Sem posse na PF

Ministro do STF dá crédito à oposição e suspende posse de Ramagem na PF

Ato do ministro foi considerada "interferência indevida" do STF no Poder Executivo

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De acordo com  Lei das Eleições, durante o período de campanha, ficam restritas  as publicidades do governo Foto: Ascom STF

O ministro Alexandre Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu a pedido da oposição ao governo Jair Bolsonaro e suspendeu os efeitos da nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

Morais achou relevante levar em conta declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que ainda serão investigadas quanto à sua veracidade, levantaram a suposta interferência nas investigações da PF.

O ministro também deu crédito à alegação ao PDT, partido de oposição que em outra iniciativa pede tambºem o impeachment de Bolsonaro, no sentido de que o presidente da República teria a “intenção” de interferir nas investigações da PF, por meio de um diretor-geral de sua confiança.

Alexandre de Morais não levou em consideração a manifestação formal da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que, em nota, além de elogiar a escolha de Ramagem, desmentiu que tenha havido interferências nas investigações da PF, como Moro afirmou.

O líder do governo na Câmara, deputado Victor Hugo (GO), considerou que a decisão do ministro do STF foi mais uma interferência indevida do Judiciário no poder executivo.

Com a decisão, em caráter liminar, está suspensa a posse de Ramagem, prevista para as 15h desta quarta-feira (29).

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