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29 planos de ataque

Teste de segurança das urnas inicia na segunda com recorde de analistas

6ª Edição do Teste Público de Segurança terá 26 investigadoras e investigadores

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Teste Público de Segurança (TPS) fortalece sistema eletrônico de votação. Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE/Arquivo

Está tudo pronto para o Teste Público de Segurança (TPS) do Sistema Eletrônico de Votação 2021. A sexta edição do evento começa nesta segunda-feira (22) e reunirá o número recorde de 26 investigadoras e investigadores que buscarão executar 29 planos de ataque aos equipamentos e sistemas que serão usados nas Eleições Gerais de 2022.

A cerimônia de abertura acontece a partir das 14h, no Auditório I, com a participação do presidente e do vice-presidente da Corte Eleitoral, ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Realizado desde 2009, o TPS 2021 enfrentará, novamente, o desafio da evolução tecnológica: “o sistema é aprimorado com o reforço da sua segurança diante de novas tecnologias que vão surgindo”, enfatiza o presidente do TSE.

Segundo o ministro Barroso, além de propiciar melhorias constantes no processo eleitoral, o teste fortalece a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos. “Por isso é importante submeter a urna eletrônica a ataques com as novas tecnologias para identificar vulnerabilidades”.

Estrutura

Durante o evento, que vai durar uma semana e tem previsão de encerramento na sexta-feira (26), o TSE colocará à disposição dos participantes uma ampla estrutura de apoio – computadores, urnas, impressoras, ferramentas e insumos – montada em espaço exclusivo, com entrada controlada, monitorado por câmeras, no 3º andar do edifício-sede da Corte Eleitoral, em Brasília. Tudo para ajudar os participantes no desenvolvimento dos planos traçados.

O ambiente reservado para o TPS 2021 funcionará das13h às 18h, no dia 22 de novembro; das 9h às 18h, nos dias 23, 24 e 25; e das 9h às 17h, no dia 26 de novembro.

Avanço tecnológico põe urnas à prova e contribui com aprimoramento do sistema eletrônico de votação no Brasil. Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Código-fonte

Em outubro, antes de apresentar os planos de ataque, os participantes examinaram os códigos-fontes da urna eletrônica e do sistema eletrônico de votação para elaborarem as estratégias que usarão durante o evento.

Além da abertura dos códigos, eles conheceram o funcionamento de componentes da urna eletrônica em apresentação realizada por técnicos da Secretaria de Tecnologia da Informação do tribunal. Uma urna eletrônica foi desmontada para mostrar toda a arquitetura do equipamento, incluindo as interfaces disponíveis, as tecnologias empregadas e os componentes do hardware e dos softwares.

Planos de ataque

Ao longo dos cinco dias da próxima semana, os investigadores e investigadoras atuarão individualmente, em duplas, trios ou grupos, para tentar “quebrar” as barreiras de segurança do processo eletrônico de votação, identificando falhas ou vulnerabilidades, para que sejam corrigidas a tempo da próxima eleição. Para tanto, eles terão acesso aos componentes internos e externos do sistema da urna, como os empregados para a geração de mídias, votação, apuração, transmissão e recebimento de arquivos.

A lista de planos de ataque  inclui diversas estratégias, como “Invasão ao JEConnect”, “Rastrear a ordem da votação dentro do BU”, “Violar o sigilo do voto”, “Captura, análise e decodificação de sinais elétricos colaterais nas portas externas”,  “Análise e decodificação de sinais eletromagnéticos a distância” e “Identificação de teclas pressionadas através do retorno tátil sonoro do teclado da Urna Eletrônica”.

De acordo com o assessor-chefe de Gestão Eleitoral do TSE e coordenador da Comissão Organizadora do TPS 2021, Thiago Fini, o número recorde de inscritos e planos de testes aprovados, será mais uma grande oportunidade para o aperfeiçoamento do sistema brasileiro de votação.

Novidades

Nesta edição, a Justiça Eleitoral aumentou o escopo dos programas que poderão ser avaliados pelos investigadores inscritos, inserindo os sistemas de apoio à auditoria de funcionamento das urnas no dia da votação (Módulo Sorteio); os sistemas de apoio à auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas em condições normais de uso (Módulo Votação); o Verificador Pré/Pós-Eleição (VPP) e o Verificador de Integridade e Autenticidade de sistemas eleitorais (AVPART), utilizados para a verificação de resumos digitais (hashes) e assinatura digital nas urnas eletrônicas.

“Estamos abertos para que toda cidadã ou cidadão possa colocar nossos sistemas à prova, revisando nosso código-fonte, testando nossos softwares e verificando o funcionamento de nossas barreiras de segurança”, explica o chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra. A expectativa é que os investigadores tragam contribuições importantes que permitam evoluir ainda mais os mecanismos de segurança dos sistemas eleitorais.

Outra novidade é a possibilidade de extensão do TPS por mais um dia após o prazo final – totalizando, portanto, seis dias –, se for constatada a necessidade de dar continuidade a algum plano de teste devido ao seu potencial de contribuição para o alcance dos objetivos.

Para o secretário de Tecnologia da Informação do TSE (STI/TSE), Julio Valente, o recorde de inscritos demonstra o interesse da sociedade em participar da construção de um sistema eleitoral que pertence à Nação. “Essa participação é muito bem-vinda e mostra que os brasileiros estão dispostos a fortalecer e tornar cada vez mais seguro e auditável o sistema eleitoral informatizado brasileiro”. (Com informações da Ascom do TSE)