Opinião


20/11/2018

O País cordial

Gilsandra Clark

O País cordial

Com inaudito interesse de parte da opinião pública e da imprensa brasileira, discute-se a política externa do próximo governo. Nesse novo debate, porém, evidencia-se o espectro de velhos mitos influenciando palpites e convicções. Entre esses mitos nacionais, está a ideia do homem cordial, por décadas considerada possivelmente a mais bem-acabada síntese da formação e do caráter do homem brasileiro e de sua atuação na coletividade. Com o tempo, o conceito desenvolvido por Sérgio Buarque de Holanda viu-se contestado pela historiografia de fundo marxista, para a qual essa concepção constitui apenas mais um disfarce para ocultar o conflito e as verdadeiras contradições materiais da sociedade brasileira. Curiosamente, essa mesma historiografia que se opõe à visão do homem cordial parece enaltecer algo que se poderia conceituar como o país cordial. De fato, apesar das críticas, por vezes ferozes, intelectuais repetem sem cessar verdades axiomáticas e imutáveis a respeito da atuação internacional brasileira, a qual, em resumo, deverá pautar-se, digamos assim, por um comportamento afável, simpático, caloroso, reforçado por sinais de amizade indiscriminada e universal. Qualquer momento histórico em que esse padrão não se tenha repetido tornou-se alvo de “esquecimento”, quando não de zombaria ou recriminação. Os exemplos são muitos e, entre alguns dos casos mais paradigmáticos, podem-se citar as Guerras de Independência, a Guerra do Paraguai e a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, especialmente o envio de tropas para combate direto na Europa. Tais eventos terminam por serem classificados ora como acontecimentos de menor importância, ora como graves equívocos de que se envergonhar, pois, como disse Sérgio Buarque de Holanda, ”a contribuição brasileira para a civilização será o homem cordial”.* Quando o governo eleito aventa mudanças de rumo de política externa que envolveriam possíveis conflitos, há uma insurgência da mídia, de políticos e de acadêmicos contra essa decisão que representaria um ataque à ideia do mítico país cordial chamado Brasil. E gritam todos: “Anátema!” Em vez de lançarem-se ao debate sobre interesses estratégicos e sobre um projeto de inserção futura do Brasil no cenário global, apenas repetem que esse ou aquele ator internacional será melindrado por uma revisão de prioridades da parte brasileira, o que, consideram, deveria ser argumento suficiente para encerrar a questão. “Deitado em berço esplêndido”, em sua posição geográfica quase insular, afastado dos vizinhos por fronteiras mormente despopuladas e distante dos principais centros políticos internacionais, o Brasil parece desconhecer que o mundo das relações internacionais não se constrói apenas sobre acordos, gentilezas e quadros legais ou normativos, mas também sobre dissenso, força e poder. A ideia, certamente, não é buscar o conflito, tampouco deverá ser evitá-lo a custo do comprometimento radical de estratégias de longo prazo, o que poderia vir a significar, por exemplo, estar relegado a uma condição permanente de subdesenvolvimento social e econômico. Assim como o contrário de preparar-se para a guerra não pode ser um desarmamento irresponsável, o oposto de embarcar num conflito comercial não pode ser reduzir toda a política externa a trabalhar para a venda de um único produto, como foi o caso do café na República Velha. O quadro reveste-se de complexidade ímpar, os fatores são múltiplos e, por vezes, contraditórios. Não se faz política externa sem um profundo conhecimento dos diversos atores internacionais e de seu próprio interesse como nação. Nesse sentido, parece de bom alvitre relembrar Sun Tzu: “ Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” ** A possibilidade de transferência da Embaixada do Brasil para Jerusalém, por exemplo, não pode ser decidida inopinadamente, tampouco pode ser desconsiderada apenas em razão da venda de aves para países árabes. Esse comércio reveste-se de grande relevância, mas uma alteração de tal monta constituiria operação geopolítica tão significativa e multifacetada que não conviria ser decidida apenas em razão das consequências mais imediatas ou mais evidentes. O mesmo valeria, ademais, para considerações sobre a entrada do Brasil para a OTAN, o que, aliás, seguramente deveria preceder uma eventual mudança da Embaixada em Israel. Do ponto de vista nacional, por sua vez, nunca de fato houve grande contestação quanto à ideia de perseguir a entrada do Brasil para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, propalada por mais de duas décadas. Amplos esforços diplomáticos foram empregados para esse fim e, pela mesma razão, até mesmo a estrutura interna do Itamaraty viu-se alterada, com a abertura de postos em numerosos países, antes atendidos por Embaixadas cumulativas. Mesmo considerando-se válido todo esse empreendimento, em última análise, além da dimensão territorial e populacional, qual o principal argumento para a entrada do Brasil no Conselho de Segurança? Ora, somos um país cordial! Todos gostam de nós, somos amigos de todos, nunca brigamos com ninguém. “Ah, entendi”, diz cada uma das potências nucleares. Para um observador externo, porém, talvez a opção de transferir a Embaixada para Jerusalém, ainda que mais conflituosa, pareça mais racional e faça mais sentido em termos de política internacional do que a ambição brasileira de entrar para o Conselho como membro permanente. Diga-se de passagem que, sob a pressão internacional para aderir ao Tratado de Não Proliferação (sobretudo dos Estados Unidos, que ameaçavam com retaliações comerciais), cedeu o Brasil, não cedeu a Índia, hoje o 9o maior parceiro comercial dos Estados Unidos. A conveniência de cada uma dessas opções geopolíticas requer estudo estratégico cuidadoso. Não são questões que possam ser decididas apenas por parecer ser boas ideias, mas podem constituir alternativas válidas, desde que baseadas num desenho mais amplo do país que se busca alcançar, do país que o Brasil “quer ser quando crescer”. A discussão deve ser sobre um projeto de nação, sem ceder a falaciosos dogmas e mitos que terminam por apartar o país do verdadeiro jogo de política internacional, sempre diminuindo sua capacidade de atuação e limitando ganhos internos. *Raízes do Brasil, Ed. José Olympio, São Paulo ** A Arte da Guerra, Bertrand Editora, Lisboa, 2009 Gilsandra Clark é diplomata. Texto integral em thinkthanksclub.wordpress.com
20/11/2018

Empulhações culturais (e o velhíssimo Cacá Diegues)

Ipojuca Pontes

Empulhações culturais (e o velhíssimo Cacá Diegues)

Mas, como ia dizendo, depois de eleito presidente da República, Collor de Mello, por intermédio do embaixador Marcos Coimbra, chefe da Casa Civil, convidou-me para uma conversa no “Bolo de Noiva”, em Brasília. Lá, o novo presidente (que fora eleito durante o furor da queda do Muro de Berlim e a partir da sua adesão à política antiestatizante empreendida por Margareth Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, em especial no que dizia respeito a desregulamentação, privatização das empresas públicas e redução do poder predatório dos sindicatos esquerdistas) depois de tecer considerações sobre minhas críticas às distorções vigentes no aparato da cultura oficial do País, publicadas no jornal “O Estado de S. Paulo”, pediu-me sugestões práticas para se diminuir o tamanho do Estado inflacionário tocado por Zé Sarney, presidente por acaso, apedrejado nas ruas pela população do Rio de Janeiro. Sentei-me diante de uma máquina e em quinze minutos escrevi um “paper” no qual sugeri ao novo mandatário três pontos a serem considerados dentro de uma reforma administrativa do Estado na área da Cultura, a saber: 1) Redução de dezenas de fundações e empresas em dois institutos básicos: um, para cuidar da área do Patrimônio Histórico; outro direcionado para o setor das artes e cultura; 2) Por questão de maior autonomia, sugeri a transformação da Biblioteca Nacional em fundação; 3) Na sua reforma do Estado, tratasse de fechar a Embrafilme, empresa estatal comprovadamente corrupta, que tinha nas figuras engajadas de Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto e Cacá Diegues os seus principais beneficiários. Devo assinalar que o novo presidente seguiu ipsis literis o “paper” que lhe passei. Mais do que isso, transformou o ministério criado pelo permissivo Zé Sarney em Secretaria Nacional da Cultura, pasta para a qual me nomeou como gestor. No ato vaticinou que ele, mais do que eu, iria enfrentar uma “tribuzana braba”, pois o seu governo iria fechar 18 estatais, 11 ministérios (23 para 12) e 24 órgãos públicos. A Embrafilme, empresa sempre deficitária, estava na lista das privatizações, mas ninguém apareceu para comprá-la – e foi fechada. Toda essa narrativa vem a propósito de quê? Bem, recentemente, soube que o notório Cacá Diegues, subintelectual que já se disse “neomarxista” e sujeito “muito metido”, escreveu em “O Globo”, jornal em permanente campanha contra Jair Bolsonaro, que a “cultura”, em 1990, “sofreu um golpe histórico” porque Collor de Mello queria “se vingar” por não ter recebido apoio, em sua candidatura, “de artistas e intelectuais”. Cacá Diegues, de quem Luís Sérgio Person, diretor de “São Paulo S.A”, dizia “não ter um só fotograma de talento”, é o típico “intelectual” esquerdista de “pensamento único” (característica do subintelectual), especialista em distorcer a verdade e proclamar mentiras e meias-verdades em função dos seus interesses ditos “socializantes”. De minha parte, informo ao leitor, desmentindo Diegues, que centenas de artistas e intelectuais (muito mais respeitáveis do que o dito cujo) votaram e fizeram campanha para eleger – como de fato elegeram – Collor de Mello. Por sua vez, basta um mínimo de decência para reconhecer que o político alagoano foi eleito porque, para além dos motivos acima expostos (derrocada da URSS e ascensão do Tatcherismo, etc.), o Brasil, desgovernado como um barco à deriva, foi levado ao descalabro pela ação irresponsável do governo da “Nova República” que elevou a inflação acima de 3% ao dia, entre outras razões, sem dúvida, por conceder benesses geradas por monstrengos como a Lei Sarney (hoje, Rouanet), a fomentar tudo, menos riqueza material ou cultural, e gerando, a um só tempo, clientelismo, negocismo, favoritismo e infindáveis prejuízos financeiros à sociedade. No Brasil, a prevalência do Estado provedor e a enraizada mentalidade intervencionista/assistencialista, se fez particularmente ativa na área do cinema, onde, por exemplo, Cacá Diegues transita lépido entre a privilegiada figura do “senõrito” mexicano e o intocável “sinhozinho” do Brasil feudal. Na prática insolvente, como era de se esperar, a produção de filmes tornou-se uma rubrica a mais na contabilidade do desperdício e do agigantamento do Estado cartorial. (Ainda a propósito de Diegues: em artigo que circula na internet, “Da natureza das Rêmoras”, o roteirista Paulo Halm associa o “sinhozinho” do cinema ao peixe ameba – rêmora – que vive de sugar, em fúria parasitária, os peixes predadores aos quais se atrela). Com efeito, nesta área conflagrada, a consumir anualmente bilhões de reais com a produção, distribuição e exibição de filmes subvencionados por leis permissivas e incentivos fiscais, o cinema nacional, ao inviabilizar de caso pensado a atividade privada do setor, tornou-se, no dizer do cepalino Celso Furtado, “uma atividade inviável”. De fato, com a dinheirama escorrendo fácil pela tabatinga onerosa da Lei do Audiovisual e do Fundo Setorial do Audiovisual, não há mais filme brasileiro que realmente se pague: os custos da produção oficial tornaram-se inabordáveis pela renda das bilheterias. Sem falar que em sua ampla maioria os filmes resultam bobos, chatos ou ideologizados e cerebrinos como os do “sinhozinho” do cinema. (Abro exceção para “Polícia Federal –A lei é para todos”, excepcional filme da década, produzido sem dinheiro público ou benefício fiscal por Tomislav Blazik e dirigido por Marcelo Antunez, que lotou as salas de cinema do País justamente por mostrar com integridade e fluência a ação do juiz Moro e da PF para levar o indigitado Lula às barras da cadeia). Para aprofundar o assunto, lembro ao presidente eleito Jair Bolsonaro e ao próprio Ministro da Fazenda, economista Paulo Guedes que, nesta área, não estarão lidando com amadores: há cinco décadas que essa gente vem acuando os governos (esquerdistas ou não) com ameaças e sofismas, entre eles, os de que tanto o capitalismo liberal quanto o capitalismo de Estado “investem em seus valores culturais para existir como nação” Bonito, hein? Bulshit! – como diria o outro. Na China, por exemplo, ditadura comunista que controla com mão de ferro cada centavo que circula na área, o sujeito que se meter a fazer filme ou qualquer “obra de arte” atrelada à ideologia de gênero, casamento gay, cotas raciais, denúncias contra o regime, etc (caso do Brasil), será imediatamente despachado para um “centro de recuperação vocacional” em remotas regiões, onde, quebrando pedra, será “reeducado”para conviver com o gênero humano. Idem, no Vietnam e na miserável Cuba, onde Diegues, por sinal, é distinguido como “cineasta engajado de prestigio”. Já no capitalismo liberal, onde prevalece a lógica do mercado, o filme procura o lucro – e é produzido a partir do que lucra na bilheteria. A única intervenção possível é a de agentes, advogados, companhias seguradores, distribuidoras e empréstimos bancários. Se o produtor acertar, ganhará milhões de dólares. Se errar a mão, vai passar muito tempo na geladeira ou pagar o prejuízo com dinheiro próprio. Tipos viciados em produzir filme com dinheiro público, como Diegues, dificilmente poderiam encarar uma real economia de mercado. Antes faço uma alerta aos interessados quanto à idéia marota de que o cinema dos EUA, ao vender o “american way of life”, impôs sua liderança e seus produtos no mundo. Trata-se de uma lorota antiga que circula no Brasil justamente para tirar mais dinheiro do Erário e enfiar na algibeira dos mandarins do setor. O que fez dos Estados Unidos da América a nação mais importante do mundo foi, em primeiro lugar, sua democracia, cuja constituição estabelece a supremacia do indivíduo sobre o Estado e não, como a nossa, o domínio do Estado sobre o indivíduo. O que gerou, claro, um modo de vida responsável, produtivo e livre. Em segundo, é preciso dizer que os EUA, graças ao suor e a imaginação dos seus inventores e da grana dos banqueiros (por que não?) são responsáveis pela criação da lâmpada elétrica, do cinescópio, do telefone, da produção do automóvel em série, da lâmina de barbear, do frigorífico (geladeira), do ar condicionado, do fonógrafo, do cinema falado, das baterias de recarga, da internet, do helicóptero etc etc etc e mais de 15 mil invenções que servem à humanidade e que, por si só, garantiram o interesse e a hegemonia dos seus produtos. Eles, antes da segunda metade do século passado, já seduziam, no cinema, as plateias de todo o mundo, com os faroestes de Billy Eliot e as comédias de Carlitos, a vender, além de talento, tão somente muita poeira, socos, correrias e pastelões ingênuos. Voltaremos ao assunto.
20/11/2018

A carta de Raphaelo

Dante Coelho de Lima

A carta de Raphaelo

Depois que minha mãe faleceu em 2014, recolhi entre os pertences da casa então vazia uma caixa com fotos e papeis velhos, há muito guardada para que fosse entregue a mim. Durante anos a caixa se perdera na desordem de quartos e gavetas sucessivamente arrumados e desarrumados nas muitas mudanças que meus pais fizeram. Há pouco tempo, vasculhando coisas velhas, topei com a caixa. E lá dentro, uma carta, amarelada pelo tempo, dirigida a mim por Raphaelo Valentini. Datada de 22 de outubro de 1959. Emocionou-me. Trouxe-me à lembrança aquele irmão mais velho que nunca tive. Foi decerto figura permanentemente presente na minha infância e adolescência e parte da vida adulta, quando mudei-me para Brasília, já como Oficial de Chancelaria e mais tarde como diplomata. Raphaelo Valentini foi para o garimpo de Pium, onde nasci. Era um faiscador, comprava pedras de cristais no garimpo e as revendiam, a preço muito mais alto nos grandes centros como Anápolis, São Paulo e Rio de Janeiro, onde Raphaelo Valentini tinha escritório. No garimpo, conheceu o rude garimpeiro Newton Coelho Lima, meu pai, de quem tornou-se o melhor amigo. Lembro que, a partir daí, em toda casa em que moramos – e foram muitas – onde os cômodos eram poucos e pequenos, havia sempre o sagrado “quarto do Raphaelo”. Estivesse ele morando ou não conosco. Mesmo quando, em certa época, o apartamento mais amplo do Edifício Malheiros começou a ser ocupado por parentes chegados do Tocantins, havia sempre aquele espaço exclusivo. Território mágico, lá eram guardados suas roupas e objetos. E seu livros. Tudo me despertava incontrolável curiosidade. Não poucas vezes minha me pilhou em flagrante, remexendo, sorrateiro e trêmulo de excitação, em cantos e desvãos daquele misterioso quadrante. Raphaelo Valentini era escritor bissexto e jornalista. A carta que me escreveu, batida à máquina, foi um presente que me deu. Mas decerto não o primeiro regalo desse filho de italianos. Seu primeiro presente foi o meu próprio nome. Quando minha mãe estava pra parir, Raphaelo fez meu pai prometer-lhe que, se nascesse um homem, este teria o nome de Dante. Nome esquisito, pensou meu pai, presente de grego. Mas a amizade falou mais alto. Ganhei o nome do grande poeta e, mais adiante, um exemplar de sua grande obra, a Divina Comédia. Lembro de, menino, folhear nervosamente o livro e me assombrar com as ilustrações do Inferno. Nos anos seguinte, quando tinha tempo, abria um livro e lia algum trecho para mim. Estranhas palavras, que nunca tinha ouvido. Um mundo encantado. Quando pude eu mesmo ler, Raphaelo trazia livros do Rio para mim. Monteiro Lobato. Depois meu pai comprou uma coleção, obras completas. Na foto que ilustra estas linhas, na porta da casinha onde nasci, Raphaelo Valentini aparece de branco, alto, de mãos no bolso, ao lado de um moleque que me tem nos braços. Como jornalista, Raphaelo, colaborou com Trajano Coelho Neto na fundação do jornal Ecos do Tocantins, bandeira e porta-voz da causa da secessão da parte norte do Estado de Goiás. Fui praticamente alfabetizado em casa, lendo o Ecos do Tocantins. Raphaelo gostava de futebol e era torcedor do Vasco, time que conhecera nos tempos do “Expresso da Vitória”. Achei até sua carteira de sócio. Ensinou-me o caminho do Maracanã. Com minhas prolongadas ausências do Rio que o ofício de diplomata me impôs, Raphaelo Valentini foi desaparecendo de minha vida. Até sumir de vez. Tardiamente achada e lida, a carta dele ficou sem resposta. Um dia vou juntar-me a ele lá nos jardins do Senhor e retomaremos a conversa. Dante Coelho de Lima é diplomata.
20/11/2018

Basta de tanta intolerância!

Ney Lopes

Basta de tanta intolerância!

Após as agitações eleitorais, os novos governos – federal e estaduais – começam a colocar os times em campo, para enfrentarem desafios à frente. Disse bem o ex-ministro e governador Ciro Gomes sobre o presidente Bolsonaro: “ele comanda o avião em que todos estamos como passageiros. Sou obrigado a desejar que dê tudo certo”. Preocupam-me os resquícios do radicalismo político-ideológico, a característica marcante da eleição de 2018. A polarização PT e anti-PT enlouqueceu a direita radical, que considerava “esquerdinha petista”, quem não pensasse como ela e extremistas de esquerda rotulavam de “golpistas fascistas”, os que deles discordassem. Ficaram mais perto da sensatez, aqueles que receberam epítetos, de um lado e de outro. A campanha passou. De agora por diante, a palavra chave deverá ser “tolerância” com ideias e propostas com as quais não haja concordância, sem prejuízo da critica, quando considerada necessária. O radicalismo ideológico, vetos prévios, o sectarismo, ações extremadas são exemplos de intolerância. Afinal, o que distingue a democracia de uma ditadura é a liberdade dos que discordam poderem dizer “não”, desde que assumam as consequências. A tolerância é necessária na política, por significar valor supremo e elemento essencial da Democracia. No atual momento nacional, exemplo incontroverso de intolerância são as ácidas críticas ao embaixador Ernesto Araújo, indicado pelo Presidente Bolsonaro para o ministério das Relações Exteriores. “Por que” a manifestação de tanta indignação do PT e aliados, quando se trata de Embaixador, considerado competente pelos próprios colegas, afável no trato, tendo sido promovido e exercido funções importantes em governos petistas? O seu brilhante curriculum justifica a indicação, por ter exercido as chefias de Serviços, Investimentos e Assuntos Financeiros; Negociações Extra-Regionais do MERCOSUL; Ministro-Conselheiro no Canadá e em Washington; Vice-chefia de Missão diplomática nessas mesmas embaixadas, quando ficou à frente de negociações importantes, como da tarifa do etanol e o contencioso do algodão. Serviu ainda em Berlim e Bonn (Alemanha), entre outras funções. As restrições baseiam-se em posições pessoais assumidas pelo embaixador Ernesto Araújo, com base em divulgações distorcidas, contra a orientação política do PT, antiglobalização e simpatia pelo presidente Trump. Não de trata de concordar ou não com essas ideias do novo ministro, mas sim repetir Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”. Quando presidi o PARLATINO (Parlamento Latino Americano) e a Comissão Mista do MERCOSUL no Congresso Nacional testemunhei o eficiente trabalho do Embaixador Ernesto Araújo, no Ministério das Relações Exteriores. Pela vivência parlamentar que tive, recordo que o PT adotou posições ultrarradicais na política externa brasileira, a partir de 2003. O “guru” ideológico do Presidente Lula, professor Marco Aurélio Garcia, durante treze anos, exerceu de “fato” o cargo de Ministério das Relações Exteriores. O ministro Celso Amorim apenas “carimbava” as suas decisões. Foi Marco Aurélio Garcia quem implantou a chamada diplomacia “ativa e altiva”, com apostas na América do Sul, África, palestinos e árabes, incluindo notórias ditaduras. A política externa passou a ser “ideológica” e “partidarizada”. Sabe-se, inclusive, que existiam discordâncias internas no próprio governo. Em entrevista ao professor Dawisson Belém Lopes (Estado), o professor Marco Aurélio revelou um fato, que aproxima as posições atuais do Embaixador Ernesto Araújo ao deputado José Dirceu, à época chefe da Casa Civil. Disse Marco Aurélio, que Dirceu “era muito pró-americano no começo do governo Lula” e chegou a sugerir que o embaixador americanista Rubens Barbosa fosse o Ministro de Relações Exteriores de Lula. Somaram-se desastres na política externa petista. Um deles é a criação em 2008, da UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) pelos ex-presidentes Lula, Hugo Chávez (Venezuela) e Nestor Kirchner (Argentina),  com o único objetivo de “esvaziar” o PARLATINO (Parlamento Latino-Americano), que não “cheirava bem” ao governo petista. Hoje restam escombros da tal UNASUL, além de vários escândalos, com a sede do Equador praticamente fechada. O governo brasileiro paga uma cota de US$ 4 milhões por ano e, em agosto, devia US$ 12,5 milhões. Enquanto isso, o PARLATINO, instituição referendada por todos os países latino-americanos e que mantém parceria com o Parlamento Europeu, funciona há mais de 50 anos, sem nunca ter ocorrido escândalo em suas gestões político-administrativa, incluindo-se o período exercido pelo autor do artigo. Outra lamentável injustiça ocorreu com a demissão sumária do Ministério das Relações Exteriores, do embaixador Antonio Patriota, que foi vítima da “intolerante” política externa petista ao manifestar-se favorável ao asilo político do senador boliviano Roger Pinto. Dilma demitiu o ministro Antonio Patriota, para satisfazer Evo Morales, o ditador boliviano. Diante de tantos precedentes falta autoridade ao petismo para condenar a nomeação do embaixador Ernesto Araújo. O PT, que fala tanto em democracia, precisa aprender que na política, jamais todos pensarão da mesma maneira e sempre existirá uma parte da verdade abrigada pela tolerância. Para Gandhi “a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua”. Diante de tantos precedentes falta autoridade ao petismo para condenar a nomeação do embaixador Ernesto Araújo. O PT, que fala tanto em democracia, precisa aprender que na política, jamais todos pensarão da mesma maneira e sempre existirá uma parte da verdade abrigada pela tolerância. O Embaixador Ernesto Araújo exerce apenas o seu direito de pensar, como da mesma maneira no passado, o “conselheiro” Marco Aurélio Garcia, conduziu a nossa política externa, voltada para alianças consideradas suspeitas, em várias partes do mundo. Será que o embaixador Ernesto Araújo está impossibilitado de ser ministro, apenas por discordar da orientação dos governos Lula-Dilma? É o caso dizer: basta de tanta intolerância! Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, procurador federal – nl@neylopes.com.br – blogdoneylopes.com.br
19/11/2018

Todos perderão

Silvia Caetano

Todos perderão

LISBOA – Os dois lados são responsáveis e ambos sofrerão prejuízos qualquer que seja o desfecho do Brexit, marcado para começar às 23 horas do dia 29 de março do próximo ano.871 dias após o referendo que o aprovou,em2016, e 585 páginas escritas sobre o acordo técnico possível entre o Reino Unido e a União Européia para formalizá-lo,o caso transformou-se numa enxaqueca para a mais sólida democracia do mundo,liderada por uma atônita Primeira Ministra,Theresa May. Para compreender o contexto deste imbroglio é preciso retroceder no tempo e perceber como se chegou ao impasse.Os problemas entre os dois contendores são antigos.O referendo a favor do desligamento da UE não foi o detonador da crise.Assim como o assassinato do Arquiduque Fernando Ferdinand, em Sarajevo,em 1914, não foi a causa da Primeira Guerra Mundial.Em ambos os casos, expressaram rivalidades geopolíticas que se arrastavam ao longo de anos,como,por exemplo, a polêmica em torno da fronteira na Irlanda. O projeto europeu foi o mais importante acordo mundial para a união, paz e prosperidade na Europa.Inicialmente ,contou com a formação de seis países, Bélgica,França,Holanda,Alemanha,Luxemburgo e Itália.A iniciativa foi tão bem sucedida que recebeu a adesão 22 outros países,mas com o passar dos anos desviou-se dos seus princípios originais, frustrando suas populações.Uma das expressões deste descontetamento foi a eleição de políticos das extrema-direita em diversos países europeus,sendo a Itália o derradeiro exemplo. As divergências entre os sócios começaram muito antes do Brexit.Uma delas causada pela mudança nas regras para a eleição do Presidente da Comissão Européia.Até então, escolhido pelos líderes eleitos da Europa e aprovado no Parlamento Europeu, passou a ser indicado pelo grupo político que conquistou mais cadeiras nas eleições parlamentares européias.A alteração do processo não foi bem aceita.A temperatura esquentou na União Européia, que passou a ser acusada de defender prioritariamente seus interesses institucionais e não os dos seus cidadãos,o que é verdade. De contenda em contenda,a insatisfação foi crescendo sem que os dirigentes europeus buscassem equacioná-los através de ampla reforma do modelo de união.O ambiente tornou-se cada vez mais tenso em diversos países.Contudo, impávida e soberba,Bruxelas fez olhar de paissagem acreditando estar no controle da situação.Foi nesse contexto que o Brexit começou a despontar como solução defendida por políticos britânicos para “reconquistar” a soberania do Reino Unido. Capciosamente, não explicaram ao eleitorado quais seriam os prejuízos decorrentes do desligamento da União Européia. Crítico da UE,o ex- Primeiro Ministro David Cameron é um dos culpados.Ele não parava de atacá-la em todos os fóruns da instituição e até nos mundiais,como em Davos,em 2014.” Quero menos Europa,” disse em diversas ocasiões.Apresentava-se como defensor do Reino Unido mas sem jamais apontar as vantagens da sua adesão ao projeto,onde nunca esteve com os dois pés.Manteve,por exemplo, sua moeda. Quando Cameron abriu o olho já era tarde.Por motivos eleitoreiros,convocou o referendo convencido que seria vitorioso,mas perdeu a parada.O resultado do referendo pode ser melhor compreendido quando analisamos o desenvolvimento da sua campanha. Depois de anos depreciando a UE ,Cameron não conseguiu convencer os adeptos do Brexit de que ela era,afinal, o melhor dos mundos para se viver.Enquanto os partidários do divórcio prepararam-se cuidadosamente para aprová-lo.Foi a primeira grande campanha política onde o Facebook foi determinante . Cameron já não tinha capacidade política para convencê-los do contrário.Perdeu,renunciou ao cargo,abrindo espaço para a então desconhecida e conservadora Theresa May. A partir deste ponto,a história é mais conhecida. May mudou-se para o número 10 da Downstreet certa de que conseguiria aprovar um divórcio vantajoso.Pretendia ainda mais, como firmar bons acordos internacionais sem a ajuda da União Européia,inclusive com os Estados Unidos.A decepção não tardou.Os dois últimos anos foram conturbados e muitos começaram a temer ficar sem a proteção das asas da União Européia.Outros,arrependeram-se do voto a seu favor . Enquanto rodopiava, sem conquistar nada de concreto para atender às expectativas dos que querem sair da UE,May foi acumulando derrotas.Num ano,perdeu o apoio de 18 ministros.Nove por causa do Brexit.Por fim,correndo contra o tempo, pois sabia que passasse mais uma semana sem acordo,poderia perder o controle do calendário,a montanha pariu um ratinho.Conseguiu enfiá-lo goela abaixo nos ministros,mas quatro deixaram o barco após a reunião por discordarem do seu conteúdo.No Parlamento, a insatisfação transparece e cresce.Já há 28 parlamentares dispostos a puxar-lhe o tapete. Há ainda numerosos obstáculos a transpor .No próximo dia 25,o texto será levado ao Conselho Europeu extraordinário para ratificação.A Primeira Ministra já anunciou que não cederá nem aceitará alternativa ao seu pacto.Em cima da mesa, reduziu a três as escolhas:seu acordo,nenhum acordo ou nenhum Brexit. Seu maior desafio será aprová-lo na Câmara dos Comuns até o final do ano,o que pode não acontecer.Se passar, será submetido ao Parlamento Europeu,onde também há possibilidade de rejeição,voltando tudo à estaca zero,mas com problemas adicionais. O empenho dos líderes mais responsáveis da União Européia tem sido para as negociações chegarem a bom porto,caso contrário o ambiente poderá se tornar mais caótico.Sem uma boa solução,o que hoje parece quase impossível , todos perdem.Com o acordo técnico, uma espécie de rendição à UE e que não atende às demandas dos partidários do Brexit,as relações do Reino Unido com os demais membros do clube serão definidas em função de interesses pontuais.Não mais terá voz ou assento na UE,mas arcará com muitas obrigações.Ou seja,muito barulho por pouco.De sua parte, sem o Reino Unido,a UE empobrecerá em diversas áreas.
18/11/2018

Moro entra na política como freira em bordel

Jorge Oliveira

Moro entra na política como freira em bordel

Miami – Você pode até divergir do Moro, mas não pode considerá-lo um cara covarde, omisso ou ausente. Suas últimas entrevistas mostram que ele não quer deixar dúvidas sobre a decisão que tomou ao deixar um cargo estável de magistrado para se submeter a avaliação de um outro emprego onde não é dono do seu nariz. Pelo que se observa das suas conversas desde que foi indicado, Moro está convicto de que está certo ao aceitar a função de Ministro da Justiça no governo de Bolsonaro. Conclui-se, assim, que agiu corretamente, pois, antes de qualquer coisa, Moro é um ideólogo. De direita, claro. E como pensa à direita da esquerda, abraçou-se à causa dos radicais na primeira convocação. Os brasileiros acompanharam passo a passo o trabalho de Moro à frente das investigações da Lava Jato, que prendeu políticos e empresários corruptos. Mas ao abrir conversa com Bolsonaro antes das eleições deixa uma suspeita no ar, a de que teria agido nos bastidores contra o PT. Já disse aqui – e repito: Moro é um juiz íntegro, sério, honesto e competente. Mas escondeu, durante todo esse tempo, um viés político que só agora deixa aflorar quando se sente protegido por um governo que comunga dos seus ideais e, portanto, não vacilou um minuto ao aceitar o convite para integrar o governo de Bolsonaro. Moro hoje está na turma dos que combatem a esquerda atrasada, aquela que tenta resolver os problemas sociais do país pelo caminho mais fácil: os bolsas famílias, o preço menor do botijão de gás e outros acenos fisiológicos. Mas em compensação, o juiz comunga também do pensamento retrógrado da direita que oferece décimo terceiro para o Bolsa Família, mais presídios, menos escolas, e de mais covas para enterrar os “suspeitos” que serão abatidos como animais pelo governador eleito do Rio como caminho mais curto para acabar com a violência no estado. Durante a campanha, a gente viu que a plataforma dos dois candidatos – Hadadd e Bolsonaro – não difere muito. Quando se trata de prometer, as intenções são as mesmas, pois ambos pensam o país como uma nação fisiológica, clientelista. Apenas para lembrar: os programas sociais dos candidatos apresentados na televisão são os mesmos desde o FHC. Só mudaram de nome. Lula, ardilosamente, juntou todos eles e os apelidou de Bolsa Família. Que ironia, esses mesmos programas decretaram a falência do PSDB, seu criador, depois da pífia performance do Alckmin nas eleições. Ora, o Bolsonaro surge nesse cenário do descrédito político, da desesperança e da rebeldia eleitoral contra a velha política, com menos compromisso com esses programas sociais. O Paulo (Posto Ipiranga) Guedes aparece como o dono do terreiro, o sujeito que tem soluções para todos os males da economia. Milionário, suas atividades financeiras se espalham por vários setores. Indiferente aos problemas socias, Guedes certamente não estaria preocupado em manter os programas herdados de FHC nem os de Lula pois a sua escola liberal de Chicago é pragmática. Ele defende o livre mercado e a iniciativa como forma para destravar a economia. Por isso, o general Mourão, o vice, já acena com a venda da Petrobrás Distribuidora e há quem defenda a privatização do BB e da Petrobrás, símbolos brasileiros, objetos de desejos do mercado internacional. O governo, porém, muda de opinião como quem troca de camisa. Encurta ministério, nomeia generais, policiais, políticos envolvidos com a justiça, fala pelos cotovelos, mas encontra dificuldade para articular um pacto social e político porque não tem interlocutores hábeis no Congresso Nacional. Assim, a pergunta que não quer calar é: como o novo governo vai atuar na Câmara dos Deputados? E no Senado, a Casa dos lordes? Os senadores que chegam agora desconhecem as regras, as intrigas, o jogo político. Para entrarem no seleto grupo de elite, se não fizerem concessões, ficam isolado. E quando entram na turma dos notáveis são impiedosamente tragados e viram coadjuvante. É nesse serpentário que o Moro vai pisar na condição de Ministro da Justiça. Não conhece como funciona a política em Brasília e pode escorregar em cascas de bananas. Corre o risco, digamos assim, de atrapalhar os interesses políticos do governo no parlamento por inexperiência política. E para sobreviver nesse ninho de cobras venenosas terá que tocar flauta para domá-las e alimentá-las para evitar os seus botes certeiros se quiser permanecer mais tempo no cargo. É a velha história da freira no bordel ou dentro de um cesto de serpentes.
18/11/2018

O misterioso caso de certo sítio em atibaia

Percival Puggina

O misterioso caso de certo sítio em atibaia

O rapaz, de nome Fernando, acalentava o sonho de possuir um sítio na aprazível Serra de Itapetinga para ali reunir amigos e familiares em momentos de convívio. Como não dispusesse dos meios necessários, juntou-os entre pessoas de suas relações e adquiriu, após muita busca, uma propriedade com as características pretendidas. Vencida essa etapa, cuidou, então, de dar um jeito nas benfeitorias existentes. Tanto a moradia quanto as demais construções e áreas de lazer precisavam de reformas que seriam custosas. Mas nenhuma dificuldade ou restrição financeira afastava o proprietário de seu objetivo. Fernando, como se verá, era robustecido pela têmpera dos vencedores. Se havia obra a ser feita no seu sítio, nada melhor do que confiá-la à maior empreiteira do Brasil. Marcelo Odebrecht, requisitado, deslocou gente de suas hidrelétricas, portos e plataformas de petróleo, subiu a serra e assumiu a encrenca: casa, alojamento, garagem, adega, piscina, laguinho, campinho de futebol. Tudo coisa grande, já se vê. Vencida essa etapa, o ambicioso proprietário se deu conta de que as instalações da velha cozinha remanescente não eram compatíveis com os festejos que ansiava por proporcionar aos seus convidados. Para manter o elevado padrão, Fernando não deixou por menos. Deu uma folga à primeira e convocou a segunda maior empreiteira do Brasil, a OAS. E o pessoal de Leo Pinheiro para lá se tocou, prontamente, a cuidar da sofisticada engenharia culinária do importantíssimo sítio. Afinal, uma obra desse porte não aparece todo dia. Opa! Problemas de telefonia. Como habitar e receber amigos em local com tão precárias comunicações? Inconveniente, sim, mas de fácil solução. Afinal, todos nós somos conhecedores da cuidadosa atenção que a OI dispensa a seus clientes. Certo? Bastou comunicar-lhe o problema e uma nova torre alteou-se, bem ali, no meio da serra. Concluídas as empreitadas, chaves na mão, a surpresa! Quem surge, de mala e cuia como dizemos cá no Sul, para se instalar no sítio do Fernando? Recém-egressa da Granja do Torto, a família Lula da Silva veio e tomou conta. Veio com tudo. Com adega, santinha de devoção, estoque de DVD, fotos de família e promoveu a invasão dos sonhos de qualquer militante do MST. Lula e os seus se instalaram para ficar e permaneceram durante cinco anos, até o caso chegar ao conhecimento público. Quando a Polícia Federal fez a perícia no local não encontrou um palito de fósforos que pudesse ser atribuído ao pobre do Fernando. Do pedalinho ao xarope para tosse, era tudo Lula da Silva. Eu não acredito que você acredite nessa história. Aliás, contada, a PF não acreditou, o MPF não acreditou e eu duvido que algum juiz a leve a sério. Mas há quem creia, talvez para não admitir que, por inconfessáveis motivos, concede a Lula permissão para condutas que reprovaria em qualquer outro ser humano.
18/11/2018

Deputada destrambelhada

Vicente Limongi Netto

Deputada destrambelhada

A deputada federal eleita, jornalista Joice Hasselmann (Correio Braziliense – 15/11), chega falando grosso. Chutando o balde. Atirando a esmo. Metendo os pés pelas mãos. Arvorada em porta-voz do protesto. Contra férias do legislativo e do judiciário no recesso, e contra o aumento salarial aos ministros do STF. Não é assim que se faz boa política. Subestimando, generalizando e dando caneladas em políticos experientes e conhecidos. Reeleitos ou eleitos, como ela. Joice tem muito que aprender na Câmara e no Congresso Nacional. Claramente, pelo tom destemperado e agressivo, a deputada mais votada na história do país, quer mostrar serviço ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Bom proveito. Mas com pedradas nos outros só planta dificuldades para o futuro Chefe da Nação colher mais tarde. Com o tempo aprenderá que o exercício da política é fascinante. Mas espinhoso. É como a estrada da vida. Tem mão e contra-mão. Sem diálogo não se obtém a convergência de idéias e objetivos que atendam aos interesses coletivos. Menos, Joice, menos. Kajuru, é a escória chegando ao senado O imbecil Jorge Kajuru antes de pretender  abrir a “caixa preta” da CBF (“Eleito senador, Kajuru quer frente para abrir “caixa preta” da CBF” -Folha de São Paulo-  Esporte – 13/11), deveria abrir o próprio cérebro. Trocar as  fezes por um pouco de massa cinzenta.  Kajuru é mais um destemperado demagogo e venal  que chega ao senado com os olhos sangrando de ódio e ressentimento. Esquece que foi eleito para cuidar dos assuntos que afligem a população goiana e não para se fantasiar de paladino de barro. Aplaudo o patriota Agenor No próximo dia 23,  meu amigo de fé, patriota general Agenor Homem de Carvalho completa 86 anos de idade. Com saúde e excelente memória. Exemplo de vida digna de Cidadão e Soldado. Exerceu  com dignidade e competência o comando do Gabinete Militar da Presidência da República no Governo Collor. Hoje vive no merecido repouso do guerreiro relacionando-se com os amigos e cuidando da bonita família, netos e com a  esposa, Dona Marly. Parabéns! Feliz aniversário. Kfouri, o pauteiro imundo O folclórico e  incorrigível  rabiscador Juca Kfouri voltou a ser o inacreditável pauteiro mais sujo do que pau de galinheiro dos manjados Romário,  Kajuru e Randolfe. Com os olhos sangrando de ódio, será o torpe  patrulheiro dos três  no Senado. Outro paspalho, Luiz Lima, deputado federal eleito,veio juntar-se ao edificante trio de asnos (“O Golpe Caboclo em julgamento” – Esporte – Folha de São Paulo – 11/11). O desvairado, recalcado, repugnante e infeliz colunista petista também insiste em pressionar os magistrados que julgarão a ação contra a CBF. O  petulante marginal não  tem espelho em casa. O destrambelhado Juca faz das tripas coração para chamar a atenção do futuro presidente, Jair Bolsonaro. Sonha em ser ministro dos Esportes. Mandou emissário com o livreco  dele, “Confesso que não presto”.  Bajulou FHC em vão. Insistiu com Lula, também quebrou a cara. Não se perca de vista, registre-se e afixe-se que Kfouri é o incorrigível imaculado de barro definido magistralmente pelo presidente do Corinthians, Andres Sanches, como “o rebotalho do estilo gilette” ( corta dos dois lados). FHC perdeu o senso Fernando Henrique Cardoso, o bolorento sábio de barro, perdeu o bom senso e o freio do ridículo. Cumpriu agenda lamentável, desrespeitosa e vergonhosa no exterior, denegrindo o presidente eleito, Jair Bolsonaro. FH perdeu o equilíbrio, com a idade avançada. Não será com torpezas, falta de educação  e amarguras que FH conseguirá reabilitar o PSDB,  derrotado por Bolsonaro nas urnas. O espelho de FHC quebrou faz tempo. Arrogantes  sem assunto Tolice, cretinice, tosca  ironia, falta do que fazer, ou, simplesmente, torpe patrulhamento. Só assim explica-se o desapontamento dos patéticos colunistas Alvaro Costa e Silva e Marcos Nogueira, ambos na Folha do dia 10, pelo simples fato de Bolsonaro gostar de pão com leite condensado. Francamente. Eta, ferro.   Jornalismo primoroso é isso. Collor no Oriente Médio O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da Câmara Alta, senador Fernando Collor, fez proveitosa viagem a Síria, Líbano e Irã, fortalecendo os vínculos da amizade do Brasil com aqueles países. Conversou, trocou experiências e presentes,  com as mais destacadas e importantes figuras, da política, da economia e da religião das três  nações. Capim para Diegues  O fardão do acadêmico Joaquim Falcão destaca um coqueiro. Em homenagem a Pernambuco, onde nasceu. O fardão do sabidão de plástico,  Cacá Diegues, por sua vez, exibirá pedaços  de capim e alfafa. Que comerá com satisfação  durante o bolorento discurso de posse. Competente e consciente A revista ELA, do Globo, mudou muito.  Para melhor, sob o comando de Bruno Astuto. Excelentes matérias, bons textos e  fotos antecipando novidades da moda brasileira e internacional.Com direito a crônicas doces, espirituosas e encantadoras de Danusa Leão.  Capa com a eterna musa Brigitte Bardot , entrevistada por Rita Lee foi sensacional. Merecia chamada de primeira.  Gol contra. Com vocês, a serenidade e consciência do editor Bruno Astuto: ” Os  fortes sabem cortar para outra e se manter fiéis a si próprios. É assim nas novelas, nos amores, no trabalho e até na política”. Sou honrado com a amizade de Deus Deus me deu o suficiente para ser feliz. Dia 21 chego  aos 74 anos. Altivo. Sem  queixas. Firme e forte. Amando a vida, a família e os amigos. O resto, a água podre das enxurradas leva para o ralo do esgoto, onde rastejam os pobres de espírito, canalhas, recalcados, hipócritas e pulhas. Limongi é jornalista. Trabalhou no Globo, TV-Brasilia, Última Hora de Brasilia, Ministério  da Justiça, Senado Federal, Universidade de Brasília,  Suframa e Confederação Nacional da Agricultura. Sócio da ABI há 49 anos. Tem face  blog. É servidor aposentado do Senado Federal. 

Mais Notícias

21/11/2018

Superministro de Infraestrutura pode ser general que fez programa de governo

Superministro de Infraestrutura pode ser general que fez programa de governo

Oswaldo chefiou o elogiado Departamento de Engenharia do Exército

O general da reserva Oswaldo Ferreira, líder da equipe que elaborou o programa de governo de Jair Bolsonaro, é hoje um dos mais cotados para um “superministério” englobando, além do setor elétrico, áreas como transportes, logística e telecomunicações. O general, que chefiou o elogiado Departamento de Engenharia do Exército, propõe a criação no Planalto de um órgão central de Infraestrutura, acima de ministérios, que permitisse ao presidente Jair Bolsonaro, sempre, a última palavra. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Esse órgão central permitiria a Bolsonaro arbitrar disputas entre obras de hidrelétricas, por exemplo, e a burocracia da Funai, Ibama, MPF etc. Eletrocratas e o mercado apostam em três nomes para ministro como Paulo Pedrosa, ex-secretário-executivo de Minas e Energia. Os outros cotados são Luciano de Castro, professor na Universidade de Iowa, Estados Unidos, e o “consultor” Adriano Pires. O setor elétrico torce apenas contra o ex-deputado baiano José Carlos Aleluia (DEM), ex-Chesf. Consideram-no “corporativista e estatizante”.
21/11/2018

No apagar das luzes, Pimentel ameaça vender parte da Light controlada pela Cemig

Fim de mandato

No apagar das luzes, Pimentel ameaça vender parte da Light controlada pela Cemig

Negócio pode ser fechado antes do fim do mandato do petista

O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), acaba de sofrer derrota vexatória na tentativa de reeleição, e teve sua gestão marcada por escândalos de corrupção como a Operação Acrônimo, da Polícia Federal. Mas, desafiando a sorte, no apagar das luzes do seu governo ele se prepara para vender parte da Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro controlada pela Cemig, a estatal mineira de energia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. As negociações estariam avançadas com o GP Investimentos, podendo inclusive assumir o controle da Light em lugar da Cemig. Fundado por Jorge Paulo Lemann, o GP é controlado pelos executivos Antonio Bonchristiano, Fersen Lamas Lambranho e Marcelo Peano. A Cemig tem sofrido nas mãos do PT. Teve de abrigar mais de 500 petistas que perderam boquinhas no governo Dilma e vários estados.
20/11/2018

Senador sergipano eleito gastou apenas R$ 70 mil em sua campanha eleitoral

Nova safra

Senador sergipano eleito gastou apenas R$ 70 mil em sua campanha eleitoral

Alessandro Vieira quer priorizar o combate à corrupção, transparência, segurança pública e o combate às Fake News

A eleição de 2018 trouxe mais renovação do que previam os especialistas. Um dos nomes da nova safra de políticos que chega ao Congresso Nacional em fevereiro de 2019 é o delegado Alessandro Vieira, eleito o senador mais votado de Sergipe. Com forte adesão de voluntários à campanha, o novo parlamentar gastou apenas cerca de R$ 70 mil, incluindo valor estimado de carro de família usado na campanha e do trabalho voluntário. Cada voto custou aproximadamente de R$ 0,14 – um dos mais baratos do Brasil. O voto mais caro para o Senado ficou em R$ 26,21. “Tenho 16 anos de atuação no combate à corrupção como delegado de polícia e é esse conhecimento que quero levar ao Senado. Minha proposta sempre foi muito clara ao ingressar na política: fazer diferente e mostrar que é possível. Gastamos apenas 3% do valor do terceiro colocado na disputa, o Deputado Federal André Moura, líder do governo federal no Congresso, que tinha máquina a seu favor”, disse Alessandro Vieira. “Sergipe sempre teve campanhas muito milionárias e o custo recaía sobre os cidadãos. Nossa campanha mostrou que dá para fazer campanha limpa, honesta, sem caixa dois, sem compra de votos e de apoio, com poucos recursos e alicerçada em ideias. É isso que vou levar ao Congresso com o respaldo dos sergipanos”, acrescentou. Alessandro Vieira concorreu pela REDE Sustentabilidade através de uma candidatura cívica, e faz parte do Movimento Acredito e do RenovaBR. Entre as pautas que o delegado vai priorizar no Senado estão o combate à corrupção, transparência, segurança pública e o combate às Fake News. Novos rumos – O senador eleito já tem mostrado que é muito bom de articulação política. Ao lado de lideranças políticas estaduais, de diversos vereadores, quatro deputados estaduais e grande militância, Alessandro Vieira anunciou a filiação ao PPS nesta terça-feira (20). “Avaliamos bastante o processo de fusão que pode vir a ocorrer da REDE e do PPS, mas entendemos que política precisa de soluções no tempo da sociedade. O PPS está disposto a ser totalmente reformulado para abrigar o desejo de renovação política. É disso que o país precisa, é disso que Sergipe precisa. Os partidos precisam ser redesenhar, se adaptar aos novos tempos. Com o PPS teremos o espaço de diálogo e construção para isso”, explicou Vieira. Ainda segundo o parlamentar, as formas de inovação se darão já na montagem da equipe do seu gabinete, que deve contar com um processo seletivo aberto à população em geral.
20/11/2018

Jair Bolsonaro diz que vai ‘seguir normas legais’ para sucessão na PGR

Lista tríplice 

Jair Bolsonaro diz que vai ‘seguir normas legais’ para sucessão na PGR

O mandato de Raquel Dodge termina em setembro de 2019

Pela segunda vez, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), não garantiu que vai seguir a lista tríplice apresentada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) para a escolha do novo chefe do Ministério Público. Nesta terça-feira (20), Bolsonaro disse que “vai seguir todas as normas legais existentes” para fazer a sucessão na PGR (Procuradoria-Geral da República). O mandato de Raquel Dodge termina em setembro de 2019 e ela pode ou não ser reconduzida a um segundo período. “A gente conversa em setembro do ano que vem. Mas, a princípio, a gente vai seguir todas as normas legais existentes”, afirmou, depois de  se reunir com Dodge na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. A lei determina que o procurador-geral deve ter mais de 35 anos de idade. Hoje, o mais provável é que haja troca de nomes na chefia do Ministério Público. “Estou em visita de cortesia pelo profundo respeito ao Ministério Público e à senhora Raquel Dodge. Uma conversa bastante profícua. Estamos prontos para colaborar para com o futuro do nosso Brasil”, acrescentou. Dodge é a responsável por uma das duas denúncias contra Bolsonaro que chegaram ao Supremo Tribunal Federal, ele foi acusado de racismo, mas a primeira turma do STF rejeitou a denúncia. A outra acusação, por incitação ao estupro, foi apresentada durante a gestão de seu antecessor, Rodrigo Janot, e Bolsonaro virou réu. O próprio Bolsonaro já indicou que estuda fazer mudanças. Durante a campanha ele disse que não necessariamente escolherá o novo procurador-geral com base na lista tríplice da ANPR. Procuradores ouvidos pela Folha de S.Paulo no início de novembro disseram que próximo ministro da Justiça, Sergio Moro, terá papel decisivo na escolha do novo PGR. Os investigadores sustentam que o juiz tem boa interlocução com a categoria e pode ajudar a fazer o Congresso Nacional aprovar medidas que facilitem o trabalho da categoria, ou evitar que os parlamentares proponham leis que atrapalhem as diligências. Além disso, destacam que é enorme a chance de Bolsonaro substituir a atual procuradora por alguém alinhado às suas pautas e que tenha o combate à corrupção como principal bandeira. O procurador-geral tem o poder de pedir ao STF a abertura de investigações e ações criminais contra o presidente da República e seus ministros. Também cabe a ele questionar a constitucionalidade de determinadas leis. Procuradores ressaltam que tradicionalmente os presidentes ouvem os ministros da Justiça e da CGU (Controladoria-Geral da União) para escolher o chefe do Ministério Público. Mas apostam que Moro, como homem-forte do governo nas relações com os setores da investigação, será mais influente na decisão. Moro respaldou a indicação do ministro Wagner Rosário à frente da CGU, anunciada na manhã desta terça. Ao sair da reunião com Dodge, Bolsonaro também comentou a indicação de Rosário. “Ele esta fazendo um trabalho exemplar. E a decisão foi de que quem esta está dando certo tem que continuar”, afirmou. Bolsonaro foi aplaudido por funcionários da PGR enquanto concedia entrevista.(FolhaPress)
20/11/2018

Conselho de Ética da Câmara arquiva representação contra Laerte Bessa

Quebra de decoro

Conselho de Ética da Câmara arquiva representação contra Laerte Bessa

Laerte Bessa era acusado pelo PSB de quebra de decoro parlamentar

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou hoje (20) a representação do PSB contra o deputado Laerte Bessa (PR-DF). O parlamentar foi acusado de agredir física e verbalmente o subsecretário de Articulação Federal da Casa Civil do Distrito Federal, Edvaldo Dias da Silva, em maio, durante reunião da comissão mista do Congresso Nacional que discutia a medida provisória que criou o Ministério da Segurança. Na reunião, discutia-se também a divisão de verbas do Fundo Constitucional do Distrito Federal entre segurança, saúde e educação. Para o relator do parecer preliminar, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), os fatos apresentados pelo PSB devem ser analisados em esfera penal, e não pelo conselho. Rocha ressaltou ainda que a representação ficou prejudicada, já que a agressão ocorreu nas dependências do Senado, fora, portanto, do alcance administrativo da Câmara dos Deputados. Na representação, o PSB pedia a perda do mandato de Laerte Bessa por quebra de decoro parlamentar. O partido alegou que Bessa xingou e agrediu com um soco Edvaldo Dias da Silva. O subsecretário registrou a ocorrência na polícia do Senado. Bessa disse que teve uma “discussão ríspida” com o subsecretário, mas negou que tenha havido agressão.(ABr)
20/11/2018

Governador eleito do DF anuncia mais três integrantes de seu primeiro escalão

Governo Ibaneis

Governador eleito do DF anuncia mais três integrantes de seu primeiro escalão

Relações Institucionais, Desenvolvimento Econômico e Cultura

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) anunciou no começo da noite desta terça-feira (20), o nome de mais três integrantes de seu primeiro escalão no Governo do Distrito Federal, a partir de 2019. São indicações para o comando das seguintes secretarias:  Secretaria de Cultura, Adão Cândido; Ruy Coutinho para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Vitor Paulo para a Secretaria de Relações Institucionais.   Perfil dos futuros secretários Adão Cândido O futuro secretário de Cultura, Adão Cândido, é sociólogo e filiado ao PPS. Em sua trajetória, no ano de 2014 está a candidatura a vice-governador do DF, com Luiz Pitiman (PSDB). Dois anos depois, em 2016, Cândido foi indicado pelo partido a um cargo de confiança dentro do Ministério da Cultura, na época do ministro Roberto Freire. Ruy Coutinho Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico a indicação foi do advogado Ruy Coutinho, formado pela Universidade de Brasília (UnB), ele tem especializações pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Coutinho teve experiência em cargos no Ministério da Indústria e Comércio, além do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Durante o período de 1992 e 1996, Ruy presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Vitor Paulo Vitor Paulo vai estar à frente da Secretaria de Relações Institucionais. O jornalista e radialista ultimamente ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados, desde quando Ronaldo Nogueira (PROS) se licenciou para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República. Paulo é coordenador da bancada do Distrito Federal na Câmara. Formado o time Mais cedo, o governador eleito já havia anunciado a indicação do zootecnista Dilson Resende para o comando da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal.