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Dez candidatos a prefeito

Mais de 292 mil eleitores escolhem prefeito, vice e vereadores em Macapá

Dez candidatos disputam a prefeitura de Macapá, que teve eleição adiada após apagão

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Urna eletrônica brasileira - Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE

Hoje (6), de acordo com a Justiça Eleitoral, 292.718 eleitores de Macapá vão às urnas para eleger prefeito, vice-prefeito e 23 vereadores. O segundo turno, se houver, será no dia 20. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu, ontem (5), a segurança das eleições em que dez candidatos disputam a prefeitura de Macapá, com população estimada pelo IBGE em 512.902 pessoas.

Os cuidados sanitários para evitar a propagação do novo coronavírus serão os mesmos adotados nos 5.567 municípios onde já houve eleição este ano. O uso de máscara é obrigatório em todas as sessões eleitorais. Na área de Segurança Pública, diversos órgãos federais e locais atuarão de forma integrada.

O TRE-AP informou que algumas seções eleitorais foram remanejadas em razão da necessidade de uniformizar a quantidade de eleitores nas seções eleitorais. Para saber onde será sua seção eleitoral, o eleitor precisa acessar o site do TRE ou baixar o aplicativo e-Título.

Adiamento

O processo eleitoral em Macapá foi adiado devido ao apagão energético no dia de 3 novembro, que afetou o estado, após um incêndio ter destruído três transformadores e uma subestação de energia na capital do Amapá. Por mais de três semanas, o apagão e a instabilidade no fornecimento de energia provocaram desabastecimento de luz, água e perdas de alimentos.

Diante da situação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou pedido do tribunal regional (TRE-AP) e, no dia 12 de novembro, anunciou que o pleito na capital do estado seria adiado. O TRE-AP informou que as eleições transcorreram normalmente nos demais municípios amapaenses.

Preocupações superadas

Na visita de ontem (5), o ministro Barroso ressaltou que todas as questões preocupantes já estavam resolvidas. O presidente do TSE reforçou que o adiamento das eleições não aconteceu apenas por causa da falta de energia, mas pelos riscos à segurança pública. A decisão foi tomada após diálogos com o presidente do TRE-AP, desembargador Rommel Araújo, além do governador do estado, Waldez Góes, e a Polícia Federal.

Questionado sobre a segurança pública na capital do Amapá, o ministro Barroso respondeu que a cidade enfrenta três tipos de criminalidade – a comum, a institucionalizada e das facções. “São preocupações, sem dúvida, mas não específicas da Justiça Eleitoral. Os crimes eleitorais estão diminuindo e temos conseguido enfrentá-los. No geral, está tudo sob controle e amanhã teremos votações tranquilas”. (Com informações da Agência Brasil e Ascom do TSE)