantir acesso eficiente e de baixo custo ao Centro de Lançamento de Alcântara. O Texto para Discussão pode ser acessado na integra pelo link: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2423.pdf Para saber mais sobre o Centro de Lançamento de Alcântara, o mercado de satélites e as perspectivas para o uso comercial do Centro, conheça aqui o Relatório Técnico divulgado pela Agência Espacial.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
19/01/2019

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Crime perfeito

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Financiamentos eram reservados a ditaduras sem órgãos de controle

A “exportação de serviços” custeada pelo Tesouro Nacional via BNDES foi criada pelo governo FHC, em 1998, para driblar a exigência constitucional de submeter ao Senado financiamentos no exterior com dinheiro público. Mas a invenção da tecnocracia tucana foi sofisticada nos governos do PT, com o “crime perfeito” de financiar ditaduras sem órgãos de controle, tipo TCU, que resultou na chocante ‘lista BNDES’, divulgada nesta sexta (18), de obras no exterior com dinheiro público. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O Tesouro Nacional passou a financiar obras bilionárias lá fora, a juros irrisórios e carência de mais de vinte anos, em contratos secretos. A única condição imposta às ditaduras financiadas era a obra ser feita por empreiteira brasileira, e sem licitação. Quase sempre, a Odebrecht. O valor saía do Tesouro, fazia “pit-stop” no BNDES e acabava na conta da empreiteira no Brasil, em reais. Sem passar pelo crivo do Senado. A lista do “crime perfeito”, com dinheiro do BNDES, saiu nesta sexta (18). Só a Odebrecht, empreiteira favorita de Lula, levou R$18 bilhões.
19/01/2019

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Que tipo de gente...

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Pelegada quer excluir dos acordos coletivos quem não paga 'contribuição'

É criminosa a manobra de sindicalistas para “compensar” a perda de receita após a reforma trabalhista. Ameaçam excluir dos benefícios obtidos em negociações, inclusive reajustes, os trabalhadores que não pagam imposto ou “contribuição” sindical. A medida imaginada pelos pelegos é inconstitucional e não resistiria à Justiça, mas a tentativa de extorsão revela o tipo de gente que controla o movimento sindical. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A lei que instituiu a reforma trabalhista determina que a cobrança só pode ser feita com a prévia autorização de cada trabalhador. Os pelegos, que construíram fortunas pessoais com os R$3,5 bilhões anuais do imposto obrigatório, alegam que perderam 90% da receita. Muitos sindicatos viraram forma de achacar incautos e tornar vigaristas milionários. O Brasil tem hoje 93% de todos os sindicatos do mundo.
18/01/2019

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Sucessão na Fecomércio-DF

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Decisão foi do conselho de representantes por 16 votos a 10

Em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira (18), às 18h30, o Conselho de Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal decidiu, por 16 votos a 10, manter o empresário Francisco Maia no cargo de presidente da Fecomércio-DF durante toda a gestão atual, que vai até julho de 2022. Com a renúncia de Adelmir Santana, foi necessário convocar os conselheiros para cumprir os procedimentos de substituição previstos pela entidade. Seguindo o que determina o Estatuto, a maioria do Conselho entendeu que a Diretoria em exercício já havia sido eleita, em maio do ano passado, para cumprir um mandato de quatro anos, não sendo necessária nova eleição. Dessa forma, os cargos vagos serão ocupados conforme a escala hierárquica de sucessão. “Darei aos conselheiros, diretores e colaboradores do Sistema Fecomércio-DF todo o meu empenho e dedicação. Todos terão espaço nesse mandato, prioritariamente os sindicatos”, afirmou o presidente Francisco Maia. “Trabalharei fortemente em defesa dos setores de comércio, serviços e turismo. Vamos renovar, equilibrar e fortalecer a Fecomércio-DF, sempre lutando por Brasília e pelo seu desenvolvimento”, completou. Como presidente do Sistema Fecomércio no Distrito Federal, automaticamente Francisco Maia também passa a ser presidente dos conselhos regionais do Sesc e do Senac, além de presidente do Instituto Fecomércio. Com a decisão do Conselho de Representantes, a primeira, segunda e terceira vice-presidências terão como titulares, respectivamente, os empresários Edson de Castro, Antônio Tadeu Peron e Alexandre Augusto Bitencourt. O empresário Álvaro Silveira Júnior passa a ocupar a lista dos dez vice-presidentes gerais e Cristiane Carvalho Mendes se torna uma das diretoras adjuntas. A Fecomércio-DF é considerada a principal entidade representativa dos setores de comércio, serviços e turismo em Brasília. Possui 26 sindicatos filiados e dois associados, que, juntos, representam mais de 90 mil empresas responsáveis por 93% do PIB privado do DF. Maranhense que optou por Brasília Nascido em Teresina (PI), Francisco Maia Farias foi criado em São Luís (MA) até os 13 anos, quando se mudou para Brasília em 1963 e adotou a cidade para viver. Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhou nos principais veículos de comunicação da cidade durante a década de 70, tendo passado por Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e Diário de Brasília, até virar empresário e montar seu próprio negócio na área de comunicação social. Foi pioneiro no segmento de produtoras de vídeo e, posteriormente, virou empreendedor no setor de eventos e hotelaria. Casado há 44 anos com sua esposa Solange Pinheiro Farias, tem três filhos e seis netos. Há 21 anos, Francisco Maia também faz parte da Diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), tendo se tornado o atual presidente da entidade, e há oitos anos é o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção de Eventos do DF (Sindeventos), também foi vice-presidente no Sindicato das Empresas de Turismo do Distrito Federal (Sindetur-DF) por quatro anos e é o atual presidente da Câmara de Turismo e Hospitalidade da Federação. Seu mandato como presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio) vai até julho de 2022.
18/01/2019

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Fura-olho

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Segundo Palocci, havia 'ruptura' e havia dois grupos distintos dentro do PT

O ex-ministro Antonio Palocci, delator da Operação Lava Jato, relatou que a ex-presidente Dilma Rousseff “deu corda para o aprofundamento das investigações” da operação Lava Jato para implicar o ex-presidente Lula. Segundo Palocci, havia uma “ruptura” entre Lula e Dilma e dois grupos distintos tinham sido formados dentro do PT. Ele diz que a “briga” entre os dois começou com a indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras. A nomeação de Graça, segue Palocci, representava “meios de Dilma inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência”. O ex-ministro relatou que, naquele momento, Dilma tentava se afastar do controle de Lula. ​”Deve ser relembrado que [o ex-presidente da estatal Sérgio] Gabrielli era íntimo de Lula, ao passo que Graça era íntima de Dilma. Não havia qualquer intimidade entre Lula a Graça e a relação entre Dilma e Gabrielli comportava permanentes atritos.” Palocci afirma que, com o avanço da Lava Jato, a única preocupação de Lula era preservar a própria imagem. Lula “relembrava que Dilma era a presidente do conselho de administração da estatal na época de grande parte dos fatos apurados”. O ex-ministro diz que chegou a perguntar ao ex-presidente: “Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?”. E que Lula teria respondido que um apartamento na praia não caberia em sua biografia. As informações estão em um dos termos de colaboração da delação fechada por Palocci com a Polícia Federal de Curitiba. O depoimento foi anexado ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte.(Folhapress)
18/01/2019

Bolsa fecha semana em alta e índice de desempenho bate recorde

Cotações

Bolsa fecha semana em alta e índice de desempenho bate recorde

Dólar encerra período com valorização de 0,23%

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a semana com novo recorde nominal, alcançando 96.096 pontos, o que representa alta de 0,78% em relação ao pregão anterior. Ontem (17), o índice chegou a 95.351 – maior pontuação registrada até então. O Ibovespa acumula alta de 5,58%, considerando o fechamento do índice entre 2 de janeiro, primeiro dia de funcionamento da B3 em 2019, e esta sexta-feira (18).(ABr)