Mais Lidas

Não vai ter 'loteria

TJ do RN desiste de pagar a juízes licença-prêmio retroativa a 1996

Cada juiz receberia até R$ 300 mil por ter trabalhado há 22 anos

acessibilidade:

TJ do RN mandou arquivar pedidos de benefícios (Foto: OAB/RN)

Um dia depois de a Corregedoria Nacional de Justiça abrir procedimento para investigar o caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) recuou, nesta terça-feira (17), da decisão de pagar licenças-prêmio não usufruídas por magistrados. A corte estadual havia reconhecido, na quinta-feira (12), o direito retroativo ao prêmio a contar a partir do ano de 1996. O valor embolsado poderia chegar a cerca de R$ 300 mil, por juiz que trabalhou há 22 anos.

As regras chegaram a ser fixadas pela Resolução 11/2018. Após a repercussão da notícia, nesta segunda-feira (16), o tribunal determinou que sejam indeferidos e arquivados todos os pedidos de licença-prêmio ou conversão em dinheiro quando o benefício não foi utilizado no período adequado.

Segundo a Portaria 506/2018, agora publicada pela presidência do TJ-RN, a medida deve valer até o julgamento de um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que analisa o direito dos juízes à premiação por tempo de serviço ou a indenização por sua não fruição (RE 1.059.466).

Na última quinta-feira, o TJ-RN concedeu a licença-prêmio por tempo de serviço aos membros do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte. A norma afirma que, a cada cinco anos de trabalho ininterruptos, os juízes têm direito a três meses de licença, além das férias, a título de prêmio.

De acordo com a Resolução 11/2018, o marco temporal para requerimento retroativo de licenças não usufruídas seria o de 9 de fevereiro de 1996, quando foi publicada a Lei Complementar Estadual 141.

Os juízes potiguares, caso preferissem, poderiam solicitar o pagamento do prêmio em dinheiro, a serem pagos de uma só vez. Além disso, a medida também havia possibilitado o pagamento da licença-prêmio aos aposentados ou familiares de magistrados que já morreram.

O presidente da corte, Expedito Ferreira de Souza, afirmou nesta segunda que as regras mudaram. “O Tribunal de Justiça do Rio do Norte editou a Portaria 84/2018, de 26 de janeiro deste ano, que estabelece a contenção de gastos no Poder Judiciário potiguar. Neste momento, não está em pauta a possibilidade dessa conversão”, declarou em nota. (Com informações do Conjur)

Reportar Erro